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Nota de corte

De 2 mil candidatos apenas três passam em concurso de juiz no RJ

Apenas três candidatos passaram pela prova específica do 42º Concurso para o Ingresso na Magistratura do Rio de Janeiro. Participaram do concurso 2.303 pessoas. O desembargador José Carlos Schmidt Murta Ribeiro, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, lamentou o resultado.

Para passar pela prova específica, o candidato precisou conseguir média 5. Márcia Regina Sales Souza foi aprovada com nota 6,28; Rodrigo Rocha de Jesus, 5,81; e Mônica Ribeiro Teixeira, com a nota 5,23. Eles ainda farão as provas orais, que devem acontecer no final de outubro. Durante esse período, os reprovados podem apresentar recursos.

O resultado foi divulgado, na quarta-feira (1/10), pelo desembargador Murta Ribeiro, no plenário do Órgão Especial, diante de vários candidatos que acompanharam a publicação das notas nos telões. "Infelizmente tivemos uma surpresa muito grande. Os candidatos foram bem em uma prova, mas muito mal em outras. O concurso foi realizado com a maior lisura, com liberdade para todos fazerem as provas, com perguntas práticas e tratamento isonômico de todos", afirmou o presidente do TJ.

Ele lembrou que este processo seletivo teve o maior número de candidatos aprovados na prova preliminar: 514. No concurso anterior, dos 2.084 inscritos, apenas 77 foram aprovados na primeira prova.

O presidente do TJ afirmou que pedirá ao Órgão Especial a abertura do próximo concurso. Ele disse também que vai propor modificações na provas. “Faremos uma modificação no regimento do concurso para que as provas sejam feitas passo a passo. Direito Civil, faz e corrige. Penal, faz e corrige. As provas foram boas em algumas matérias e muito ruins em outras. Este confronto acabou numa grande surpresa. Estávamos esperando a aprovação de 40 a 50 candidatos", lamentou Murta Ribeiro.

O 42º Concurso ofereceu 50 vagas para o cargo de juiz. No concurso anterior, dos 2.084 inscritos, 77 foram aprovados na prova preliminar, 26 nas provas específicas e 24 nas provas orais. Segundo o TJ, há uma carência de 93 juízes no estado.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2008, 18h19

Comentários de leitores

22 comentários

E isso com o concurso do TJERJ? O marketing das...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

E isso com o concurso do TJERJ? O marketing das faculdades privadas é aprovar gente em concurso público. A qualidade intelectual do aprovado?

Para concluir, há uns anos quando ainda estava ...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Para concluir, há uns anos quando ainda estava em outra área conheci um matemático, PhD pela Cornell, que estava terminando de sanear a PUC-RIO. Eu deveria me calar, pois quando no passado divulguei notícia publicada no CONJUR a vários colegas, surgiram denúncias no MPRJ e a faculdade, hoje vendida, sofre ação civil pública. No entanto o meu objetivo é claro aqui. Essa história de ensino superior para classes C, D e E, com dinheiro federal em faculdades privadas com zero de pesquisa científica, e tendo como parâmetro a aprovação em concursos públicos é um fenômeno muito bem marcado do Governo Lula. A mentalidade de que ascenção social é passar em concurso público. E nisso tome verba federal em faculdades privada de capital aberto em bolsa de valores, que podem pedir falência se sofrerem insolvência. Vai ser ridícula a crise anunciada da quebra dos créditos universitários daqui a poucos anos. No campo do Direito, não vamos abrir muito, é só comparar a formação da USP, da UFRJ, até a UERJ que no Rio é a pública que se volta para aprovar em concursos, e mantém sistema de cotas com tal política, a medida delas não é quantos alunos aprovaram em concursos. Reafirmo o que disse antes, na hora de encarar as novas mudanças do CPP, foram chamar os Doutores em Direito e Juristas da USP, das grandes universidades para ministrar palestras para a Magistratura, enquanto vi membros do MP afirmando que a Lei mudou, mas nada vai mudar de fato.

Resumindo, reclamar qualidade de ensino ao MEC ...

Ramiro. (Advogado Autônomo - Criminal)

Resumindo, reclamar qualidade de ensino ao MEC dá ameaça de enquadrarem o reclamante no 339 do CP/41, mas na hora do vamos ver, diante de documentos, é deslealdade, é gastar dinheiro público com processos inúteis. E qual o perfil dos mega empresários que surgiram na educação superior para classe C, D e E? Nenhum compromisso com pesquisa, e preparação apenas para concursos. Curso de Direito tendo como medida preparação para aprovação em concursos. Ah, me esqueci, um destes grupos que teve um crescimento imenso é de um ex-Ministro do Governo Lula, e a política é marketing, aprovação em concursos, e nada com pesquisa. A única vantagem real em relação às públicas é que não há risco de loucura no calendário devido à greves. Agora uma coisa que eu coloquei para alguns poucos colegas, que o Governo Lula está armando para o suscessor, tomando a crise americana. Injeta dinheiro nas faculdades privadas que não pesquisam, formam concurseiros, estas crescem, e precisam mais verbas federais. Então o próximo governo resolve que é mais interessante investir esta verba em universidades públicas onde se prima pela pesquisa, e então? São grupos S/A, decretam falência, jogam na rua uma massa de estudantes que ficaram com o curso pelo meio, e ainda colocam a culpa no novo governo que secou as tetas do PROUNI e outras verbas que entram a rodo, debaixo do nariz do MPF, nas privadas. São as Faculdades Privadas que mais aprovam nos concursos da Magistratura no TJRJ, isto é fato comprovável. E aprovar em concurso público virou marketing de excelência destas faculdades empresa de capital aberto em bolsa. A Harvard tem capital aberto em bolsa? A Georgetown? A Yale? PROUNI é LULA.

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