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Resultado final

Consulte a lista de aprovados da 2ª fase do Exame da OAB-SP

Já é possível consultar o nome dos aprovados na segunda fase do 126º Exame de Ordem da seccional paulista da OAB, feita no último dia 22 de maio — Clique aqui para consultar seu nome.

A OAB de São Paulo liberou a consulta nesta quarta-feira (22/6). O números de aprovados ainda não foi divulgado. Na primeira fase do Exame, a reprovação foi recorde: apenas apenas 12,2% dos candidatos conseguiram acertar mais de 46 das 100 questões de múltipla escolha.

O presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D’Urso, anunciou os resultados finais do 126º Exame, que apresentou o mais baixo índice de aprovação na história da prova, apenas 7,16%. D’Urso lamentou o mau desempenho dos candidatos.

O exame, proposto pela OAB paulista, nos dias 1º de maio (primeira fase) e 22 de maio (segunda fase) deste ano, aprovou somente 1.450 candidatos, dos 20.237 candidatos presentes na primeira fase. Foram 21.132 inscritos, mas 895 desistiram e não participaram da primeira fase.

D’Urso anunciou também um debate, no dia 10 de agosto, com todas as faculdades de Direito do estado para discutir a qualidade do ensino jurídico. Também avisou que o Exame de Ordem não vai mudar, nem ficar mais fácil, porque problema não está na essência da prova, mas sim no nível de preparo dos bacharéis.

No Exame de Ordem com o mais baixo percentual de aprovados (124º Exame) foram habilitados apenas 8,74% do total de candidatos inscritos.

“É preocupante este resultado, porque nos coloca diante do problema da qualidade do ensino, decorrente da proliferação de faculdades de Direito, sem condições mínimas de atuar”, afirmou o presidente da OAB paulista.

O resultado negativo em São Paulo era esperado, uma vez que a primeira fase já havia registrado um resultado baixo de aprovados, de apenas 12%, embora a prova fosse na forma de teste de múltipla escolha. De acordo com dados do Ministério da Educação, em 2003, 64 mil estudantes de Direito se formaram em todo o país.

Segundo o presidente da OAB paulista, a Ordem vem trabalhando para reduzir o grau de subjetividade na correção da prova na segunda fase, desde o ano passado.




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Revista Consultor Jurídico, 22 de junho de 2005, 21h07

Comentários de leitores

3 comentários

Essa é a defifnição legal! Sr. Ottoni acertou ...

Pinotti (Consultor)

Essa é a defifnição legal! Sr. Ottoni acertou na mira. Parabéns! Deveriam ser sabatinados, todos os Advogados com mais de 5(cinco) anos de carteira, nos mesmos moldes dos exames atuais, garanto que num lote de 1000 Advogados que estejam atuando, 1(um)%, volta advogar, os demais terão que fazer cursos preparatórios, e correr o grande risco de não advogar numca mais.

concordo plenamente com o comentario do Sr. Ott...

Luiz Tavares Ferrão (Estudante de Direito - Administrativa)

concordo plenamente com o comentario do Sr. Ottoni, acredito que muitos advogados,não passariam pelo exame hoje, então proponho que todos os advogados passem por um exame anual.

Mais um exame realizado pela OAB resulta num ap...

Ottoni (Advogado Sócio de Escritório)

Mais um exame realizado pela OAB resulta num aparente fracasso cultural dos advogados postulantes. Há um velho princípio de pedagogia que manda que os altos índices de reprovação tenham suas causas procuradas além da simples capacidade dos examinandos. A advocacia é uma atividade que não escapou da necessidade de especialização e, em razão desse fato, o velho advogado eclético foi desaparecendo, dando lugar ao especialista. Não se fabricam mais Teodolindo Castilhone e Pontes de Miranda. Com o destaque profissional, o advogado alcança os postos mais destacados e, não raro, integra os órgãos de representação da classe. São eles que formulam as questões do Exame de Ordem relativos às suas especialidades. A qualidade das questões, portanto, está condicionada a essas especializações e, se submetidas a profissionais de outras áreas, provavelmente causarão perplexidade. Aliás, o atual Presidente da OAB SP, considerou tal circunstância quando procurou estabelecer paralelo entre o Exame e os Concursos para Magistratura e o Ministério Público. Tenho acompanhado as provas realizadas em todos os pleitos e vejo que os da OAB apresentam muito mais dificuldades e peculiaridades específicas do que os concursos para Magistratura e Ministério Público. Minha convicção é a de que seriam poucos os advogados, inclusive de renome, que passariam incólumes pelo tal Exame. Muitos estão há anos distantes da prática de outras especilizações. Para enfrentar as dificuldades dessa prova o advogado recém formado precisaria dominar, com a segurança do especialista, todas as especialidades envolvidas na atividade profissional, ou ter muita sorte. Para começar a carreira não precisa tanto.

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