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Primeira fase

Exame de Ordem da OAB-SP tem só 13% de aprovados

Apenas 13% dos 22.197 bacharéis inscritos na primeira fase do 129º Exame de Ordem da seccional paulista da OAB foram aprovados. O resultado é parecido com o obtido no Exame 126, quando apenas 12% passaram pela primeira fase, um dos piores já obtidos na história da prova.

O presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso, considerou o baixo índice de aprovados preocupante, mas lembrou que o Decreto 5.773, publicado no dia 10 de maio, abre uma perspectiva para o problema.

O decreto permite que a OAB participe da etapa de renovação de reconhecimento dos cursos jurídicos em funcionamento no Brasil. “Até aqui, a OAB apenas emitia um parecer opinativo, sem poder de veto aos processos de abertura de novos cursos, portanto, sem conseqüência prática”, explica D´Urso. A segunda fase do Exame de Ordem 129 deve ser aplicada no dia 28 de maio.

Dados dos exames anteriores

Exame 128 (janeiro/2006)

Inscritos 28.331

Ausentes 949

Aprovados primeira fase 5.263 (19,2%)

Aprovados segunda fase 3.128 (11,42%)

Exame 127 (agosto/2005)

Inscritos 17.978

Ausentes 463

Aprovados primeira fase 7.318 (41,8%)

Aprovados finais 3.295(18,32%)

Exame 126 (maio/2005)

Inscritos – 21.132

Presentes – 20.237

Aprovados primeira fase 2.475 (12%)

Aprovados finais - 1.450 (7,16%)

Exame 125 (janeiro/2005)

Inscritos – 27.724

Presentes – 26.912

Aprovados na primeira fase – 10.306 (38,29%)

Aprovados finais – 5.727 (20,65%)

Exame 124 (setembro/2004)

Inscritos – 19.660

Aprovados primeira fase 5.024 (25,55%)

Aprovados finais 1.686 (8,57%)

Exame 123 (abril/2004)

Inscritos – 21.774

Aprovados primeira fase 5.762 (26,46%)

Aprovados finais 2.878 (13,21%)

Exame 122 (dezembro/2003)

Inscritos – 29.733

Aprovados primeira fase 14.905 (50,12%)

Aprovados finais 7.487 (25,18%)

Revista Consultor Jurídico, 22 de maio de 2006, 15h50

Comentários de leitores

9 comentários

bom....saber ou nao saber eis a questao! quem ...

Chico (Estagiário)

bom....saber ou nao saber eis a questao! quem passa diz saber, e diz tb, que, quem nao passou, nao sabe, nao estudou. é julgamento aqui, lá. A faculdade de Direito forma advogados ou juizes?Parece que aqueles que passaram sobre o crivo da OAB, estao convictos de sua capacidade, claro que sao, mas quem nao é capaz? Um dos erros mais comuns da advocacia, é o advogado que ao argumentar foge ao merito da questao. O debate sempre foi pesado sobre o tema, mas acredito eu, ainda estagiario, que a tendencia é fazer com que a profissao tenha seu valor nao por um exame, e sim pela qualidade de profissionais, que atuam com amor à ela.Indago o seguinte:Será que a nossa justiça que esta falida, é culpa so dos maus profissionais da advocacia? eu acridto que nao, pois ha Juizes , que atua sabe, que faz cada uma, que ate chora, trabalahm uma vez por semana, deixando ao crivo do diretor do cartorio fazer a sentença, ou seja, ele nem ve. Acredito que é um conjunto de fatores que prejudicam a profissao, e enquanto persarmos somento no nosso r. as coisas irao funcionar desta forma

Qualquer profissional, para um mínimo de qualid...

Mauricio (Advogado Assalariado)

Qualquer profissional, para um mínimo de qualidade no seu trabalho, deve ao menos saber escrever, e esta base se obtém até o ensino médio (faculdade não ensina Língua Portuguesa a ninguém). Com a grande quantidade de cursos superiores sem qualidade, especialmente para Direito, fica claro que o vestibular deixou de ser uma verdadeira seleção entre capacitados e incapacitados, para ser mera formalidade de ingresso a um curso com intutito mercantil. E, quando nos deparamos com textos de estudantes ou indignados, que não possuem concordância verbal ou nominal, erros de grafia esdrúxulos e um sem fim de barbaridades, e vemos que este mesmo estudante, ou pessoas da mesma estirpe, criticam exames que servem justamente para suprir aquilo que deveria ter sido feito pelo vestibular, percebemos que este tipo de indignação é mero escape daqueles que certamente não têm condições de atuar com um mínimo de qualidade no mercado de trabalho, e que tampouco se interessam em evoluir nos seus conhecimentos, mas apenas querem um diploma para se auto-denominar bacharéis, como se isto fosse algo que enobrecesse o indivíduo, quando sua capacidade de atuação é que lhe dá a verdadeira nobreza. Portanto, o exame de ordem é válido e deve continuar, pois não conheço um candidato que tenha verdadeiramente estudado e tenha sido reprovado. Claro que maus profissionais também conseguem passar neste exame, mas com certeza absoluta o descalabro da profissão seria imensamente maior se esta exigência para o exercício da advocacia deixasse de existir.

Com essa peneira, ainda passa cada profissional...

Rodrigo  (Advogado Autônomo)

Com essa peneira, ainda passa cada profissional (tira-se uma base no nível de advocacia pela simples leituras das pérolas processuais nos sites jurídicos, especializados em humor jurídico), imagine se não houvesse nenhum tipo de seleção.

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