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Espelho, espelho meu.

População confunde funções do Judiciário e da Polícia, diz Ibope.

Composição dos Grupos

Foram realizados 16 grupos, sendo 4 em cada uma das cidades mencionadas.

Perfil dos grupos: misto, classes AB+ e CD, público jovens (16 a 24 anos) e adultos (35 a 50 anos), assim distribuídos:

CIDADE ------------ SEXO ----- IDADE ----- CLASSE

São Paulo --------- 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

----------------------- 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

Porto Alegre ------ 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

----------------------- 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

Rio de Janeiro ------ 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

----------------------- 02 misto ---- 16 a 24 ------ AB+ e CD

Recife ------ 02 misto ---- 16 a 24 ----------- AB+ e CD

----------------------- 02 misto ---- 16 a 24 --- AB+ e CD

Durante as reuniões foram utilizadas técnicas projetivas como “ET”, “associação com animais”, e “personificação” do Poder Judiciário (aplicados na ordem descrita), para facilitar o posicionamento do público pesquisado.

II. O BRASIL HOJE

II.1. Clima Geral – Percepções e Expectativas

Predomina, na maior parte dos participantes de todos os segmentos abrangidos pela pesquisa, um sentimento de otimismo moderado. Os grupos reconhecem que o Brasil passa por um momento de dificuldades, ainda sob os efeitos negativos de uma crise que vem de muitos anos.

Apesar dessa crise e dos poucos resultados obtidos até agora pelo atual governo, acreditam que o Presidente Lula dedicou o primeiro ano de seu mandato a “arrumar a casa” e que, a partir de agora, serão tomadas medidas para que o país avance.

O otimismo se apóia em alguns pontos básicos: o fato de Lula ser “um homem do povo”, conhecedor das dificuldades da população e determinado a enfrentá-las; os resultados positivos alcançados em alguns setores como o crescimento das exportações e do turismo, o desenvolvimento da agroindústria e o aumento da confiança dos investidores estrangeiros no país; o fortalecimento da posição do país no cenário mundial; o incremento do combate à corrupção.

“Já começou a melhorar. É muito importante ter um representante do povo lá. Lula armou um esquema para que todos se ajudem, para que todos tenham interesse em desenvolver o país.” (Jovem, CD, Rio de Janeiro).

“Na minha área, de turismo receptivo, o ano passado foi um ano maravilhoso. E este ano ainda vai ser melhor... Lula está viajando para abrir mercados, atrair negócios para o país.” (Adulto, AB+, Rio de Janeiro)

“2004 é reflexo de 2003. Segundo os economistas, no segundo semestre o crescimento será de 10 a 15%” (Adulto, AB+, Recife).

“O país demora pra crescer. Em 8 anos de presidência, ele tem que abrir o mercado externo e o Brasil está crescendo em tudo, exporta carne, frango, tudo.” (Jovem, AB+, São Paulo).

”O Lula tá ai melhorando a imagem da gente lá fora, que a gente não tinha. Estão chegando os investidores de lá fora também para investir aqui. Aqui dentro aos poucos estão tentando dar um jeito, mas não é fácil não.” (Adulto, CD, São Paulo).

“Sou sempre uma pessoa otimista. Tô sempre pensando positivo pra o país dá certo, está indo pra frente. Tô fazendo a minha parte”.(Adulto, AB+, Recife)

“Creio que o Governo Lula melhore o país, só tem que esperar.” (Jovem, AB+, Recife)

Por outro lado, o otimismo do público brasileiro mostra-se hoje comprometido pela sensação de estagnação – “país parado” –, sensação que parece convergir para certa frustração, principalmente diante das “elevadas” expectativas de mudança (para melhor) depositadas na eleição de Lula.

Com a eleição havia uma expectativa de melhoria de vida que até agora não se efetivou. Há os que se dizem totalmente insatisfeitos com a atual situação do país e, embora não seja predominante entre os participantes, há um clima de impaciência e frustração com o governo federal. Além de poucos avanços obtidos até agora, o governo Lula tem representado, segundo alguns, uma continuidade indesejada em relação ao governo anterior.

Para os mais insatisfeitos, “Lula viaja muito e governa pouco”, e em mais de um ano de governo nada mudou. Além disso, para eles, não se sabe bem quem de fato governa o Brasil.

Educação e saúde constituem áreas em que o público se sente desatendido hoje, e que são consideradas fundamentais para o futuro, seja do cidadão, seja do país. No tocante à educação, observam-se diferenças de enfoque, dependendo do segmento etário, isto é do momento de vida: os jovens estão preocupados com a formação universitária que pode lhes proporcionar (ou não) o necessário e desejado preparo profissional; os adultos focalizam o ensino de maneira geral como instrumento de preparo e melhoria do cidadão, pensando no futuro do país e dos próprios filhos. Na questão da saúde a sensação é de constrangimento e impotência diante das deficiências do sistema, que afrontam a integridade do cidadão através do descaso no atendimento e falta de investimentos públicos necessários ao setor.

Revista Consultor Jurídico, 13 de outubro de 2004, 18h47

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