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Parada federal

Polícia Federal decide deflagrar greve nesta quarta-feira

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Os servidores da Polícia Federal decidiram cruzar os braços nesta quarta-feira (18/4). Manifesto divulgado pela Fenapef, a Federação Nacional dos Policiais Federais, afirma que “a greve geral da PF acontece quase dois anos depois do início do processo de negociação salarial que acabou em um compromisso assinado pelo governo dividindo o aumento em duas partes. O compromisso não foi cumprido e os policiais decidiram pela paralisação”.

Os agentes federais já estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada.

Segundo a Fenapef, “o último episódio da novela ‘recomposição salarial’ aconteceu na quarta-feira, 11, quando representantes dos policiais federais que haviam sido convidados para uma reunião com técnicos do Ministério do Planejamento simplesmente não foram recebidos. Depois de mais de duas horas de espera, os policiais saíram da sala onde haveria o encontro sem nada”.

A entidade sustenta que “o engraçado é que dois dias depois o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o jornal O Globo, ligou para o ministro Tarso Genro para elogiar o trabalho da PF durante a operação Hurricane. Na edição desta segunda-feira, 16, da Folha de S.Paulo, o presidente Lula diz que vai colocar a PF na investigação de possíveis fraudes ocorridas na Infraero”.

A Fenapef responde a Lula: “senhor presidente, seu elogio é importante. Mas para nós, seria tão importante quanto que o governo cumprisse com o compromisso assinado conosco. Nos sentiríamos mais valorizados do que nos sentimos ao não sermos recebidos pelo seu terceiro escalão. Por isso, os policiais federais estão indignados e farão no dia 18 um movimento nacional para que o governo cumpra com o que assinou. Vamos mostrar ao país nosso poder de mobilização e de forma ordeira exigir que o que foi assinado seja respeitado”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2007, 12h42

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