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Vaquinha na Justiça

Juízes pagam passagens para família voltar para casa

O desembargador Roberto Wider, corregedor-geral da Justiça do Rio de Janeiro, reuniu os juízes da Corregedoria para poder pagar a passagem de uma família de argentinos que vive há mais de um mês no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). A notícia é do portal Terra.

Carlos Chavez, 49 anos, acompanhado da irmã, Edith, da mulher, Liliana, 43 anos, e das três filhas pequenas, viajou há cerca de oito meses para a Argentina, pois o sogro estava doente. Eles pretendiam ficar apenas 15 dias, mas acabaram tendo de estender a viagem. Agora, sem dinheiro, não tem como retornar para Ciudad de David, no Panamá, onde residem há pelo menos três anos. A família então decidiu ir ao Rio de Janeiro, pois lá o valor das passagens seria mais barato. Contudo, desde o dia 11 de junho eles têm morado no Galeão, dormido nos bancos e se alimentado com o auxílio de outras pessoas.

Segundo a assessoria do desembargador, Wider, antes de fazer a "vaquinha", ele pediu à Polícia para investigar a situação da família e verificar se os argentinos realmente precisavam de ajuda. Após a análise da Polícia, o corregedor-geral decidiu reunir os juízes para comprar a passagem. A assessoria, contudo, não soube informar que dia a família deixa o Brasil.

O consulado argentino informou anteriormente que só pode oferecer ajuda para que eles voltem para Buenos Aires. Já o Consulado do Panamá explicou que não pode fazer nada, já que o casal só mora a três anos naquele país e, portanto, ainda não tem cidadania panamenha. As informações são da assessoria de imprensa de Wider.

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2009, 19h28

Comentários de leitores

5 comentários

DEVER DO ESTADO

PROFESSOR RJ (Advogado Autônomo - Civil)

QUEM DEVE PAGAR AS PASSAGENS É O ESTADO E NÃO OS JUÍZES FAZEREM VAQUINHA

Parabéns!

Edson Sampaio (Advogado Autônomo - Civil)

Quero muito parabenizar o eminente desembargador Roberto Wider, Corregedor-Geral da Justiça do Rio de Janeiro que reuniu os juízes da Corregedoria para poder pagar a passagem de uma família de argentinos que estava vivendo há mais de um mês no Aeroporto Internacional Tom Jobim (RJ). Também aqui em Belo Horizonte, ficamos sensibilizados com a situação daquelas pessoas sofridas; daquela garotinha super inteligente que emocionou muita gente; do policial militar que os acolheu em casa como também, finalmente, desse magnífico Desembargador e daqueles (todos) que o seguiram nessa maravilhosa idéia de ajudar a quem efetivamente precisa. Importante é que o ato de bondade se concretizou. Que Deus lance as suas bênçãos plenas nessas pessoas dignas se serem filhos seus.

defensoria nada fez

analucia (Bacharel - Família)

a defensoria do rio de janeiro, que tem um altíssimo salário nada fez. O tempo vai mostrar que estatizar a defesa nem os países comunistas fizeram este absurdo.
Parabéns ao Judiciário.

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