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Lista de aprovados

OAB nacional descarta nova correção de provas

A OAB nacional resolveu voltar atrás e descartou uma nova correção das provas da segunda fase do Exame da Ordem. A determinação havia sido feita pelo presidente da entidade, Ophir Cavalcante, na quarta-feira (8/12), após reclamações de bacharéis em Direito e cursos preparatórios para o Exame da Ordem. Mas ele recuou depois de um comunicado enviado pela Fundação Getúlio Vargas. Os interessados já podem entrar com recurso. (Clique aqui para ver a lista de aprovados)

Nesta quinta-feira (9/12), a Fundação Getúlio Vargas, responsável pela aplicação do exame, notificou o presidente da entidade de que o erro havia se dado apenas com a divulgação dos espelhos e não com a correção do material. Por isso, uma nova correção foi descartada por ele.

Bacharéis em Direito e cursos preparatórios reclamaram dos equívocos ocorridos na divulgação dos espelhos de correção das provas. Na quarta-feira, o presidente da OAB afirmou que determinou a "recorreção para garantir que não haja qualquer prejuízo a nenhum dos candidatos e em face de nosso compromisso com a lisura e segurança do Exame, em respeito aos estudantes de Direito e à sociedade".

Também na quarta-feira (8/12), em nota encaminhada à revista Consultor Jurídico, a FGV declarou que houve problema no acesso ao gabarito comentado das provas de Direito do Trabalho, Direito Civil, Direito Tributário e Direito Constitucional, mas ressaltou que isso não afetaria a correção.

Em nota, a Rede de Ensino Luiz Flávio Gomes, um dos maiores cursos preparatórios do Brasil para o Exame de Ordem, afirmou que a publicação dos gabaritos e os padrões de resposta deixaram a desejar. Além do site da Fundação não suportar o número de acessos, foram constatados erros na pontuação das disciplinas, erros de português e, para alguns especialistas, as correções não foram condizentes com as regras previstas no Provimento 136/09 e no edital da prova.

Clique aqui para ver a lista de aprovados

Revista Consultor Jurídico, 9 de dezembro de 2010, 16h59

Comentários de leitores

11 comentários

Piada!!!!!

José Guimarães (Professor Universitário - Trabalhista)

Professora Eleonora (Cruela).
Em respeito ao art. 205 da Constituição Federal, há necessidade de reparar sua menção: "A OAB precisa qualificar os advogados de outra forma."
Saiba, a OAB não qualifica nada e ninguém, já que a entidade de classe dos Advogados não é Instituição de Ensino, onde são desenvolvidos processos educativos onde é promovida a qualificação para o trabalho.
Por força de colocações como a feita em seu comentário é que mais de 4 milhões de Bacharéis em Direito, aptos a serem inseridos no setor profissional da Advocacia (inciso II, do art. 43 da Lei 9.394/96 - Diretrizes e Bases da Educação Nacional) são impedidos de exercer livremente a profissão de Advogado.
E com essa ação, a OAB enche as burras com milhões de reais anuais, sem contar os cursinhos que se intitulam preparatórios, que não têm a menor razão de ser.
Veja que ao fundamentar juridicamente o descabimento do exame de ordem (em letras minúsculas por não possuir nenhuma conceituação técnico-jurídica constitucional ou legal que infira o que vem a ser este exame), o mínimo que a sociedade deveria ver é algum dirigente da OAB, ou mesmo seus advogados inscritos contestarem juridicamente que estou errado, todavia, isso não ocorre, e, veja, desde 2005 essa denúncia é feita.
Por outro lado, ao ser regulamentado mediante provimento pelo Conselho Federal da OAB, restam violados o inciso II do art. 5º (Princípio da Legalidade) e o inciso IV do art. 84 (competência privativa e indelegável do Presidente da República para regulamentar leis), ambos da CF/88.
E o silêncio da OAB continua, sabe por que?
Porque não há como contestar o que aqui afirmo.
Pense nisso, e ao expressar seu descontentamento, comece por denunciar os abusos praticados em face dos Bacharéis em Direito.

Pau Mandado( rss)

ANS (Advogado Autônomo - Previdenciária)

"Quem vigia os vigilantes?" (quis custodiet ipsos custodes)
A OAB em tudo dá opinião e se faz de "vigilante" de justiça.
O que fez a OAB com o DESASTRE do Exame de Ordem 2009.2, que tanto desgastou todos os envolvidos? O que o MP fez com as denúncias que foram apresentadas no final de 2009? A resposta é a mesma: NADA!
Foi preciso a "Operação Tormenta" para descobrir o "ESQUEMA DE VENDA" de gabarito que SOBREVIVEU ANOS E ANOS, sem que a OAB soubesse (E dizem que só Lula não sabe!). Nos vídeos da "Operação Tormenta" vemos os cadernos de provas (inclusive do famigerado Exame 2009.2) usados pelos "meliantes" para enriquecimento às custas dos que tinham dinheiro suficiente para pagar para passar. Quantos, ao longos dos anos, passaram no Exame de Ordem às custas de tal subterfúgio? E estão advogando!!!
A prova prática do Exame 2009.2 foi uma lambança! Quem a elaborou não deve ter terminado o curso de Direito, quanto mais ter passado no Exame de Ordem. E mais: Tem uma questão subjetiva da segunda fase do Exame 2009.2 que - ATÉ HOJE - ainda não tem resposta correta pois os julgados continuam divergindo conforme as regiões. Mas o bacharél tinha que saber a RESPOSTA ESCOLHIDA PELO CESPE e RATIFICADA PELA OAB, ainda que os Tribunais pensassem diferente.
Quem vigia os vigilantes? Taí uma boa questão. (Caso tenham interesse nos documentos relativos ao Exame 2009.2, ainda existe um "grupo de inconformados" que tem todos os documentos, inclusive com pareceres muito interessantes de "operadores do direito" e, até, do próprio Arnaldo Lopes Süssekind, todos contrários ao gabarito do CESPE/OAB.
Quem vigia os vigilantes? Alguém consegue?

O exame de ordem deve ser grafado com letras minúsculas.

José Guimarães (Professor Universitário - Trabalhista)

O exame de ordem:
- não possui conceituação técnico-jurídica que permita identificar sua razão de ser;
- é regulamentado por provimento da OAB em total violação à competência privativa do Presidente da República (cf. art. 84, IV, CF/88) para expedir decretos regulamentares;
- inviabiliza a educação realizada por Instituições de Ensino Superior do Direito, responsável pela qualificação profissional do Advogado;
- vai acabar - Recurso Extraordinário 603583-RS.

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