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Meio de campo

OAB-SP se reúne com presidente de TJ e servidores grevistas

O presidente da OAB paulista, Luiz Flávio Borges D´Urso e uma comissão dos servidores do Judiciário chegaram nesta quarta-feira (14/7) a uma proposta comum na tentativa de sair do impasse grevista: marcar uma reunião com o Tribunal de Justiça de São Paulo.

A comissão tinha encerrado a assembléia estadual na Praça João Mendes, que decidiu pela continuidade da paralisação, saindo em passeata pelo centro de São Paulo, que terminou em frente ao prédio da Ordem.

A Ordem irá agendar uma reunião com o presidente do Tribunal de Justiça, o desembargador Luiz Elias Tâmbara, na qual representantes e técnicos dos serventuários pretendem demonstrar que há fôlego orçamentário para conceder reajuste de 26,39%, inicialmente proposto pelo Judiciário.

O presidente D´Urso concordou em testemunhar qualquer acordo firmado entre o TJ e os funcionários e propôs uma agenda positiva para acabar com a greve.

D´Urso também explicou porque a OAB-SP espalhou faixas pelo centro de São Paulo com a frase 'A Greve é Grave'. "Estamos irmanados com os serventuários no pleito justo e legítimo pela reposição salarial e melhores condições de trabalho, no entanto, a paralisação é grave para os serventuários, para os advogados e para a população. Todos perdem. Acreditamos que há outros caminhos para pressionar o Judiciário e o governo do estado, como uma paralisação de um dia, porque ninguém agüenta uma greve de 80 dias, como ocorreu no passado", ponderou D´Urso.

Em assembléia, os serventuários rejeitaram a proposta de reajuste de 12,5% sobre a gratificação judiciária oferecida no dia 6/7, pelo presidente do Tribunal de Justiça. Esse índice representa, no valor total de vencimentos dos servidores, uma reposição salarial entre 6% e 10%, dependendo do cargo ocupado. Os servidores querem uma reposição de 39,19 (o IGPM de abril/ 2002 a março/ 2004).

Os grevistas também marcaram para o dia 28/7, às 14 horas, no mesmo local, nova assembléia estadual, com poder de deliberação, para avaliar e determinar os rumos do movimento. No dia 21/7 os grevistas fazem assembléias regionais em todas as comarcas do estado como preparação para a assembléia estadual.

Passeata

Depois da assembléia, que teve reforço da senadora Heloísa Helena (PSOL), os grevistas fizeram uma passeata pelo centro da capital, passando pelo Tribunal de Alçada Civil, OAB-SP e Tribunal de Justiça.

Em frente à sede da Ordem, os serventuários fizeram discursos, cantaram o hino nacional e leram o artigo 37 da Constituição Federal, que trata dos direitos dos funcionários do judiciário.

Revista Consultor Jurídico, 14 de julho de 2004, 20h50

Comentários de leitores

1 comentário

Espero que a intervenção do presidente da OAB/S...

Rose ()

Espero que a intervenção do presidente da OAB/SP seja bem sucedida. Os funcionários grevistas sabem o transtorno e o prejuízo que a greve está causando à população. Mas a culpa não é nossa. Aceitamos a proposta de 26,39%, que foi descumprida pelo Des. Luiz Elias Tâmbara. Muitos não pensavam em fazer greve. Mas o desrespeito do Presidente foi a mola propulsora do movimento. Os servidores ficaram revoltados com seu descaso. Agradeço, mais uma vez, o apoio que a categoria recebe diariamente da maioria dos advogados de S. Paulo.

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