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Fim do caminho

Superintendente da Polícia Federal em SP pede demissão

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O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Francisco Baltazar da Silva, pediu demissão do cargo no final da manhã desta terça-feira (24/8). Ele oficialmente considera que tem sua "missão cumprida".

Baltazar foi indicado ao cargo pessoalmente pelo presidente Lula, de quem foi segurança na campanha presidencial. Mas vinha sofrendo "frituras" por parte do Ministério da Justiça e do diretor da PF, Paulo Lacerda, que o acusavam de manter ligações com o doleiro Antonio Claramunt, o Toninho da Barcelona. O doleiro foi preso semana passada na Operação Farol da Colina.

As mais importantes operações recentes da Polícia Federal em São Paulo, a Anaconda (sobre comércio de decisões judiciais) e a Farol da Colina (sobre doleiros e remessa ilegal de dinheiro para o exterior) foram pilotadas de fora para dentro, ou seja, a partir de Brasília e com agentes de outros estados. No caso da Anaconda, delegados que detinham postos-chaves na estrutura da Superintendência paulista da PF acabaram presos.

A gota d’água para a saída de Baltazar, extra-oficialmente, foi a prisão temporária do delegado Carlos Fernando Braga, no último sábado (21/8), acusado de ter vazado informações da operação Farol da Colina. Braga era chefe do combate aos narcóticos, em São Paulo, e gozava de inteira confiança de Baltazar.

Segundo o Ministério Público Federal, uma escuta telefônica revelou conversa entre Toninho da Barcelona e o delegado Braga. Na ligação, o delegado teria informado ao doleiro detalhes sobre as operações, que executou pedidos de busca e apreensão e prisão temporária de pessoas envolvidas com o esquema de lavagem de dinheiro.

O MPF pediu, nesta terça-feira (24/8), a prisão preventiva de Braga. A prisão temporária tem validade de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. No caso da preventiva, não há prazo estipulado pela lei. O pedido de prisão preventiva baseia-se na suspeita de violação de sigilo funcional, prevaricação e formação de quadrilha.

São cotados para substituir Baltazar: os delegados Marco Antônio Veronezzi e o ex-superintendente da Polícia Federal, no Paraná, Jaber Makul Hanna Saadi.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 24 de agosto de 2004, 12h49

Comentários de leitores

15 comentários

Todos os que queriam a derrubada do Dr. Baltaza...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Todos os que queriam a derrubada do Dr. Baltazar tiveram o desiderato alcançado, e agora têm de mostrar que são melhores do que ele, especialmente apurando quem teria se utilizado dos doleiros, doa a quem doer. Vamos aguardar os acontecimentos, rezando para que nenhum dano resultante de ação por caso fortuito venha a afetar o acervo recolhido. Já que Brasília não tem doleiro, maior contingente pode permanecer em São Paulo para agilizar a emissão da "lista" dos remetentes e destinatários da moeda ao exterior. Por uma questão de equidade, a imprensa deverá publicar a listagem em primeira mão, afinal de contas, austreridade é austeridade.

É possível que um veículo de informação, Consul...

Georges P. Sellinas ()

É possível que um veículo de informação, Consultor Jurídico, de alto respeito e prestigio que o caracteriza, apontar como provável substituto do delegado Francisco Baltazar da Silva, superintendente do DPF/SP, o delegado Marco Antônio Veronezzi, desprezando inúmeras acusações que toda imprensa brasileira, apontou contra ele, durante os últimos 15 anos!!! Tal comportamento dedico à dois fatores: 1º - Marco Antônio Veronezzi, por ser afiliado (apadrinhado), do delegado e atual senador Romeu Tuma e beneficiado por recomendações de amigos destacados atualmente no poder, e ainda amigo influente do juiz preso João Carlos da Rocha Mattos, acusado por vendas de sentenças no habito nacional, não excluindo inclusive seus recíprocos favorecimentos ao empresário Law Kim Chong, amplamente apontados nas gravações telefônicas da Operação Anaconda pela Polícia Federal. 2º - Por desinformação apesar dos grandes destaques e acusações da imprensa brasileira que figuram nos sites: www.intocaveis.com.br - www.anakonda.com.br - www.sellinas.com.br e outros Georges P. Sellinas

É incrivel como proliferam pessoas, inclusive b...

Marin Tizzi (Professor)

É incrivel como proliferam pessoas, inclusive bacharelados em direito, que condenam apenas pelo fato da mídia tê-lo feito. Aprendi que um dos princípios básicos da Constituição é que ninguem pode ser considerado culpado antes de condenado definitivamente, em última instância, pela Justiça. Talvez na prática a coisa seja diferente, porque o que se vê é bem diferente. Veja-se o caso de Ibsen Pinheiro. Somente 11 anos depois é que veio a retratação da imprensa, o que é raro. Quantos mais foram e serão julgados e condenados pela mídia, sem que haja retratação? É uma pena que seja assim.

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