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Presença confirmada

Nível de abstenção do exame de ordem na capital fica em 4%

Foi considerado baixo o nível de abstenção no Exame de Ordem da OAB de São Paulo, na capital: 4% dos inscritos compareceram à prova. Do total de 10.973 inscritos em São Paulo, não estiveram presentes 442. Na Uninove, prestaram exame 7.727 bacharéis e na Faap, fizeram prova 3.246 candidatos. Em todo estado, o exame reuniu 27.748 bacharéis, além de 850 treneiros. No total, a abstenção ficou em 17%. Nesta terça-feira (18/1), a OAB SP divulga o gabarito oficial da prova em seu site e a lista de aprovados sairá no dia 28 de janeiro.

No balanço da presidente em exercício da OAB-SP, Marcia Regina Machado Melaré, a realização dessa primeira fase do exame foi tranqüila, até pelo perfil da prova, que consistiu de 100 questões de múltipla escolha sobre as várias áreas do Direito. Não foi permitida consulta a anotações.

Neste Exame de Ordem da OAB-SP foram ampliadas as medidas de segurança. Os candidatos não puderam levar o caderno de prova. “Registramos, no passado, alguns problemas com tentativa de transmissão dos resultados, uma vez que os candidatos podiam deixar a sala antes de encerrado o exame com as questões.

A exemplo do que fazem outros concursos, a medida da OAB- SP visou coibir qualquer tentativa de fraude, como a ocorrida no último exame, em Santos, onde um candidato foi flagrado usando um ponto eletrônico.

Desta vez, o caderno ficou retido, mas a íntegra da prova foi divulgada no mesmo dia no site da OAB-SP e não houve prejuízo para ninguém”, explica Ivette Senise Ferreira, presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem.

Outra medida de segurança adotada neste Exame foi tirar as digitais dos candidatos como reforço para garantir a identidade. “Esta é uma norma da Fundação Carlos Chagas, que está aplicando o exame, mas não é obrigatória. De quem não quis tirar a digital, colhemos três assinaturas”, adverte Senise.

Segundo Ivette Senise, o número de treineiros nos próximos exames pode aumentar. “Adotamos esta medida em dezembro, véspera da inscrição e não foi possível aos estudantes tomarem conhecimento em tempo hábil do simulado, inédito no país. Acredito que o número de treineiros vá aumentando progressivamente nas próximas edições”, disse.

Márcia Melaré concorda com a análise de que o interesse dos treineiros pelo Exame de Ordem tende a ser crescente, uma vez que desmistifica a prova, que muitos consideram difícil, e reduz o nervosismo: “Com a realização do simulado, os estudantes de Direito poderão avaliar melhor seu desempenho e se preparar para o exame quando este for para valer”, comentou.

Revista Consultor Jurídico, 17 de janeiro de 2005, 18h17

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