Consultor Jurídico

Confiança do povo

Presidente Lula toma posse em seu segundo mandato

O Brasil ainda precisa avançar em padrões éticos e em práticas políticas. Mas hoje é muito melhor na eficiência dos seus mecanismos de controle e na fiscalização sobre seus governantes. Nunca se combateu tanto a corrupção e o crime organizado. Muita coisa melhorou na garantia dos direitos humanos, na defesa do meio-ambiente, na ampliação da cidadania e na valorização das minorias.

O Brasil é uma nação mais respeitada, com inserção criativa e soberana no mundo. E o mundo, vasto mundo, como está quatro anos depois? Melhor em certos aspectos, mas pior, infelizmente, em tantos outros. Foram quatro anos sem graves crises econômicas, mas com graves conflitos políticos e militares internacionais.

Ao mesmo tempo em que o crescimento da economia mundial permitiu um certo desafogo aos países emergentes, a relação entre nações ricas e pobres não melhorou. A solução dos grandes problemas mundiais, como: as persistentes desigualdades econômicas e financeiras entre as nações; o protecionismo comercial dos grandes; a fome e a inclusão dos deserdados; a preservação do meio-ambiente; o desarmamento; e o combate adequado ao terrorismo e à criminalidade internacional; não evoluiu.

Os organismos internacionais - especialmente a ONU - não se atualizaram em relação aos novos tempos que vive a humanidade.

Meus Senhores e minhas Senhoras,

Um dos compromissos mais profundos que tenho comigo mesmo é o de jamais esquecer de onde vim. Ele me permite saber para onde seguir.

Hoje, posso olhar nos olhos de cada um dos brasileiros e brasileiras e dizer que mantive, mantenho e manterei meu compromisso de cuidar, primeiro, dos que mais precisam.

Governar para todos é meu caminho, mas defender os interesses dos mais pobres é o que nos guia nesta caminhada. Se alguns quiseram ver na minha primeira eleição apenas um parêntesis histórico, a reeleição mostrou que um governo que cumpre os seus compromissos obtém a confiança do povo.

Em outubro, nossa população afirmou de modo inequívoco que não precisa nem admite tutela de nenhuma espécie para fazer a sua escolha.

Ela foi livre e soberana, como deve ser a força do povo. É uma responsabilidade enorme tornar-se o presidente com o índice de aprovação mais elevado ao final de seu mandato. Tenho plena consciência do que isso significa.

Sei que, a partir de hoje, cabe-me corrigir o que deve ser corrigido e avançar com maior determinação no que está dando certo, para consolidar as conquistas populares.

O desafio é grande, porém maior é a minha disposição de vencê-lo. Ouço as vozes das cidades, das ruas e dos campos e escuto, muito perto, a voz da minha consciência.

Ela me diz que não fui reeleito para ouvir a velha e conformista ladainha segundo a qual tudo é muito difícil, quase impossível, que só pode ser conquistado numa lentidão secular. Quatro anos atrás eu disse que o verbo mudar iria reger o nosso governo. E o Brasil mudou.

Hoje, digo que os verbos acelerar, crescer e incluir vão reger o Brasil nestes próximos quatro anos. Os efeitos das mudanças têm que ser sentidos rápida e amplamente. Vamos destravar o Brasil para crescer e incluir de forma mais acelerada.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

O Brasil não pode continuar como uma fera presa numa rede de aço invisível - debatendo-se, exaurindo-se, sem enxergar a teia que o aprisiona.

É preciso desatar alguns nós decisivos para que o País possa usar a força que tem e avançar com toda velocidade. Muito tentamos nos últimos quatro anos, mas fatores históricos, dificuldades políticas e prioridades inadiáveis fizeram com que nosso esforço não fosse inteiramente premiado.

Hoje a situação é bem melhor, pois construímos os alicerces e temos um projeto claro de país a ser realizado. Precisamos de firmeza e ousadia para mudar as regras necessárias e avançar. Não podemos desperdiçar energias, talentos, esperanças.

Sei que o crescimento, para ser rápido, sustentável e duradouro, tem de ser com responsabilidade fiscal. Disso não abriremos mão, em hipótese alguma. Mas é preciso combinar essa responsabilidade com mudanças de postura e ousadia na criação de novas oportunidades para o país.

É necessário, igualmente, que este crescimento esteja inserido em uma visão estratégica de desenvolvimento que nosso país havia perdido.

É preciso uma combinação ampla e equilibrada do investimento público e do investimento privado. Para lograr este equilíbrio, temos de desobstruir os gargalos e de romper as amarras que travam cada um destes setores. Isso significa ampliar e agilizar o investimento público, desonerar e incentivar o investimento privado.

Sei que o investimento público não pode, sozinho, garantir o crescimento. Porém, ele é decisivo para estimular e mesmo ordenar o investimento privado.




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Revista Consultor Jurídico, 1 de janeiro de 2007, 20h40

Comentários de leitores

6 comentários

Engraçado esta deste Presidente tomar posse ago...

allmirante (Advogado Autônomo)

Engraçado esta deste Presidente tomar posse agora. Isto ele já tomou há 5 anos.

"VIOLÊNCIA: LULA E O DISCURSO PICARETA ...

Richard Smith (Consultor)

"VIOLÊNCIA: LULA E O DISCURSO PICARETA Há uma hora em que temos de dizer: “Chega de picaretas!” Lula afirmou nesta terça [02/jan]que gente que põe fogo em ônibus para matar fritado um grupo de pessoas inocentes não pode ser enquadrada na mesma lei que pune crimes comuns. Ah, é???? Que este senhor nos diga, então, por que seu ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, militou contra a lei dos crimes hediondos. O próprio Apedeuta assinou uma portaria criando dificuldades adicionais para a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado nos presídios. O que ele quer? Qual é a sua proposta? Lula quer sentir a indignação do cidadão comum, mas não quer sentir o peso de governar. Qual é a proposta, meu senhor?" Do "blog" de REINALDO AZEVEDO.

Noooossa! Essa zurrada do professor PeTr...

Richard Smith (Consultor)

Noooossa! Essa zurrada do professor PeTralha, fujão e borra cuecas quase rebentou os meus tímpanos! "Taxar exemplarmente" a Zelite! Uau, que sabedoria do "fessô". Só assim vamos descer ao nível de "igualitarismo" de Cuba: Os pobres com um pouquinho e a Zelite com um pouquinho só mais do que eles (isso para aqueles que não puderem fazer as malas e "puxar o carro", não?) Isso é que é "diminuir a desigualdade" para os PeTralhas mistificadores e adoradores do Abortista/Excomungado e do seu partido! També, com o "espetáculo" do crescimento médio de 2,6% em quatro anos, mais também não dá, né? Dados recentes mostram que, em seis anos, foram criados 8 milhões de empregos para a faixa de renda de 0 a 3 salários mínimos (pobres portanto), quantidade essa insuficiente para fazer frente ao crescimento vegetativo dessa mesma faixa (faltam 5 milhões de empregos) e cresceu a sua renda em 26%. Enquanto isso, no mesmo período, SUMIRAM dois milhões de empregos da faixa entre 3 e 15 salários mínimos (classe média baixa)e DECRESCEU a renda do segmento em 46%!. Ou seja, não apenas não surgiram novos empregos como diminuiu pela metade a renda! Isso para a classe média, que carrega este País nas costas! Está explicado o porque de tantas lojas fechadas ou com placas de "aluga-se"? As compras de comida em três vezes com cheques pré-datados? A estagnação da produção automobilistica e da chamada linha branca"? Eu hoje faturo menos de 40% (em valores NOMINAIS, sem correção!) do que eu faturava há nove anos atrás! Mais impostos? Que tal este (des)governo "que aí está" gastar melhor a montanha que arrecada todos os dias? De utilizar totalmente os recursos consignados nas diversas rubricas do orçamento e não apenas 10 ou 15% como vem acontecento (ô incomPTência, hein?)? De criar oportunidades de investimento externo e não de afugentamento de capital produtivo externo, como vem acontecendo, ano a ano, hein? De reduzir juros, ao invés de provisioná-los dos impostos, por pura incomPTência e falta de "culhão" para com os bancos e capital especulativo? De ter uma mentalidade inovadora e pensar o BRasil para daqui a 20/30 anos, ao invés de tentar cooptar os congressistas-ladrões com "mensalão" para a foramção de uma "maioria" inútil e dispendiosa (além de corruptora e criminosa, claro!)? É, é muita areia para o caminhãozinho do IncomPTente, não? Humilhados (pé na bunda por parte da China e dos "hermanos" do Mercosul, palhaçadas na OMC, estupro do Evo Morales, etc.) e sofridos estamos todos nós há já mais de 4 anos, viu mané?! Assim, antes de ficar opinando acerca de economia e de política interna, você deve apresentar a sua defesa ao Abortista/Excomungado que hoje freqüenta a cadeira presidencial e do seu partido, à covarde e sub-reptícia liberação TOTAL do ABORTO no País, contrariamente ao que pensa nada menos do que 92% da população brasileira (dados do Datafolha de agosto/06). (E não vale dizer que eu sou único "aborto da natureza" que você conhece, porque isso não responde ao DESAFIO público que lhe fiz, viu mané?)

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