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Laudo médico

Justiça analisa se pais de menina anoréxica foram negligentes

O juiz Valter Ribeiro Costa Júnior, que determinou a internação de uma adolescente de 15 anos com anorexia nervosa num hospital de Feira de Santana (BA), disse nesta quinta-feira (7/6) que, a partir de semana que vem, vai analisar os boletins médicos para saber se houve negligência dos pais em relação à saúde da menina.

A adolescente completou quatro dias de internação. Segundo a direção médica do Hospital São Matheus, a jovem continua se alimentando através de uma sonda. Na quarta-feira (6/6), ela chegou a comer um pedaço de chocolate e foi transferida da enfermaria para um apartamento. De acordo o último boletim médico, o estado da adolescente é considerado estável, mas ainda não há previsão de alta.

A menina foi internada por determinação da Justiça, que acatou um pedido da equipe médica responsável pelo caso, o que deixou a mãe da adolescente, que não quer se identificar, revoltada. Segundo ela, a internação aconteceu no dia em que a menina completou 15 anos. Ela disse, ainda, que está pensando em recorrer da decisão. A informação é do portal G1.

A adolescente começou a fazer tratamento contra a anorexia nervosa há três meses num centro que cuida de crianças e adolescentes na cidade. A garota começou o tratamento com 39 quilos e, mesmo com o acompanhamento médico, chegou a perder mais quatro quilos. Há 15 dias, ela estava se alimentando em casa através de sondas.

Cinco pacientes portadores de anorexia são acompanhados atualmente em Feira de Santana. Todas são mulheres com idade de até vinte anos. A menina internada no hospital é a paciente mais jovem e o caso mais grave da doença.

Revista Consultor Jurídico, 7 de junho de 2007, 15h29

Comentários de leitores

1 comentário

Entendo que os pais querem o melhor para o filh...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

Entendo que os pais querem o melhor para o filho, mas em casos como este as vezes há necessidade da intervenção judicial. Os pais deixam de ver o caso como uma doença e acreditam na recuperação da filha, e muitas vezes os filhos morrem em razão da inércia da família, que ama o filho mas não enxerga o que os outros que estão de fora enxergam. Lei 8.069/90 Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao pátrio poder ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim determinação da autoridade judiciária ou Conselho Tutelar: No meu entender, a equipe médica agiu corretamente ao pedir auxílio ao Poder Judiciário. Carlos Rodrigues berodriguess@ig.com.br

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