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Nova reclamação

PF faz dossiê sobre falta de condições de trabalho no Pan

A Federação Nacional dos Policiais Federais, a Fenapef, encaminha, nesta quinta-feira (19/7), à direção da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, um dossiê sobre a falta de condições de trabalho dos policiais federais alocados no Rio de Janeiro. Eles estão trabalhando na cobertura dos Jogos Pan Americanos.

O dossê é intitulado “Falta de tudo na Vila do Pan”. Entre as reclamações, o documento fala até mesmo de falta de comida entre os agentes. “Quem pensou na estratégia de segurança “esqueceu” das condições de trabalho que seriam oferecidas aos policiais federais principalmente nos intervalos das operações”, diz o dossiê.

Conheça a íntegra do documento:

Falta tudo na vila do Pan

É tarde de terça-feira. Mesmo com a temperatura amena, o mau cheiro das privadas é insuportável. A falta de estrutura salta aos olhos e o descaso com as pessoas também. Por incrível que pareça a cena descrita acima não se passa em nenhuma periferia pobre de uma grande capital. Essa é a realidade dos policiais federais que trabalham na segurança das delegações estrangeiras e ficam do lado de fora da Vila dos Jogos Pan-Americanos.

A equipe permanente é composta de cerca de 60 policiais federais que não têm local para ficar. A falta de planejamento para dar as mínimas condições de trabalho para os federais faz com que eles fiquem em um terminal de ônibus em frente à vila. Quando não estão ali os policiais se amontoam num único container cedido pela secretaria de transportes do estado. Como o local é muito pequeno e abriga por volta de 10 policiais o restante, quando não está em ação fica ao relento.

Próximo dali quatro privadas ficam à disposição dos policiais e de todos que circulam nas imediações. Como sobram pessoas e falta limpeza o mau cheiro toma conta do local.

Mas o descaso não pára por aí. Quando fazem a segurança de alguma delegação até os locais de competição eles ficam a onde dá. Quem pensou na estratégia de segurança “esqueceu” das condições de trabalho que seriam oferecidas aos policiais federais principalmente nos intervalos das operações.

O presidente do Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal no Rio de Janeiro, Telmo Correa Pereira dos Reis e o diretor de Relações de Trabalho da Fenapef, Francisco Carlos Sabino comprovaram as condições a que estão submetidos os policiais. Além de simplesmente não terem uma base de apoio na vila do Pan os federais não têm onde se alimentar.

“Já que não podem sair do local onde ficam embaixo de sol e chuva os colegas são obrigados a pedir marmitex (quentinhas) para poder comer”. Quando a comida chega ao local começa outro problema: aonde comer? Segundo o presidente do SSDPF-RJ, Telmo Pereira, há uma mesa com 4 cadeiras para atender a todos os policiais. “Isso é uma completa falta de respeito com o policial”, diz Telmo.

Enquanto os policiais vivem de quentinhas os servidores da maioria dos órgãos que ficam no local recebem alimentação por conta do Comitê Organizador dos Jogos. “Das duas uma, ou é discriminação contra os policiais ou o Departamento simplesmente não planejou isso também”, diz Sabino.

Como não bastasse o descaso que vem de fora, no próprio DPF os desmandos estão instalados. Segundo informações obtidas pela Agência Fenapef alguns papiloscopistas estão atuando como seguranças dos peritos que estão no Pan.

A Fenapef e o SSDPF-RJ devem encaminhar as denúncias para o DPF. “Esta situação é caótica e vamos levá-la ao conhecimento do DPF a fim de que algo seja feito”, diz o diretor de Relações do Trabalho da Fenapef.

Revista Consultor Jurídico, 19 de julho de 2007, 10h38

Comentários de leitores

1 comentário

É lamentável que um assunto de tanta gravidade ...

futuka (Consultor)

É lamentável que um assunto de tanta gravidade ainda não tenha chegado ao conhecimento das autoridades competentes,, eu já vi esse filme! Cuidado e atenção senhores é igual a caldo de galinha. Deveria ser reunida uma comissão menos sindical e mais dentro de uma ação regular, sempre através da fenapef claro e solicitar uma reunião imediatamente comunicação direta com o gabinete da casa civil, passando por cima do diretor-geral, mj e pronto, esse pessoal perde muito tempo para resolver algo tão pertinente e grave que se apresenta para o momento.O SERVIDOR MERECE RESPEITO!

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