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Trabalho de promotor

CNMP quer regulamentar atuação do MP nos tribunais de contas

O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público aprovou, nesta segunda-feira (20/8), projeto de resolução que estabelece prazos para o retorno ao órgão de origem de membros dos Ministérios Públicos estaduais que atuam em tribunais de contas.

Apesar de ressaltar a inconstitucionalidade no fato de procuradores e promotores de Justiça suprirem a não existência ou substituírem o Ministério Público de Contas, o autor da proposta de resolução, conselheiro Diaulas Ribeiro, considerou que era necessário “estipular prazos razoáveis à transição da situação existente para o modelo preconizado pela Constituição Federal, a fim de que seja atendido o interesse público”.

Durante a sessão, o conselheiro Nicolao Dino chegou a defender o regresso imediato de membros do MP que oficiam em tribunais de contas já organizados administrativamente. O Plenário, no entanto, acatou a sugestão do conselheiro Paulo Barata, e estabeleceu o retorno em seis meses, onde há quadro próprio do Ministério Público de Contas; em um ano, para as situações em que há quadro próprio, mas ainda não foi realizado concurso público; e em um ano e meio, nos casos em que a carreira para Ministério Público junto ao Tribunal de Contas ainda foi criada por lei. Os prazos começam a ser contados a partir da publicação da resolução.

O Conselho Nacional do Ministério Público volta a se reunir no dia 3 de setembro, em sessão ordinária.

Revista Consultor Jurídico, 22 de agosto de 2007, 0h00

Comentários de leitores

1 comentário

Parece que o ciúmes tomou conta da associação d...

sei não... (Servidor)

Parece que o ciúmes tomou conta da associação dos membros do MP. Todavia, a ação será analisada por pessoas que não possuem qualquer interesse corporativista. A legitimidade para a DP é democrática e amplia o rol dos legitimados a ingressar com ações que resolveram o problema de número indeterminados de pessoas, evitando o ajuizamento de inúmeras ações, protegendo interesses e evitando o entupimento do judiciário com causas idênticas. Causa estranheza, no mínimo, a posição da associação, vez que, composta por pessoas que tem o dever de preservar a ordem jurídica, somente deveriam apoiar o acréscimo de legitimidos para defesa das pessoas, pobres ou não. Recomendo a leitura de artigo publicado no site da anadep (www.anadep.org.br) e no site do universo jurídico (www.uj.com.br) sobre o título "a defensoria pública e a legitimidade para a ação civil pública".

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