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Dia do Trabalhador

No dia do Trabalho, Britto pede modelo que vise emprego e renda

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, cumprimentou nesta terça-feira (1/5) os trabalhadores brasileiros pela passagem do Dia do Trabalho e convidou o governo e agentes econômicos a se empenharem na construção de um modelo desenvolvimentista que favoreça a geração de emprego e renda.

Por meio de nota, Britto ressaltou que o fator trabalho ainda está em ampla desvantagem em relação ao fator capital e apontou, como reflexo desse desequilíbrio, o aumento do número de trabalhadores informais. “No Brasil, o avanço da informalidade na economia, reflexo do desarranjo tributário e fiscal do país, aumenta a margem de abandono a que estão relegadas amplas camadas de trabalhadores”.

O presidente da OAB afirmou, ainda, que o conteúdo de protesto que as celebrações do Dia do Trabalho apresentam em praticamente todo o mundo dá testemunho do quanto é preciso avançar nesse setor. “Neste 1º de Maio, cabe esta reflexão: será que é mera coincidência que o aumento dos índices de violência – sobretudo de violência juvenil – esteja na mesma proporção em que se reduz o prestígio do fator trabalho entre nós?”, questionou.

Leia íntegra da nota

O conteúdo de protesto que as celebrações do Dia do Trabalho apresentam em praticamente todo o mundo dá testemunho do quanto é preciso avançar nesse setor.

O fator trabalho ainda está em ampla desvantagem em relação ao fator capital, muito embora seja o seu sustentáculo. No Brasil, o avanço da informalidade na economia, reflexo do desarranjo tributário e fiscal do país, aumenta a margem de abandono a que estão relegadas amplas camadas de trabalhadores.

Sucessivos governos acenam com a reforma trabalhista e previdenciária, mas o conteúdo que emana das propostas é em regra de redução de direitos, como se o trabalho fosse fator de desestabilização e não de sustentação da economia.

Neste 1º de Maio, cabe esta reflexão: será que é mera coincidência que o aumento dos índices de violência – sobretudo de violência juvenil – esteja na mesma proporção em que se reduz o prestígio do fator trabalho entre nós?

A OAB cumprimenta os trabalhadores brasileiros e conclama governo e agentes econômicos a se empenharem na construção de um modelo desenvolvimentista que favoreça a geração de emprego e renda. Um modelo que considere e prestigie o fator trabalho.

Revista Consultor Jurídico, 1 de maio de 2007, 15h42

Comentários de leitores

4 comentários

Beleza, mas o que tem a OAB a ver com isso ? Nu...

Luiz Fernando (Estudante de Direito)

Beleza, mas o que tem a OAB a ver com isso ? Num momento como o atual, o judiciário em frangalhos com tanta morosidade e agora com atos de improbidade, o legislativo suprimindo recursos como meio de "resolver" o problema da lentidão, o STF criando uma peneira impenetrável chamada repercussão geral, vem a OAB fazer discurso sobre capital e trabalho ? Francamente me parece que o zoom foi mal regulado. Não creio que seja esta a função da entidade num momento como este, data venia.

Parabéns ao ilustre Cezar Brito pelas sábias pa...

Augusto J. S. Feitoza (Estudante de Direito)

Parabéns ao ilustre Cezar Brito pelas sábias palavras. O modelo neoliberal, sem a menor sombra de dúvida, tropeçou em suas próprias pernas. Em pouco mais de 20 anos ou durante uma geração de supremacia da chamada economia de mercado, seus resultados mais visíveis são: economia e meio ambiente devastados; Estados Nacionais fragilizados, endividados e infiltrados por corruptos no seio de suas maiores instituições; populações empobrecidas pela exploração rentista e pelo desemprego; sociedade ameaçada diariamente pela violência, pelo terrorismo de Estado e pelas guerras de conquista. Que Deus ilumine a mente de todos nós.

Magnífico artigo. O que podemos comemorar neste...

veritas (Outros)

Magnífico artigo. O que podemos comemorar neste 1 de maio ?

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