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Primeira Leitura

Ministro argentino da Economia desmente ministro brasileiro

Foi mal...

O ministro argentino da Economia, Roberto Lavagna, desmentiu o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, e mandou dizer por meio do diário La Nación que as medidas restritivas impostas pelo governo Kirchner à importação de eletrodomésticos fabricados no Brasil já estão, sim, em vigor.

Para entender

As medidas foram impostas na segunda, na véspera da abertura do encontro de cúpula do Mercosul, em Puerto Iguazú. Na terça, o governo brasileiro se disse surpreso com a decisão, e, à noite, o ministro Furlan divulgou nota dizendo que a Argentina havia aceitado suspender a aplicação imediata das restrições porque as medidas ainda precisavam ser regulamentadas.

Diário Oficial

Lavagna lembrou que a decisão de governo estava publicada no Diário Oficial do país e “já estavam valendo”.

Reação oficial

Para recompor a situação, Furlan disse ontem que o assunto será discutido em Puerto Iguazú, em uma conversa “sem animosidade”, porque “sócios dialogam e buscam o entendimento, sócios não fazem guerra pela mídia, porque isso não constrói nada”.

As barreiras

Na segunda-feira passada, a Argentina sobretaxou os aparelhos de TV fabricados na Zona Franca de Manaus em 21% e cassou as autorizações automáticas para importar do Brasil fogões, lavadoras de roupa e geladeiras.

Vitória Argentina

Com as medidas restritivas, o governo Kirchner já conseguiu duas vitórias: os empresários brasileiros das indústrias da linha branca aceitaram voltar à mesa de negociação na próxima segunda-feira, e, na quarta-feira, equipes técnicas dos governos brasileiro e argentino reúnem-se em Buenos Aires. “Se houver acordo entre as empresas privadas, as medidas [restritivas] serão suspensas”, admitiu Lavagna, demonstrando que esse sempre foi o interesse dos argentinos, como no caso da negociação dos têxteis encerrada no início do ano.

Conformismo brasileiro

Furlan afirmou que o Brasil não vai recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) e que a meta é fazer com que as empresas brasileiras e argentinas cheguem a um acordo de limitação das restrições sem a interferência dos governos.

Freio na gastança

Em resposta a uma consulta feita pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Sepúlveda Pertence, considerou que a liberação de verbas para obras em municípios após 3 de julho fere a legislação eleitoral. A decisão bate de frente com um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que autoriza a liberação desde que as licitações e os contratos tenham sido feitos antes desta data. O governo Lula havia adorado esse parecer, que lhe abriria as portas para uma gastança m tempos de eleição.

A oposição comemora

Sepúlveda Pertence seguiu a recomendação de parecer do Ministério Público Federal contrário à transferência de recursos três meses antes das eleições. O parecer da AGU já havia sido criticada nesta quarta-feira pelo procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. A decisão do presidente do TSE foi comemorada pela oposição.

Assim falou... Guido Mantega

“Já podemos notar o despertar do espírito animal que move os empreendedores”

Do ministro do Planejamento, dizendo de uma forma bem estranha que há sinais de retorno do investimento privado.

Perguntas que são perda de tempo

Sempre que se aproxima o momento de decisão sobre a troca de guarda — ou não — na Casa Branca, alguns países com relacionamento bilateral considerável com os EUA fazem contas e se perguntam qual candidato seria melhor para o Brasil. Clinton ou Bush pai? Bush filho ou Clinton? Al Gore ou Bush filho? Bush filho ou John Kerry? Esqueçam! Em teoria, mas só nela, os republicanos são mais liberais no comércio. Digamos que são mais favoráveis aos acordos de livre comércio.

Olhando, porém, para o mato das circunstâncias criado pelo governo Bush filho, vê-se que dali não sai coelho favorável à ampliação do livre comércio — ao contrário. Como as manhas deste governo republicano são para lá de conhecidas, a pergunta agora vale para a chapa democrata: será que a dupla Kerry/John Edwards é uma aposta melhor para o Brasil? Edwards é um sulista chegado a uma restrição e gosta de usar cláusulas trabalhistas e ambientais para infernizar as negociações internacionais. O Brasil não deve perder tempo com perguntas, mas preparar-se para fazer as suas imposições e atender ou confrontar as imposições dos outros.

*A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura – www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 8 de julho de 2004, 11h12

Comentários de leitores

3 comentários

Concordo em parte com o Dr. Gilberto Aparecido....

Observador.. (Economista)

Concordo em parte com o Dr. Gilberto Aparecido. Mas devemos lembrar que não há casos de países que se isolam do comércio internacional e consigam "sobreviver" a isto.O que devemos fazer é seguir os exemplos de nossos "companheiros" chineses, americanos, argentinos e outros.....Só se respeitam os que sabem se impor.Os "bajuladores", os "bonzinhos", os de "conversa mole" são muito aplaudidos mas pouco conseguem, em termos práticos, de dividendos aos países que representam. Façamos como "los hermanos"....hay que endurecer pero sin perder la ternura!

Obrigada, Dr. Gilberto Aparecido Américo. Eu ia...

Maria Lima (Advogado Autônomo)

Obrigada, Dr. Gilberto Aparecido Américo. Eu ia comentar umas coisinhas, li seu texto... já assinei, junto. Maria Lima

Uma hora é a China, noutra a Rússia, depois a I...

Gilberto Aparecido Americo (Advogado Autônomo - Criminal)

Uma hora é a China, noutra a Rússia, depois a Indonésia e agora "los hermanos". Sempre muda o pé mas a bola é sempre o Brasil (as metáforas futebolísticas estão em moda). Será que não está na hora de esquecer um pouco da tal globalização (ou seria ¨bolização¨?) e tentar resolver os problemas com atividades internas ? Segundo dizem, produzimos quase todo o petróleo que gastamos, as fontes para fornecimento de energia elétrica são inesgotáveis e a capacidade para alimentar a nação é incontestável. Acredito que tenhamos "know-how" para produzir praticamente todos os bens de consumo postos à nossa disposição. Então, até quando vamos continuar "levando ponta-pés" e pagando a todos aqueles que nos "chutam" bilhões e bilhões de dólares a título de juros provenientes de dívidas que nem sabemos se já não foram pagas. Tudo é tolerável, menos a maldade de "los hermanos". Primeiro, chamam-nos de "macaquitos"; depois recusam-se a comprar as "nossas" máquinas brancas trazidas diretamente do oriente, mas "montadas" em selvas que a "bolização" quer tornar internacionais. Enquanto isso "la nave ("sucatão") va". Gilberto Aparecido Américo advogado

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