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Crime no interior

Diretor da OAB é fuzilado no interior de Pernambuco

O advogado pernambucano Josias Gomes de Oliveira, diretor da OAB em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, foi assassinado nesta segunda-feira (22/11) à tarde por dois homens que estavam em uma moto. O advogado tomaria posse em janeiro como vereador de Pombos.

De acordo com a OAB, a fatalidade ocorreu menos de 30 dias após desconhecidos terem metralhado, durante a madrugada, o escritório do ex-presidente da OAB de Pernambuco, Aluisio José de Vasconcelos Xavier.

O presidente da subseccional da OAB em Vitória de Santo Antão, Washington Amorim, enviou na noite de segunda-feira um documento ao governador do estado, Jarbas Vasconcelos, pedindo a designação de um delegado especial para apurar o caso. “Apesar de ele ter sido eleito agora, é muito cedo para falar em crime político. Temos que aguardar as investigações”, disse.

Nesse mesmo dia, a polícia local prendeu um homem, que não teve sua identidade revelada, para averiguação na delegacia do município. Mesmo assim, os policiais continuam às buscas para capturas os responsáveis pelo crime. Pelo fato de o veículo não ter sido baleado, os policiais da delegacia de Vitória dizem que o crime pode ter sido praticado por matadores profissionais. As investigações vão continuar durante esta terça-feira (23/11). A OAB aguarda a designação de um delegado especial para apurar o caso.

Revista Consultor Jurídico, 23 de novembro de 2004, 11h22

Comentários de leitores

3 comentários

Lamentável a morte do colega pernambucano. Mais...

Valéria Terena Dias ()

Lamentável a morte do colega pernambucano. Mais ainda por ser mais uma a se somar a muitas nos últimos anos. Como já disse alhures nos regimes de exceção, ou naqueles em que há uma tendência autoritária e arbitrária, as carreiras jurídicas, especialmente a advocacia, e a área jornalistica, são as primeiras a serem perseguidas, e seus membros punidos, pelo crime de conhecer e divulgar as mazelas da sociedade. Espero que nosso órgão de classe, a OAB se manifeste decisivamente, no sentido de resguardar e proteger a todos os advogados, e especialmente, utilize sua força política, não para eleger ou retirar do poder alguém, mas para EXIGIR rigorosas apurações de todos esses casos, e a punição dos culpados, doa a quem doer.

O pior de tudo é que esses atos de violência es...

Rozemberg (Juiz Estadual de 1ª. Instância)

O pior de tudo é que esses atos de violência estão ficando tão constantes, que as pessoas começam a se acostumar com eles. O povo brasileiro precisa resgatar o ânimo para se revoltar de tantas barbáries, ou senão ficaremos sempre à mercê dos bandidos, pois as autoridades já perderam há muito tempo o controle da situação.

Lamentável o estado de pânico e desespero em qu...

Gustavo Henrique Freire (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Lamentável o estado de pânico e desespero em que foi mergulhada a população pernambucana no decorrer dos anos. Como negar mais este duro golpe na paz e na tranqüilidade que merecem todos os cidadãos? Só quem não lê jornal ou prefere manter o povo imbecilizado. O governador Jarbas é um homem correto e um excelente gestor, com obras que ficarão para a história como a duplicação da BR 232, mas no quesito "violência" não tem conseguido virar o jogo em relação aos bandidos. Principalmente no interior brabo do Estado, onde as querelas mais simples costumam ser resolvidas geralmente na bala ou na ponta da faca, o desmando toma conta. Delegados, Promotores, Juízes e advogados freqüentemente são assassinados em praça pública e a céu aberto, sem nenhuma cerimônia. Garantias de vida são pedidas às autoridades, que, no entanto, parecem cada vez mais acuadas e intimidadas perante a marginália. Para onde caminhamos dessa forma?? Ainda temos razões para crer em um futuro sem armas e sem derramento de sangue??? E nós advogados, como poderemos continuar a exercer a nossa profissão de maneira normal??? Que garantias temos de que vamos retornar vivos para casa no final do expediente??? Em outras notícias do CONJUR veiculadas este ano, observo que o assassinato de advogados em São Paulo e no Rio de Janeiro já se aproxima do cenário de carnificina tão popular nos filmes de máfia. As mortes são sempre caprichadas na crueldade e na frieza: em um caso somente, ocorrido no último dia 01/06, um advogado paulista foi assassinado com 11 tiros em seu escritório. É mesmo uma pena. Do País considerado como "a terra do futuro", estamos nos dirigindo aos poucos para a terra da impunidade e do medo.

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