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Candidato único

Calhao desiste e Marcelo Nobre continua no CNJ

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O professor Antônio Ernani Pedroso Calhao decidiu retirar sua candidatura à vaga do Conselho Nacional de Justiça reservada à Câmara dos Deputados. Calhao disputava o posto com o advogado Marcelo Nobre, que já é conselheiro do Órgão. Com a desistência de Calhao fica assegurada a recondução de Marcelo Nobre a um novo mandato no CNJ. A decisão foi formalizada na noite desta terça-feira (9/3) , em carta enviada à liderança do PDT na Câmara. A eleição no plenário da Câmara está marcada para esta quarta-feira (10/3).

Calhao foi indicado pelo PDT enquanto seu adversário tem o apoio de 13 partidos, entre eles PT, PSDB, PMDB e DEM. E foi justamente a disparidade de apoios que levou o professor da FGV e da Universidade Federal de Mato Grosso a se retirar da disputa: “Creio que tenho uma contribuição importante a dar como representante da sociedade civil, mas preferi não criar um clima de confronto numa disputa em que minhas chances de vitória são muito pequenas”, disse, por telefone,  à Consultor Jurídico.

Calhao entende que além dos aspectos técicos, uma disputa como essa tem um componente político muito acentuado. Talvez por isso, o debate de projetos e ideias acaba relegado a segundo plano. Advogado e economista, mestre e doutor pela PUC-SP, Calhao é especialista em Administração Judiciária, disciplina de grande utilidade para um conselheiro do CNJ, órgão que cuida do planejamento estratégico do sistema de Justiça.

 Filho do deputado Freitas Nobre, do antigo MDB, é bacharel em Direito pela PUC e FMU, com pós-graduação pela FGV. Como conselheiro do CNJ é membro da Comissão Permanente de Relacionamento Institucional e Comunicação . Advoga nas áreas de Direito Comercial e de Direito Público e Eleitoral. É professor na PUC-SP e no Instituto de Educação Superior de Brasília.

 Leia a carta:

Excelentíssimo Senhor Deputado Dagoberto, Líder do Partido Democrático Trabalhista na Câmara dos Deputados

Dirijo-me a Vossa Excelência com a finalidade de solicitar a retirada de minha candidatura ao Conselho Nacional de Justiça, indicado que fui pelo Partido Democrático Trabalhista, sob a sua liderança na Câmara dos Deputados.

Nesta oportunidade registro especial gratidão pela honrosa deferência solicitando, por seu intermédio, estendê-la aos nobres integrantes da Casa, especialmente àqueles que me apoiaram a pleitear tão nobre função pública.

Ouvindo os mesmos parlamentares apoiadores do pleito, acolhi o convite para postular a representação da sociedade civil, no Conselho Nacional do Ministério Público – CNMP.

Ao advogado Marcelo Nobre meus votos de êxito na recondução à função de representante da sociedade civil no Conselho Nacional de Justiça, agora candidato único, a ser apreciado soberanamente por este a. Plenário.

Respeitosamente,

ANTÔNIO ERNANI PEDROSO CALHAO

 é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2010, 20h11

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