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Fora do trono

Promotor José Carlos Blat é afastado em São Paulo

O promotor José Carlos Blat, estrela do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), foi afastado pelo procurador-geral de Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Guimarães Marrey. Ele atuará agora no Fórum Criminal da Barra Funda.

Blat ficou famoso com o caso da favela Naval, em 1996. No ano seguinte chegou a São Paulo, onde foi pontificar no fórum da Penha. Em 1998, entrou para o Gaeco. Nessa ribalta ele brilhou até segunda-feira (16/2).

Não é de hoje que ele vinha tendo problemas. A Corregedoria o investigava por uma suposta tentativa de livrar-se de multas no Detran e, segundo notícia veiculada na semana passada, por ter sido flagrado usando um carro com chapa fria em que transportava um investigado da Polícia. A constatação foi feita pela Polícia Militar que levou o caso à Corregedoria do MP estadual.

Marrey afastou, no ano passado, os promotores Roberto Porto e Marcio Sérgio Christino por terem entregado uma fita com depoimentos do traficante Fernandinho Beira-Mar para a Rede Globo. Os depoimentos foram exibidos no Fantástico.

Revista Consultor Jurídico, 17 de fevereiro de 2004, 20h39

Comentários de leitores

12 comentários

Nobres colegas operadores do Direito...não nos ...

Paulo Stanich Neto ()

Nobres colegas operadores do Direito...não nos equivoquemos em crucificar o promotor Blat tampouco o Procurador Geral de Justiça...esperemos a coclusão das investigações...no entanto...exigemos que o resultado não seja varrido para debaixo do tapete , como sempre acontece.

Árduos são os momentos em nos deparamos com not...

Stanley Marx ()

Árduos são os momentos em nos deparamos com notícias dessa natureza, não por acreditarmos no que é veiculado, mas por termos a necessidade de exercício pssiquíco no sentido de alcançar o cerne de tal questão, e não ater-se simplesmente à forma que se nos apresenta como verdade que parece não mais existir em nosso país. Tivemos presidente sociólogo que pediu para que rasgassêmos o que escrevera; agora, um trabalhador que caminha de mãos dadas com o que há de mais reacionário, permitindo que o povo seja vergastado por uma economia que mais se amolda ao contexto do liberalismo pernicioso, voando mais que o seu antecedente, tão acrimoniosamente criticado por este, enfim, deleitando-se no caviar e bebidas mil que, efetivamente, já o fizeram esquecer as origens. Ah!, a propósito, lendo diuturnamente Maquiavel... Sinceramente, acreditar que um homem como o Promotor Blat tenha cometido erros primários em sua conduta ilibada é simplesmente passar a vegetar em cima da descrença absoluta, sem nos descurarmos do adágio consignado pelo inesquecível Pontes de Miranda: "Há convicção, que nos faz lastimar os nossos contemporâneos: querem ordem nas ruas e nsa fronteiras sem a terem na alma". O Brasil precisa de menos carnaval, mais atuação do MP, em toda as instâncias, mais, muito mais políticos desempregados, de preferência morrendo de fome, se é que é possível tal utopia..., e de vergonha, muita vergonha na face desses cidadãos que desfilam por sobre o poder e já não sabem mais o que fazer, a não ser, é claro utilizar táticas do regime stalinista... Infelizmente, mais difícil ainda é acreditar em algo que dimana da nossa polícia, que, por razões mil, acabou por perseguir o reto em detrimento do aleijado... Esperamos que o Blat seja agraciado com a oportunidade de melhor esclarecer tal questão, pois que acreditamos ser ainda possível almejar algo além dos escândalos que parecem não mais envergonhar o brasileiro... Onde o caso Banestado??? Em terra de cego, quem tem um olho é mesmo tido por gênio. Cheira-nos, tal caso, a crônica de uma morte anunciada... O Blat é homem sério e, pois, credor de nossa mais prestimosa estima e solidariedade. Esperemos e trabalhemos!

Caro estudante Paulo Gomes Freitas, conforme be...

Hermes Soares (Advogado Autônomo - Trabalhista)

Caro estudante Paulo Gomes Freitas, conforme bem salientado pelo Dr. Ivan Ricardo, não se silencie por medo de represálias, pois o tempo da ditadura já passou, e se vc quer mesmo exercer uma função pública de tamanha importância como a de um Juiz (independente de federal ou estadual, pois ambos contribuem com uma sociedade justa dentro dos limites da razoabilidade), seu silêncio representará sua primeira injustiça como julgador, mesmo antes de exercer o tão sonhado cargo que o Sr. deseja. Portanto, independente de cargo ou função exercida, o cidadão tem todo o direito de se manifestar a respeito de fatos públicos que tragam indignidade para a sociedade. Quanto ao caso acima, devemos antes de tudo respeitar o princípio da ampla defesa, ora se o D. Promotor foi transferido para o Forum da Barra Funda, não vejo como uma penalidade, mas sim como promoção. O D. Promotor apenas foi retirado de evidência da imprensa, podendo ser inclusive uma tática de proteção do Ministério Público aos seus membros, que por tamanha repercursão de suas investigações, acabam sendo alvos das organizações criminosas investigadas. Portanto prefiro evitar julgamentos antecipados, quanto a conduta do membro do M.P.

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