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Cachimbo da Paz

Polícia Federal resolve dar trégua ao governo Lula

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A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) -- que parou a corporação por quase 60 dias de greve -- está fumando o cachimbo da paz com o governo. A expressão máxima dessa trégua ocorreu nesta quarta-feira (15/12), em Brasília, quando a Fenapef prestou homenagem ao ministro Márcio Thomaz Bastos.

"Agora queremos mostrar ao governo nossa admiração pelas operações bem-sucedidas da PF. Não há mais confronto. Estamos sendo respeitados e ouvidos", diz Francisco Carlos Garisto, presidente da Fenapef.

"Os representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais se reuniram na tarde desta quarta-feira, 15, com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. No encontro os policiais entregaram uma placa homenageando o ministro por conta do trabalho que ele vem realizando a frente do órgão. Além de representantes da Fenapef, representações dos delegados e dos peritos criminais participaram da reunião", disse Garisto.

Para o presidente da Fenapef, Francisco Carlos Garisto, apesar dos embates ocorridos durante o período da greve, o ministro da Justiça tem se empenhado em buscar um orçamento melhor e melhores condições de trabalho para a Polícia Federal. "Queremos que o ano de 2005 seja muito diferente e melhor do de 2004, para que possamos fazer mais pelos policiais federais que estão realizando um trabalho magnífico em prol da sociedade brasileira" disse o presidente da Fenapef.

Garisto destacou também que a presença dos delegados e peritos na reunião serve para demonstrar "que a reunião do dia 14 em Brasília teve reflexos imediatos na união das categorias".

A primeira reunião de representantes das categorias que formam o Departamento de Polícia Federal, foi encerrada no início da noite da terça-feira, 14, com aquilo que a Fenapef considera "um saldo positivo". Francisco Carlos Garisto destaca a importância do encontro para todos as categorias. "Conseguimos abrir o diálogo e chegar a um denominador comum. Isso é importante para nós, policiais federais e para o Departamento como um todo" frisou o presidente da Fenapef.

Os quatro pontos acordados pelas categorias nesta primeira reunião são os seguintes:

Lei Orgânica: Segundo o compromisso firmado entre as categorias, a proposta de Lei Orgânica da Polícia Federal, a ser encaminhada pelo ministério da Justiça, será analisada conjuntamente pelos representantes das entidades representativas do DPF.

Campanha salarial: O encontro chegou a um acordo sobre a Campanha salarial de 2005. Conforme o pacto selado pelos representantes das categorias funcionais do DPF, a campanha salarial deverá ser discutida por todos na busca de métodos e estratégias conjuntas.

DPF: Os representantes das entidades chegaram a um acordo quanto a ação para a qualificação do Departamento de Polícia Federal. Todos os representantes irão atuar no sentido de garantir mais recursos visando o aprimoramento do órgão e melhores condições de trabalho para os policiais. Além disso, os policiais irão também trabalhar na busca de soluções para o pagamento das dívidas da PF.

Pacto: As categorias selaram um pacto para cessar as hostilidades entre as categorias do DPF. O pacto vale para todo o país e visa garantir o entendimento.

O encontro já definiu a próxima reunião das categorias que deve acontecer no início de 2005.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 16 de dezembro de 2004, 10h13

Comentários de leitores

2 comentários

Corretíssimo Doutor GILBERTO !

Pascoal Ditura ()

Corretíssimo Doutor GILBERTO !

O subtítulo da matéria está totalmente equivoca...

Gilberto Aparecido Americo (Advogado Autônomo - Criminal)

O subtítulo da matéria está totalmente equivocado visto que confunde um órgão público com uma federação sindical. Aliás, a notícia induz os leitores a pensar que os dirigentes do Departamento de Polícia Federal prevaricam a partir do momento que dão "trégua ao governo Lula", o que não corresponde a verdade e tampouco é mencionado no corpo do informe, mesmo porque o orgão em questão investiga pessoas, às vezes ocupantes de cargos públicos, não instituições. Gilberto Aparecido Américo advogado

Comentários encerrados em 24/12/2004.
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