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Carreira pública

Planejamento é fundamental para sucesso em concurso público

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O concurseiro deve começar a estudar para as provas o quanto antes. Aliás, aquele que quer realmente passar em concurso já deveria estar estudando há muito tempo, independentemente da publicação dos editais. Para divulgar essa idéia é que mantenho um blog.

Desde o ensino médio, é possível o candidato a um cargo do serviço público ir se preparando, ainda que não tenha idade para tanto. Quando chegar à maioridade, praticamente estará pronto e passará com certa facilidade.

Na universidade, é a mesma situação, pois os professores podem esclarecer sobre algum ponto do edital, o que é muito importante na preparação, além, também, dos alunos poderem formar grupos de estudo específicos para concursos. Mas ainda que essas oportunidades não forem aproveitadas, o candidato não deve esperar mais nada e iniciar imediatamente.

Por isso, o planejamento é a base do sucesso. Nada que é feito para surtir algum resultado positivo deixa de lado o planejamento.

No planejamento, o concurseiro estabelece e sabe quanto tempo ele tem disponível por dia para estudar, quais as matérias do dia, quais materiais (livros, apostilas, cadernos, fichas) que utilizará, descanso e lazer apropriados e rendimento do estudo, além de outras situações pessoais próprias.

Se não tiver um planejamento mínimo ao menos, o candidato começa estudando uma matéria aleatoriamente, depois passa para outra, lê um pouco, pára, dorme, come alguma coisa, assiste um programa de televisão, etc.. Esse é o tipo do candidato que não concorre com ninguém porque não está apto a ser aprovado.

O concurseiro cujo nome sairá na relação de aprovados é aquele que cumpre horário de estudo, seleciona bons materiais, participa de curso preparatório, pratica com exercícios de concursos anteriores, revisa constantemente suas anotações e age de forma segura e objetiva, perseguindo seu objetivo, inclusive participando de outros concursos como técnica de preparação. E como o concurseiro deve definir o método de estudo?

Cada candidato — e as pessoas de um modo geral são assim — tem um canal de aprendizagem mais evoluído ou propício para sua aprendizagem. Têm pessoas que aprendem mais ouvindo, outras vendo e outras praticando.

As pessoas percebem esse seu canal de aprendizagem mais propício. Veja que alguns candidatos gostam de estudar sozinhos e outros, em grupo. Alguns aprendem somente por ouvirem o professor do cursinho ou visualizarem o que foi apresentado durante a aula. Já outros gostam de fazer muitos exercícios ou gravarem a própria voz.

Um bom método é aquele que consegue agregar todos eles, privilegiando a melhor forma de aprendizagem, mesmo porque, todos aprendemos por esses referidos canais, ainda que um deles seja mais incidente.

Mas um aspecto importante do método de estudo refere-se às anotações eficazes. Essas anotações propiciam que o candidato reduza seu volume de material de estudo, de forma que possa até acompanhá-lo em vários locais, não permitindo que se perca tempo, além, também, de proporcionarem a revisão e repetição constantes.

As anotações eficazes consistem em sublinhar textos (reduzindo-os para uma síntese), resumir (por meio de palavras próprias) e esquematizar (chaves — quadro sinótico — e mapas mentais).

Entre os métodos eficazes, está também a elaboração de questionário, com perguntas e respostas, tendo inclusive o objetivo do candidato de se imaginar na condição de examinador e prevendo o que poderia este perguntar sobre a matéria.

Lembre-se: somente no dicionário é que aprovação vem antes de estudo e planejamento. Na vida real, ela com certeza vem depois. Por isso, planeje e terá sucesso.

 é juiz do Trabalho.

Revista Consultor Jurídico, 29 de março de 2007, 0h00

Comentários de leitores

1 comentário

Concurseiro? Lamentável que as faculdades de di...

Armando do Prado (Professor)

Concurseiro? Lamentável que as faculdades de direito estejam direcionadas para os concursos e exames da OAB. Puro adestramento. E os tais de cursinhos? Remendam o que não foi feito pelas tais das UNI's da vida. E o MEC e a mesma OAB? Carecem acompanhar, ficalizar, mas para valer, como o fato das UNI's não terem professores com mestrados, para não falar de doutores, o fato de utilizarem como mestres, promotores, juízes e delegados, descurando do professor profissional, preparado para esse mister. A propósito CNMP, quando vai se cobrar coerência entre o tempo dedicado ao MP e às universidades? Enfim, tantas coisas graves e, entretanto, vemos que tudo está virando um grande cursinho voltado aos concurseiros. E governo, cadê o "espetáculo do crescimento", que evitaria essa corrida ao ouro dos concursos?

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