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Tempo curto

Lotéricas pedem prazo à CEF para substituir equipamentos

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A Federação Nacional de Lotéricos e o Sindicato dos Comissários e Consignatários, Casas Lotéricas e Revendedores Lotéricos, Casas de Bingo e Assemelhados e Afins no Estado de São Paulo (Sincoesp) vão entrar na Justiça nas próximas horas contra a Caixa Econômica Federal.

Querem que o banco estatal adie por até 180 dias o prazo para substituição dos terminais Isys existentes nos nove mil estabelecimentos lotéricos espalhados por 3.700 municípios brasileiros.

Assim que o processo ingressar, a Caixa vai recorrer. A data fixada (14/5) para a troca total da plataforma tecnológica e logística do canal lotérico coincide com o fim do contrato que a instituição mantém com a Gtech Brasil, desde 1997, responsável pela tecnologia online das nove loterias federais do país.

Depois que seu relacionamento comercial com a multinacional acabou sendo exaustivamente discutido na CPI dos Bingos — o relator, senador Garibaldi Alves, disse que a GTech pagou propina na renovação do contrato em abril 2003 e que recebeu de 1997 a 2004 R$ 556 milhões a mais (ambos fatos negados pela CEF) — o que a instituição menos cogita agora é estender a parceria, além do prazo fixado para maio.

A federação e o Sincoesp temem que a substituição total da plataforma tecnológica e logística, a ter início esta semana, possa acarretar prejuízos financeiros devido à redução do volume de atendimentos, em função de interrupções nas comunicações, durante a troca de equipamentos.

Dentro do próprio governo, o troca-troca é chamado de “operação de guerra” já que envolverá a substituição diária de 500 terminais por dia – há 25 mil em operação no país.

Na nova concepção, o polpudo bolo oficial foi fatiado. As máquinas que receberão as apostas são da Procomp, a rede de telecomunicações da Vicom, as 6,7 bilhões de bobinas de papel e os 6,6 milhões de volantes, produzidos pela Wintech do Brasil nos próximos 36 meses, serão distribuídos pela Trans-World. Os processamentos que apontam semanalmente os nomes dos felizardos nos sorteios passarão a ser feitos pela própria Caixa Econômica.


 é jornalista.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2006, 20h57

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