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Estado de greve

Políciais federais param de trabalhar em quase todo país

A Federação Nacional dos Policiais Federais, a Fenapef, diz que apenas os estados de Alagoas e Santa Catarina não aderiram à greve de 24 horas, deflagrada na manhã desta quarta-feira, que deixou de braços cruzados 9 mil policiais federais.

Os agentes federais estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada. A intenção dos policiais é diminuir a diferença salarial da categoria entre outros órgãos criminais da União, como o Ministério Público e a Magistratura Federal.

Segundo a Fenapef, apenas os serviços essenciais estão sendo prestados. Funcionários de plantão fazem o atendimento de emergência, custódia de presos, proteção patrimonial e manutenção de equipamentos nas superintendências e postos da corporação. Nos aeroportos, funciona o registro de estrangeiros e autorizações de embarque e desembarque em vôos internacionais.

Serviços como a emissão de passaportes, investigação, mandados de prisão, autorizações para empresas de segurança privada, setores burocráticos e perícias não urgentes devem permanecer suspensos. A operação padrão, prevista para os aeroportos de Guarulhos e do Galeão, no Rio de Janeiro, foi suspensa.

Leia os boletins de greve divulgados pela Fenapef :

Quadro Geral

“A greve de 24h da Polícia Federal em todo o Brasil começou na manhã desta quarta-feira, 28, com força total. Os policiais federais estão concentrados nas sedes das Superintendências Regionais e na frente das delegacias da PF. Todos os serviços, exceto os essenciais, estão paralisados e devem ser retomados somente a partir da manhã desta quinta-feira.

Cada estado deliberou sobre a forma de manifestação e protesto durante todo o dia de hoje. Na pauta de reivindicação está o imediato cumprimento do acordo que garante a segunda parcela da recomposição salarial aos policiais federais e o veto da categoria ao anteprojeto de lei orgânica elaborado pelo ministério da Justiça ainda na gestão do ministro Márcio Thomaz Bastos.”

Rio Grande do Sul

“A paralisação dos policiais federais no Rio Grande do Sul teve adesão maciça da categoria tanto na SR/DPF/RS, em Porto Alegre, quanto nas 13 Delegacias do interior. Foi suspenso todo atendimento ao público, inclusive a emissão de passaportes, liberados somente em casos emergenciais. Apenas foram mantidos os serviços de plantão e custódia de presos.

Durante o Ato Público, realizado às 10 horas da manhã, no saguão da Superintendência, registrou-se a presença de ativos e inativos, assim como de todas as categorias da Polícia Federal. O vice-Presidente do SINPEF/RS, Paulo Paes, destacou o desrespeito do Governo para com a Polícia Federal, apesar da categoria ter sido utilizada como carro-chefe da campanha presidencial. Já o presidente da Associação dos Delegados de Polícia Federal, Nício Brasil Lacorte, enfatizou a importância da união de todas as categorias. "Negociamos de todas as formas e acabamos sendo traídos", afirmou.

A mobilização é um protesto ao não cumprimento da segunda parcela da recomposição salarial que deveria ter sido paga até dezembro de 2006, conforme acordo firmado pelos Ministros da Justiça e Planejamento. Os policiais federais também estão rechaçando o Anteprojeto de Lei Orgânica.”

Ceará

“Os policiais federais paralisaram nesta quarta-feira todas as atividades na Superintendência Regional no Ceará. As manifestações começaram por volta das 9h com a distribuição de panfletos. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Ceará, Adjaci Florentino dos Santos, a mobilização reuniu representantes de todas as classes do DPF. “Todos os representantes discursaram falando da importância do evento e a necessidade de nos mantermos coesos para o sucesso de nossos objetivos”.

Foi oferecido café aos servidores presentes ao evento, que também teve a cobertura de diversos setores da imprensa local.”

Goiás

“Os policiais federais estão mobilizados desde as primeiras horas desta quarta-feira. Todos os serviços estão parados e os federais concentrados na frente da Superintendência regional.”

Paraná

“Policiais da delegacia de Cascavel, Paraná, aderiram ao movimento nacional de todas as categorias do DPF e paralisaram suas atividades nesta quarta-feira, 28, interrompendo serviços de passaporte, estrangeiros, cartorários e de investigações. Numa demonstração de sua preocupação com as causas da sociedade, sobretudo o tráfico de drogas os federais realizaram neste mesmo dia a incineração de 3,5 toneladas de maconha e 31 Kg de cocaína, apreendidos desde o final do ano passado.

O movimento de paralisação dos policiais federais se dá pelo não cumprimento, por parte do governo federal, da implantação da segunda parcela da recomposição salarial da categoria, prometida no ano passado pelo então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, quando chegou a assinar termo com esse compromisso. Há também, nas reivindicações, cobrança por uma Lei Orgânica para a categoria, elaborada pelos próprios servidores e contra aquela apresentada por burocratas do Governo Federal.

Os policiais argumentam que o Governo Federal que tanto tem elogiado os trabalhos da PF, não tem oferecido sua contrapartida, deixando de atendendo as reivindicações dos Delegados, Peritos, Agentes, Escrivães, Papiloscopistas e servidores administrativos da instituição.”

Tocantins

“Todos os policiais federais, delegados, peritos, agentes, escrivães e papiloscopistas, lotados no estado do Tocantins aderiram à paralisação. Eles estão na frente do prédio da Superintendência em Palmas e na Delegacia de Araguaína. O representante da ADPF no estado, delegado João Fonseca Coelho, se reuniu com os Delegados também nesta manhã, reforçando a necessidade de que seja mantida a união da categoria policial federal.”


Revista Consultor Jurídico, 28 de março de 2007, 13h40

Comentários de leitores

5 comentários

Está ai o apagão aéreo que persegue o país há s...

Band (Médico)

Está ai o apagão aéreo que persegue o país há seis meses. Em vez do cidadão e eleitor decidirem se é melhor militarizado ou civil, os "donos" da função decidem que querem aumento e como querem e na hora que querem que as coisas seja feitas para si! Privatizaram para si o setor que juraram defender com risco da própria vida. Agora usam de chantagem contra o povo brasileiro. E a solução provavelmente será uma carreira de servidores públicos com o poder na mão para chantagearem a hora que quiserem o transporte de pessoas! Mais um monstro que virá comer o contribuinte para interesses próprios dos que receberão de mão beijada este poder sobre o povo!

É sempre o zé povinho quem paga a conta, quer s...

Murassawa (Advogado Autônomo)

É sempre o zé povinho quem paga a conta, quer seja pela paralisação dos serviços ou quando há reajuste nos vencimentos desses servidores públicos, motivos pelos entendo que servidor público não tem direito a fazer greve.

Está faltando só um pouquinho de vergonha. Dá p...

acdinamarco (Advogado Autônomo - Criminal)

Está faltando só um pouquinho de vergonha. Dá para se resolver, sem greve. Já se ganha muito ; para que mais ??? acdinamarco@aasp.org.br

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