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História no ar

Tosto fala sobre processo de Tiradentes no Programa do Jô

Joaquim Silvério dos Reis, que entrou para a história como o traidor dos Inconfidentes, foi também um dos primeiros residentes neste país a ser beneficiado com a delação premiada. Essa é uma das curiosidades contadas no livro O Processo de Tiradentes, tema da entrevista do advogado Ricardo Tosto com o apresentador Jô Soares, no Programa do Jô desta segunda-feira (3/12).

De autoria dos advogados Ricardo Tosto e Paulo Guilherme de Mendonça Lopes, O Processo de Tiradentes é uma transcrição comentada e contextualizada dos autos da devassa contra o alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, e seus colegas da Inconfidência Mineira.

Com apresentação do governador de Minas Gerais Aécio Neves e prefácio do ministro do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, o livro é uma publicação da ConJur Editorial, com patrocínio da TBE Transmissoras Brasileiras de Energia. (Clique aqui para comprar o livro).

Em 1971, a Imprensa Oficial mineira publicou a íntegra dos autos em estado bruto, uma pesada coleção de 10 volumes, só acessível para pesquisadores e estudiosos Nesta nova versão, Tosto e Lopes fazem uma análise inédita de direito comparado, e das circunstâncias históricas. Faz um resgate histórico do cenário da época e traz revelações curiosas sobre o processo de Tiradentes e seus companheiros inconfidentes. No caso de Silvério dos Reis, por exemplo, as Ordenações Filipinas, o código penal e civil que vigorava na época, previa para quem delatasse crimes de traição ao Rei, não apenas o perdão, mas também favores reais.

O livro foi publicado em abril de 2007, data em que se completaram 215 anos do enforcamento de Tiradentes. A independência do Brasil, sonhada pelos inconfidentes, ocorreria 30 anos depois, pelas mãos de Dom Pedro I, neto de Dona Maria I, a Louca, a rainha portuguesa que assinou a sentença de morte de Tiradentes.

O ano de 2007 marca, também, os 199 anos da instalação da primeira corte de Justiça no país. Foi a Casa de Suplicação, mais alta instância da Justiça do reino que se trasladou ao Brasil, que é considerada a primeira denominação do Supremo Tribunal Federal.

O Programa do Jô vai ao ar às 0h30, pela Rede Globo.


Revista Consultor Jurídico, 3 de dezembro de 2007, 19h30

Comentários de leitores

3 comentários

Eu assisti a entrevista do Dr. Ricardo Tosto no...

PC (Outros)

Eu assisti a entrevista do Dr. Ricardo Tosto no Programa do Jô e como grande mediador o show man Jô Soares sabe muitíssimo bem como conduzir uma entrevista, apesar de ser uma pessoa culta, elegante e simplesmente inteligente, ao contrário de certas pessoas que por um motivo ou por outro o critica, talvez seja por completa ignorância, ou por falta de informação ou até por inveja. Bom passei por aqui não para falar de Jô Soares e sim pelo livro do Dr. Tosto, deveria se empregar as mesmas regras de julgamento que foram aplicadas em Tiradentes na atualidade, hoje talvez dormiremos felizes, pela tarde nossos nobres senadores votaram mais um processo contra Renan Calheiros, provavelmente não dará em nada, e mais uma noite, mais uma semana, mais um ano de pura podridão no Congresso Nacional. Quem sabe se as mesmas regras aplicadas contra o inconfidente fosse utilizadas hoje, dormiriamos mais felizes e satisfeitos.

Adicionalmente, fora uma pena eu não ter visto ...

hrb (Advogado Autônomo)

Adicionalmente, fora uma pena eu não ter visto a entrevista do Dr.Ricardo Tosto, muito embora quase sempre o Sr.Jô interfira demasiadamente na fala do entrevistado para demonstrar conhecimento que lhe chega via ponto eletrônico, às vezes, transformando-a em seu monõlogo.

O assunto é palpitante, e quem conhece muito so...

hrb (Advogado Autônomo)

O assunto é palpitante, e quem conhece muito sobre o julgamento de Tiradentes é o Senador Paulo Duque ( que substituíu o agora governador Sérgio Cabral Filho). É dele, Paulo Duque, a informação de que o advogado de Tiradentes foi pago pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. O livro deve ser muito interessante, principalmente se os doutos autores o escreveram sem a tendência dos advogados criminalistas. Estou curioso pela sua leitura.

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