Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Paralisação em São Paulo

Greve na Justiça tem adesão de 30% dos servidores

“Esta paralisação pode superar a greve de 2004, a maior do Judiciário paulista, com 91 dias parados.” A declaração é do secretário geral da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Sidney Bortolato Alves. A paralisação já chegou ao 86º dia.

A OAB-SP afirma que, desde junho, orienta os representantes das subsecções no sentido de ir até as comarcas para tentar a suspensão dos prazos. Nove cidades conseguiram: Santos, Campinas, Piracicaba, Mococa, Monte Aprazível, Jales, Dracena, Sorocaba e São Bernardo do Campo.

O município no qual os funcionários mais aderiram à greve é Dracena, com 90% de consentimento, de acordo com a OAB-SP. Em Piracicaba a taxa de adesão é de 70%. Santos aparece com 40% dos servidores afastados do Judiciário. Já o Fórum João Mendes, em São Paulo, conta com 20% do contingente paralisado. Dessa forma, a Ordem calcula que, em média, 30% dos funcionários da Justiça paulista não estejam comparecendo aos fóruns.

Para a OAB-SP, as reivindicações dos funcionários são justas. Eles lutam por reposição salarial de 20,16%, plano de cargos e carreira, além de melhoras condições de trabalho. Entretanto, a advocacia é contrária à greve, por acreditar que esse tipo de ação prejudica a sociedade e a classe.

Bortolato Alves alerta que, embora alguns fóruns não estejam com as portas fechadas, os procedimentos estão mais lentos em decorrência da escassez de funcionários. O andamento dos processos é afetado. Há ainda o prejuízo humano: a cobrança de pensões alimentícias e a execução alvarás de soltura ficam impedidas de serem cumpridas.

A Ordem avalia que o movimento de paralisação pode atrasar em um ano os trâmites processuais. Até o presente momento, 240 mil estão parados. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.

Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2010, 20h19

Comentários de leitores

3 comentários

Se for para falar sem propriedade, melhor calar

Fernanda Fernandes Estrela (Assessor Técnico)

I - Vergonhoso é ser submetido a condições sub-humanas em meio ambiente laboral; E nós somos. Alguém consegue imaginar viver no mínimo 8 horas/dia trancafiado em uma sala sem janelas, sem saber como está o tempo lá fora, sem ver uma árvore, sem ver o sol se por e a noite chegar? E passar 30, 35 anos da vida assim? Visitem o fórum da Barra Funda.
II - Quanto aos "... 'dados' quantitavios e qualitativos'...": estão todos muito bem explicados nos sites das entidades representativas, são eles:
- www.assojuris.org.br
- www.assetj.org.br
- www.assojubs.org.br
Além de vários outros que representam a categoria. Para os menos dotados em informática, uma mera busca no www.google.com.br retornará informações preciosas, possibilitando o interessado e as "...Famílias paulistas e jurisdicionados possam estar informadas para comparar com acerto as condições de trabalho desses funcionários...";
III - Quanto a "...Famílias paulistas e jurisdicionados possam estar informadas para comparar com acerto as condições de trabalho desses funcionários com as condições reinantes em atividades privadas semelhantes ?!!!" é de se observar que, respeitado o direito amplo ao exercício democrática de manifestar o pensamento, o 'comentarista' desconhece sobre o que fala, uma vez que NÃO EXISTEM AS TAIS "ATIVIDADES PRIVADAS SEMELHANTES" pelo singelo fato de que A FÉ PÚBLICA NÃO É, NÃO PODE SER E JAMAIS SERÁ TERCEIRIZADA OU PRIVATIZADA, observando-se o que o próprio termo explicita "pública", sob pena de colocar as "Famílias paulistas e os jurisdicionados" à mercê de uma empresa de processamento voltada ao lucro, fato que choca-se frontalmente com outro, segundo o qual tal exercício de Poder, constitucionalizado, inclusive, cabe ao Estado.

Movimento paradista (...) vergonhoso !!!

Riberto. (Oficial de Justiça)

Espantoso - com todo o respeito aos demais integrantes do grupo, as opiniões aqui postadas deveriam ao menos passar pelo crivo do bom senso e da rigorosa atualização quanto ao tema a ser atacado, além de observar padrões mínimos no que atine à língua pátria.
Postagens de semi alfabetizados como esse cidadão aí embaixo, reservado por óbvio o seu direito de opinar, depõem contra a própria imagem desta revista ...

Movimento Paradista Vergonhoso!

fernandgoncalves (Outros)

Paz e Bem, Comunidade.
O Funcionalismo do Judiciário Paulista esta desgastado pelas 'ações' de suas entidades representativas.
Os movimentos paradistas alimentados pelas entidades que representam funcionários do judiciário paulista não produzem resultados à altura da "Vontade" da Classe em ter o reconhecimento e respeito das Famílias paulistas.
Aquelas entidades em descompasso com a contemporâneidade aferram-se a movimentos grevistas que não tem conseguido muito mais que a aversão dos Jurisdicionados a aproximarem-se a'luta legítima da categoria'.
Falta juízo a dirigentes de instituições que desdenham de outros recursos mobilizatórios da categoria, aferrados como estão à Greve por tempo indeterminado,como se a opinião pública pudesse ser formada sem o empenhode suas entidades em divulgar e publicar informações relevantes sobre as condições de trabalho dos funcionários dos fóruns paulistas.
Aquelas entidades que se dizem representativas dos Funcionários Publicos do Judiciário Paulista tem o ano todo para fazer política trabalhista nos fóruns adequados que são as Câmaras de Veredores, Programas de Debates na Imprensa falada, escrita televisiva, INERNET.
Mas onde foi que colocaram os 'dados' quantitavios e qualitativos' para que as Famílias paulistas e jurisdicionados possam estar informadas para comparar com acerto as condições de trabalho desses funcionários com as condições reinantes em atividades privadas semelhantes ?!!!
Ora, senhores. Ajam com seriedade. São Interesses fundamentais que vosso movimento paradista ve protelando por mais de oitenta dias.
Isso é uma Vergonha!!!

Comentários encerrados em 30/07/2010.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.