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Mais fogo

Procuradores também criticam Diagnóstico do Poder Judiciário

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também publicou nota em que critica o Diagnóstico do Poder Judiciário, divulgado na segunda-feira (16/8) pelo Ministério da Justiça.

Na nota, os procuradores apóiam a manifestação da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), que criticou duramente o levantamento. Os juízes classificaram os dados de equivocados e afirmaram que o estudo não tem transparência.

Segundo a ANPR, é "imprescindível a realização de estudos sobre os problemas hoje existentes, tendo como base dados efetivos, colhidos com precisão".

Leia a nota

NOTA OFICIAL

A ANPR – Associação Nacional dos Procuradores da República, tendo em vista a divulgação, pelo Ministério da Justiça, do documento intitulado “Diagnóstico do Poder Judiciário”, e considerando, ainda, a manifestação da Associação dos Juízes Federais – AJUFE, apontando, com absoluta pertinência, equívocos contidos em tal estudo, dentre eles a exclusão da estatística de produtividade dos Juizados Especiais Federais, o cômputo de todos os cargos de magistrados federais como se preenchidos estivessem, bem como a imprecisão dos dados relativos à sua remuneração, vem manifestar seu apoio aos Juízes Federais e externar a preocupação com a utilização açodada das conclusões daquele estudo, pois, na forma em que veiculadas, desqualificam a necessária discussão quanto aos reais problemas de funcionamento do sistema judiciário brasileiro.

A ANPR, coerente com sua posição, entende imprescindível a realização de estudos sobre os problemas hoje existentes, tendo como base dados efetivos, colhidos com precisão, que espelhem a realidade e permitam a manutenção do foco do debate, cujo objetivo há de ser o fortalecimento da Justiça brasileira, como mecanismo de consolidação da democracia.

Brasília, 17 de agosto de 2004

NICOLAO DINO DE CASTRO E COSTA NETO

PRESIDENTE

Revista Consultor Jurídico, 19 de agosto de 2004, 20h53

Comentários de leitores

8 comentários

Partindo do princípio de que esta página é aces...

JA Advogado (Advogado Autônomo)

Partindo do princípio de que esta página é acessada majoritariamente por estudiosos do Direito, e após ler os comentários feitos até aqui, parece-me que seria recomendável aos procuradores colocar os ouvidos na janela e ouvir que música o povo está tocando. É possível sentir no ar uma sinfonia parecida com a marselhesa tocada às portas de Versailles: quando os nobres acharam que era uma acalentadora serenata, sequer reconheceram o principal instrumento que viram chegando às portas do palácio - idealizado pelo francês Guilhotin, cidadão oriundo da classe média. E deu no que deu. Depois ocorreu um pequeno replay na Rússia, em 1917, e mais tarde na Romênia, na década de 1980. Não custa dar uma olhada na bússola de vez em quando e verificar para onde caminha a sociedade.

Ás vezes, aqui embaixo, tenho a impressão que o...

Mauro Garcia (Advogado Autônomo)

Ás vezes, aqui embaixo, tenho a impressão que o Judiciário se tornou um fim em si mesmo (o mesmo elogio para o MP). Em todos os detalhes se observa o completo distanciamento da missão de servir a sociedade em que se insere. Até mesmo na reserva de vagas de estacionamento nos melhores locais para juízes e serventuários e por aí vai. Se os exmos. juízes despejassem tanta energia na melhoria dos serviços prestados pelo judiciário como empenharam na garantia de seus direitos corporativos como se viu na reforma da previdência, com certeza não teriamos processos judiciais com longevidade de adolescentes. Isto sem falar no consumo desenfreado de recursos públicos orçamentários os quais poderiam ser melhor aplicados no resgate de brasileiros necessitados.

Estamos vivendo numa republiqueta de bananas, i...

Marin Tizzi (Professor)

Estamos vivendo numa republiqueta de bananas, isso não tem dúvida. Tanto juizes como procuradores ganham acima da média, gostam de aparecer na mídia promovendo espetáculos contra pessoas que sequer foram julgadas, condenando-as previamente através da mídia. Enquanto isso, a revista Época publicou nesta semana um caso rumoroso em que um procurador da republica pediu dinheiro para empresas, como se já não bastasse os altos salários. "Me engana que eu gosto"

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