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Acima da média

Exame de Ordem da OAB gaúcha registra aprovação de 47,05%

O resultado do Exame de Ordem aplicado pela OAB do Rio Grande do Sul registrou a aprovação de 47,05% dos 4.495 candidatos que fizeram as provas. O percentual é positivo se comparado à média de aprovação de 30% no país. Até agora, 14 seccionais da OAB divulgaram os resultados de seus exames.

O coordenador do exame da OAB gaúcha, Carlos Alberto de Oliveira, acredita que o resultado foi equilibrado. “Com cerca de metade dos candidatos aprovada, conseguimos ficar acima da média nacional de aprovação", afirmou. Os resultados finais devem ser um pouco alterados, já que a fase de apresentação de recursos da prova prático-profissional terminou no último dia 5.

Para o diretor-geral da Escola Superior de Advocacia (ESA) e presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem da seccional, Alexandre Wunderlich, “a prova foi bem equilibrada, séria e capaz de avaliar a capacitação profissional, teórica e prática dos candidatos”. A aprovação no exame de Ordem é obrigatória para que bacharéis em Direito possam exercer a advocacia.


A divulgação dos resultados dos recursos referentes à prova prático-profissional será no próximo dia 27 e a entrega dos certificados de aprovação será no dia 6 de agosto. A OAB do Rio Grande do Sul realizará mais dois exames ainda este ano.

Revista Consultor Jurídico, 9 de julho de 2004, 10h56

Comentários de leitores

4 comentários

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO ...

Carlos (Advogado Sócio de Escritório)

EXAME DA OAB SEJA MAIS UM APROVADO O Exame da OAB está cada vez mais difícil. Na verdade, não só o exame, como os concursos públicos também. Quem não se preparar para valer não consegue a aprovação. Parece que agora o CESPE irá elaborar os Exames da OAB. Isso faz com que as provas fiquem ainda mais difíceis. Não adianta ficar reclamando, dizendo que está difícil o Exame ou querendo desistir. Esse não é o caminho. Só não passa quem desiste. Se outros passaram, você é capaz também, mesmo que demore um pouco mais. É necessário estudar muito e ter um bom material para os seus estudos, e isso nós temos. CD-ROM com milhares de questões resolvidas de diversos Exames da OAB, 1ª, 2ª fase e peças processuais. Dicas, macetes e muito mais!!! Contate-nos para maiores informações: Carlos Rodrigues Tel.: (11) 8139.4074 – 3863.9780 e.mail: berodriguess@ig.com.br

Sabemos que as Regiões Sudeste, Sul e Centro Oe...

Nilomar Marques da Cunha (Praça da Marinha)

Sabemos que as Regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste, possuem um melhor padrão escolar, em detrimento aos recursos de arrecadação. PROFESSORES BEM REMUNERADOS = MELHOR QUALIDADE DE ENSINO. Óbvio então que a média, comparativamente com os Estados do Nordeste e Norte deveriam ser melhores. Cabe, então, ao governos dos Estados da Federação, um melhor incentivo no ensino. Uma frase celebre que muito marca, diz: "Se queres resultados rápidos, plante cereais; se queres a médio prazo, plante arvores; a longo prazo eduque homens". Nilomar 10.07.2004

O resultado do exame da OAB gaúcha é um alento ...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O resultado do exame da OAB gaúcha é um alento para os estudantes que, diante das circunstâncias, devem estar exultantes. Aprovou-se muita gente. Não posso concordar que não houve abalo na qualidade do ensino. Houve, mas tal alteração é o reflexo de uma política educacional irresponsável praticada pelo governo há muitos anos e segundo a qual a Nação experimenta uma deterioração na qualidade do ensino fundamental, médio e, conseqüentemente, no superior. Este, a par de se contaminar com a degeneração dos níveis inferiores que nele se projetam, sofre ainda os efeitos da "mercenarização", já que permitiram a proliferação sem peias de cursos jurídicos pelo Brasil a fora — mais de 800 em todo o território nacional, enquanto que nos EUA, cujas fronteiras são mais amplas, o povo mais bem educado, não passam de umas duas centenas. A qualidade caiu sim. Se antes era possível estudar numa biblioteca, hoje estas não têm obras atualizadas para o aluno interessado. E quando as têm, são em número insuficiente para atender à demanda. Resultado: fomenta-se a indústria da pirataria, da cópia reprográfica em detrimento dos direitos autorais. Ironicamente, estes são muito mais violados nas faculdades de direito do que em qualquer outra. Daí pergunto-me: qual a moral e a ética que se pode esperar de quem, para obter seu título de bacharel de artífice do direito, viola conscientemente os direitos alheios como se isso fosse a coisa mais normal do mundo? O que se ensina nos bancos da academia, proteger ou ultrajar direitos? Outro lado perverso é que a indústria editorial cobra muito caro pelos livros jurídicos. Isto também estimula a fraude e criou um espaço para as famigeradas sínteses ou resumos, de modo que o estudante não adquire ou estuda numa obra de doutrina que lhe apresenta as teorias e ensina a raciocinar juridicamente. Vai abeberar em opúsculos que, de tão resumidos, não permitem a compreensão. Servem, isto sim, como lembretes para aqueles que já foram apresentados à matéria em obras robustas, mas não para o aprendizado em si mesmo considerado. Como convencer os alunos disso? Deixando que sejam reprovados, talvez. Só que a reprovação não é mais elemento de persuasão num mercado de competição aguerrida entre instituições de ensino que necessitam aprovar para sobreviver e ter lucros. O resultado é isso aí que assistimos perplexos: a deterioração das profissões e a degeneração ou subversão ética dos diversos profissionais. (a) Sérgio Niemeyer

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