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Confiança do povo

Presidente Lula toma posse em seu segundo mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse em seu segundo mandato na tarde desta segunda-feira, primeiro dia de 2007. Em seu discurso, Lula falou sobre prioridades para o novo mandato e ressaltou as realizações de seu governo. Para ele, “a reeleição mostrou que um governo que cumpre os seus compromissos obtém a confiança do povo”.

Nos próximos quatro anos, Lula diz que os verbos acelerar, crescer e incluir vão reger o país. “Os efeitos das mudanças têm que ser sentidos rápida e amplamente. Vamos destravar o Brasil para crescer e incluir de forma mais acelerada.”

Para isso, já neste mês declaro que vai lançar uma série de medidas através do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC. Além disso, falou da necessidade de iniciar o debate para aprovação da reforma política e tributária.

Segundo Lula, essas mudanças vão fortalecer o sistema democrático brasileiro para dar “dará nova qualidade à presença do Brasil na cena mundial”.

Para o presidente, a sua chegada à presidência do país representa muito mais que a realização de um projeto pessoal. “Pela primeira vez, a longa jornada de um retirante, que começara, como a de milhões de nordestinos, em cima de um pau-de-arara, terminava, como expressão de um projeto coletivo, na rampa do Planalto.”

Leia o discurso

"Quatro anos atrás, nesta Casa, em um primeiro de janeiro, vivi a experiência mais importante de minha vida - a de assumir a presidência do meu País.

Não era apenas a realização de um sonho individual.

O que então ocorreu foi o resultado de um poderoso movimento histórico do qual eu me sentia - e ainda hoje me sinto - parte e humilde instrumento.

Pela primeira vez, um homem nascido na pobreza, que teve que derrotar o risco crônico da morte na infância e vencer, depois, a desesperança na idade adulta, chegava, pela disputa democrática, ao mais alto posto da República.

Pela primeira vez, a longa jornada de um retirante, que começara, como a de milhões de nordestinos, em cima de um pau-de-arara, terminava, como expressão de um projeto coletivo, na rampa do Planalto.

Hoje estou de volta a esta Casa, no mesmo primeiro de janeiro e quase na mesma hora. Tenho a meu lado, como em 2003, o amigo e companheiro José Alencar, cuja colaboração inteligente e leal tornou menos árduas as tarefas destes quatro anos. E assim o será no Governo que se inicia. Tudo é muito parecido, mas tudo é profundamente diferente.

É igual e diferente o Brasil; é igual e diferente o mundo; e, eu, sou também igual e diferente. Sou igual naquilo que mais prezo: no profundo compromisso com o povo e com meu país. Sou diferente na consciência madura do que posso e do que não posso, no pleno conhecimento dos limites. Sou igual no ímpeto e na coragem de fazer. Sou diferente na experiência acumulada na difícil arte de governar.

Sou igual quando volto a conjugar, nas suas formas mais afirmativas, o verbo mudar, como fiz aqui quatro anos atrás. Mas sou diferente, pois, sem renegar a paciência e a persistência que aqui também preguei, quero hoje pedir, com toda ênfase, pressa, ousadia, coragem e criatividade para abrir novos caminhos.

Minhas Senhoras e meus Senhores,

Quatro anos depois, o Brasil é igual na sua energia produtiva e criadora. Mas é diferente - para melhor - na força da sua economia, na consistência de suas instituições e no seu equilíbrio social. Em que momento de nossa história tivemos uma conjugação tão favorável e auspiciosa: de inflação baixa; crescimento das exportações; expansão do mercado interno, com aumento do consumo popular e do crédito; e ampliação do emprego e da renda dos trabalhadores?

O Brasil ainda é igual, infelizmente, na permanência de injustiças contra as camadas mais pobres. Porém é diferente, para melhor, na erradicação da fome, na diminuição da desigualdade e do desemprego.

É melhor na distribuição de renda, no acesso à educação, à saúde e à moradia. Muito já fizemos nessas áreas, mas precisamos fazer muito mais.

O Brasil ainda possui sérias travas ao seu crescimento e fragilidades nos seus instrumentos de gestão. Mas nosso país é diferente - para melhor: na estabilidade monetária; na robustez fiscal; na qualidade da sua dívida; no acesso a novos mercados e a novas tecnologias; e na redução da vulnerabilidade externa.

O trabalhador brasileiro ainda não ganha o que realmente merece, mas temos hoje um dos mais altos salários mínimos das últimas décadas, e os trabalhadores obtiveram ganhos reais em 90% das negociações salariais nestes últimos quatro anos.

Criamos mais de 100 mil empregos por mês com carteira assinada, sem falar das ocupações informais e daquelas geradas pela agricultura familiar, totalizando mais de 7 milhões de novos postos de trabalho.

Revista Consultor Jurídico, 1 de janeiro de 2007, 20h40

Comentários de leitores

6 comentários

Engraçado esta deste Presidente tomar posse ago...

allmirante (Advogado Autônomo)

Engraçado esta deste Presidente tomar posse agora. Isto ele já tomou há 5 anos.

"VIOLÊNCIA: LULA E O DISCURSO PICARETA ...

Richard Smith (Consultor)

"VIOLÊNCIA: LULA E O DISCURSO PICARETA Há uma hora em que temos de dizer: “Chega de picaretas!” Lula afirmou nesta terça [02/jan]que gente que põe fogo em ônibus para matar fritado um grupo de pessoas inocentes não pode ser enquadrada na mesma lei que pune crimes comuns. Ah, é???? Que este senhor nos diga, então, por que seu ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, militou contra a lei dos crimes hediondos. O próprio Apedeuta assinou uma portaria criando dificuldades adicionais para a aplicação do Regime Disciplinar Diferenciado nos presídios. O que ele quer? Qual é a sua proposta? Lula quer sentir a indignação do cidadão comum, mas não quer sentir o peso de governar. Qual é a proposta, meu senhor?" Do "blog" de REINALDO AZEVEDO.

Noooossa! Essa zurrada do professor PeTr...

Richard Smith (Consultor)

Noooossa! Essa zurrada do professor PeTralha, fujão e borra cuecas quase rebentou os meus tímpanos! "Taxar exemplarmente" a Zelite! Uau, que sabedoria do "fessô". Só assim vamos descer ao nível de "igualitarismo" de Cuba: Os pobres com um pouquinho e a Zelite com um pouquinho só mais do que eles (isso para aqueles que não puderem fazer as malas e "puxar o carro", não?) Isso é que é "diminuir a desigualdade" para os PeTralhas mistificadores e adoradores do Abortista/Excomungado e do seu partido! També, com o "espetáculo" do crescimento médio de 2,6% em quatro anos, mais também não dá, né? Dados recentes mostram que, em seis anos, foram criados 8 milhões de empregos para a faixa de renda de 0 a 3 salários mínimos (pobres portanto), quantidade essa insuficiente para fazer frente ao crescimento vegetativo dessa mesma faixa (faltam 5 milhões de empregos) e cresceu a sua renda em 26%. Enquanto isso, no mesmo período, SUMIRAM dois milhões de empregos da faixa entre 3 e 15 salários mínimos (classe média baixa)e DECRESCEU a renda do segmento em 46%!. Ou seja, não apenas não surgiram novos empregos como diminuiu pela metade a renda! Isso para a classe média, que carrega este País nas costas! Está explicado o porque de tantas lojas fechadas ou com placas de "aluga-se"? As compras de comida em três vezes com cheques pré-datados? A estagnação da produção automobilistica e da chamada linha branca"? Eu hoje faturo menos de 40% (em valores NOMINAIS, sem correção!) do que eu faturava há nove anos atrás! Mais impostos? Que tal este (des)governo "que aí está" gastar melhor a montanha que arrecada todos os dias? De utilizar totalmente os recursos consignados nas diversas rubricas do orçamento e não apenas 10 ou 15% como vem acontecento (ô incomPTência, hein?)? De criar oportunidades de investimento externo e não de afugentamento de capital produtivo externo, como vem acontecendo, ano a ano, hein? De reduzir juros, ao invés de provisioná-los dos impostos, por pura incomPTência e falta de "culhão" para com os bancos e capital especulativo? De ter uma mentalidade inovadora e pensar o BRasil para daqui a 20/30 anos, ao invés de tentar cooptar os congressistas-ladrões com "mensalão" para a foramção de uma "maioria" inútil e dispendiosa (além de corruptora e criminosa, claro!)? É, é muita areia para o caminhãozinho do IncomPTente, não? Humilhados (pé na bunda por parte da China e dos "hermanos" do Mercosul, palhaçadas na OMC, estupro do Evo Morales, etc.) e sofridos estamos todos nós há já mais de 4 anos, viu mané?! Assim, antes de ficar opinando acerca de economia e de política interna, você deve apresentar a sua defesa ao Abortista/Excomungado que hoje freqüenta a cadeira presidencial e do seu partido, à covarde e sub-reptícia liberação TOTAL do ABORTO no País, contrariamente ao que pensa nada menos do que 92% da população brasileira (dados do Datafolha de agosto/06). (E não vale dizer que eu sou único "aborto da natureza" que você conhece, porque isso não responde ao DESAFIO público que lhe fiz, viu mané?)

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