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Jogada suspeita

MPF interrroga Berezovsky sobre contrato com Corinthians

Durante oito horas seguidas o magnata russo Boris Berezovsky foi interrogado por representantes da Ministério público Federal e da Polícia Federal. O interrogatório que aconteceu nesta sexta-feira (5/5) faz parte da investigação que apura crimes financeiros na gestão do Corinthians pelo fundo de investimentos MSI, que seria comandado pelo russo Berezovsky.

O juiz Márcio Rached, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo acolheu o pedido do Ministério Público Federal e autorizou a condução coercitiva e a apreensão de documentos que estivessem com Berezovsky.

Boris Berezovsky é um empresário que fez fortuna com o processo de privatização das estatais do antigo império soviético na Russia. Acusado de participar de transações fincanceiras irregulares de ligações com a máfia russa e de um suposto apoio à guerrillha chechena, Berezovsky deixou a Rússia e vive na Inglaterra como refugiado.

Sua trajetória cruza com a de Roman Abramovich, outro magnata russo de quem foi sócio no passado. Abramovich é o dono do Chelsea, time de futebol que acaba de se sagrar campeão da Inglaterra.

O Ministério Público sustenta que Berezovsky seria o principal financiador da MSI, um nebuloso fundo de investimento internacional que administra o time de futebol do Corinthians.

O pedido foi feito depois que os procuraodres tomaram conhecimento, através da leitura do blog do Juca Kfouri, de que ele apareceria no Pacaembu para assistir ao jogo do Corinthians na noite de quinta-feira (4/5).

A Polícia Federal foi ao estádio na tentativa de cumprir a ordem, mas, segundo informou, encontrou apenas um sósia do russo. A ordem foi cumprida na madrugada de sexta-feira (5/5), quando Berezovsky embarcava para a Inglaterra em seu jato particular, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos.

O magnata não ofereceu resistência e acompanhou os policiais ao Ministério Público. O depoimento durou das 6 às 14h. A polícia fez também a apreensão de dois notebooks, celulares e documentos que serão analisados no curso da investigação sobre a MSI e o Corinthians.

Berezovsky estava acompanhado de advogado e intérprete e

foi liberado assim que terminou de depor. Ele usava um passaporte britânico especial para refugiados onde consta outro nome, Platon Elenin.

Revista Consultor Jurídico, 5 de maio de 2006, 20h18

Comentários de leitores

1 comentário

Isso dá holofote. Parabéns.

olhovivo (Outros)

Isso dá holofote. Parabéns.

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