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Paralisação baiana

Polícia Federal mantém greve mesmo com Operação Navalha

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Cerca de 420 policiais federais, na Bahia, continuam com a greve da categoria. E ela deverá permanecer por tempo indeterminado. Os policiais protestam pelo não-cumprimento de um acordo trabalhista firmado, ano passado, entre a categoria e o governo federal. Apenas 30% do efetivo é mantido para a fiscalização em portos e aeroportos do estado, atendimento de plantão e serviços de custódia de presos. O movimento conta com a participação de agentes, peritos, delegados e papiloscopistas.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais na Bahia, João Carlos Sobral Martins, a greve da categoria não foi suspensa nem mesmo para a realização da Operação Navalha que acontece nesta quinta-feira (17/6) em todo o Brasil. “Continuamos firmes em nosso movimento”, diz o presidente.

Estão suspensas as investigações, operações policiais, expedição de passaportes e de certidão de antecedentes criminais. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Estado da Bahia, João Sobral, não está prevista, no momento, nenhuma operação-padrão da categoria em portos e aeroportos.

Os agentes federais de todo o Brasil já estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2007, 18h31

Comentários de leitores

2 comentários

Deve manter e recrudescer.

Luís da Velosa (Bacharel)

Deve manter e recrudescer.

O acordo firmado entre Estado e Polícia Federal...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

O acordo firmado entre Estado e Polícia Federal deveria ter sido cumprido à risca. Infelizmente o Estado não cumpriu sua parte,demonstrando à Nação absoluto desrespeito com sua própria polícia. E isso é um virus perigoso que contamina toda a sociedade brasileira. Daí os policiais param seus serviços e a população sofre, os acusados sofrem,os juízes param, os promotores param e os advogados param ! Meus protestos sobre essa greve. O cumprimento do acordo poderia e deveria vir através de meios judiciais. Greve, na melhor polícia que esse país já teve, não demonstra inteligência de seus interlocutores. A polícia não pode parar. Nunca. Pensem nisso. E, como já dita o mercado privado, quem não estiver feliz, satisfeito que caia fora ! Têm milhares de vestibulandos em cursos preparatórios tentando uma vaga na polícia federal, onde um Delegado de Polícia recebe mensalmente, mais o décimo terceiro, uns bons R$ 10.800,00, logo de início. Um tira ( esses que gravam, filmam e com as poderosas credenciais te param, te revistam, te prendem) recebem uns R$ 6.000,00. O salário dá perfeitamente para o sustento de uma classe média paulista.Imagino na Bahia. E o passaporte ? Como fica ? Impedem o brasileiro de sair do país ? Poderosas credenciais ! Otávio Augusto Rossi Vieira, 40 advogado criminal em São Paulo

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