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Mais de 80% são reprovados em Exame da Ordem em São Paulo

O índice de reprovação na OAB paulista subiu. Dos 21.600 inscritos na prova do 123º Exame de Ordem para Bacharéis de Direito de São Paulo, 2.878 foram aprovados -- apenas 13.32% do total. A lista com os nomes dos aprovados foi divulgada, nesta terça-feira (6/7), no site da OAB paulista.

O resultado comprova que houve uma queda acentuada no número de aprovações em relação à última avaliação. No 122º exame, em março deste ano, a entidade aprovou, aproximadamente, 10 mil dos 29.734 participantes.

Segundo dados da OAB, Santa Catarina tem 87,23% de reprovados.

Mato Grosso tem 79% de reprovação e o Amazonas, 61%.

Anualmente, a Ordem dos Advogados do Brasil faz três provas -- abril, agosto e dezembro. O Exame da foi criado para avaliar o conhecimento dos bacharéis em direito logo após a conclusão do curso de graduação. No início, a prova era aplicada somente para os concluintes que não tivessem dois anos de estágio comprovados na área jurídica.

Confira o índice de reprovação em dez estados brasileiros

OAB-MT - 79% reprovados

OAB-BA - 45,23% reprovados

OAB-AM - 61% reprovados

OAB-SC - 87,23% reprovados

OAB-RN - 69% reprovados

OAB-PR - 86% reprovados

OAB-TO - 79% reprovados

OAB-PA - 70% reprovados

OAB-GO - 75,68% reprovados

OAB-DF - 57,47% reprovados

Revista Consultor Jurídico, 7 de julho de 2004, 12h31

Comentários de leitores

3 comentários

É uma dura realidade, porém nem mesmo o exame g...

Maria Julia de Souza ()

É uma dura realidade, porém nem mesmo o exame garante a presença de profissionais éticos e comprometidos com os fundamentos da profissão.

O problema tem raízes profundas. Em primeiro lu...

Sérgio Niemeyer (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

O problema tem raízes profundas. Em primeiro lugar a cultura coimbrã de que todos necessitam de um diploma de curso superior para ser alguém na vida, que não passa de uma grande ilusão. Em segundo, hoje em dia, o aluno chega ao curso superior muito mal formado, sem nenhuma condição de estar cursando uma faculdade. A grande maioria não sabe ler, escrever nem falar o próprio idioma corretamente. E aqui refiro-me àquele conhecimento mínimo necessário para exprimir adequadamente o pensamento, o que impede até mesmo o próprio raciocínio como operação da inteligência. São praticamente analfabetos funcionais. Terceiro, falta aos ingressos no curso superior maturidade. Esperam dos professores uma didática e uma atitude similar à dos professores do colegial (ou ensino médio), ou seja, aquele professor que passa toda a informação de modo bem "mastigado", quase banal, que escreve na lousa e ensina por meio de exemplos, o que no meu modesto sentir é medíocre, pois os exemplos, que devem poucos, servem ao propósito de facilitar a apreensão dos conceitos, estes ensinados com toda sua abstração. Isto é importante para que o aluno de curso superior aprenda a raciocinar e identificar os casos concretos por meio da subsunção a um modelo conceitual geral e abstrato. Quarto, embora aceitável que num sistema capitalista a educação seja um comércio, não pode ser prestada com despego à ética. O ensino há de ser eficiente, sério. Não se pode pretender fingir ensinar e esperar do aluno que finja aprender, porque isso torna o ensino uma farsa. Todavia, a proliferação desenfreada de cursos de direito pelo País (hoje são mais de 800), simplesmente solapou a ética. É que a faculdade que reprova os discentes perde-os para aquela que os aprova independentemente de terem ou não condições de progredir no curso. Ora, isto representa perda de receita de uma em proveito da outra, o que contraria os interesses capitalistas em jogo. Por outro lado professores com um ideal pedagógico sério não conseguem colocar-se no mercado; a remuneração é pífia, em torno de R$ 20,00 a hora/aula, o que de resto é absolutamente desestimulante. Tudo isso conspira para uma degradação generalizada dos valores morais da sociedade, já que os professores seguem as diretrizes traçadas pelo empregador, e entre aqueles figuram juízes, promotores e advogados complacentemente engajados, sem nenhum poder de insurgência. Simplesmente uma vergonha! Mudar o rumo das coisas exige uma nova consciência. (a) Sérgio Niemeyer

E assim caminha a humanidade.....Enquanto não a...

Angelo Moacir de Matos Oliveira ()

E assim caminha a humanidade.....Enquanto não acabar com esse industria de faculdade de direito, vai ser assim e para pior ano a ano, se Deus quiser!!

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