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Primeira Leitura

Genoino diz que Meirelles e Casseb darão explicações necessárias

Nada a comentar

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esforçou-se ontem para não ser questionado sobre as denúncias que vêm ocupando as revistas semanais de informação, em especial a Veja e a IstoÉ. Numa palestra que estava agendada há mais de um mês pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef), Meirelles falou pouco mais de 20 minutos sobre um tema que hoje lhe é caro: “O Brasil em Rota de Crescimento”. Ele pulou transparências que sustentavam seus argumentos, recusou o almoço e saiu sem falar com a imprensa.

Só a comemorar

Meirelles disse que “a produção industrial do Brasil está no pico histórico e ainda crescendo”, o que, segundo ele, “indica mais solidez e algo mais desafiador”. Ele destacou ainda o fato de, pela primeira vez em muito tempo, a economia apresentar superávit em conta corrente em momento de crescimento econômico.

Também não falo

Outro que ignorou a imprensa ontem foi o diretor de Política Econômica do BC, Afonso Beviláqua, que também participou do evento do Ibef, só que no Rio. E ainda pediu aos jornalistas que não presenciassem sua apresentação, no que, obviamente, não foi atendido.

Tropa-de-choque

Enquanto Meirelles evitava jornalistas, uma tropa-de-choque petista buscava a imprensa para defendê-lo. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) atribuiu as denúncias contra o presidente do BC e também contra o presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, à proximidade das eleições municipais. O presidente nacional do PT, José Genoino, declarou-se convencido de que Meirelles e Casseb darão as explicações necessárias e atribuiu o ruído político à oposição. Leia mais a respeito no site www.primeiraleitura.com.br.

Guilhotina

O presidente do Ibef, Walter Machado, também saiu em defesa de Meirelles e da equipe econômica. Ao lado do presidente do BC disse que a sociedade deve contribuir com críticas construtivas e cobranças pontuais. Mas advertiu: “Vamos contribuir, porém jamais resvalando para o populismo, jogando para a platéia através de atitudes irresponsáveis que, nas últimas semanas, vêm sendo disseminadas, promovendo a barbárie, travestidas de Robespierres em busca de seus Dantons”.

Corações e mentes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem o acordo preliminar celebrado na Organização Mundial do Comércio. “Conseguimos, por fim, sensibilizar corações e mentes americanos e europeus, e o subsídio já não é mais um entrave tão grande para que nós possamos exportar determinados produtos em que temos vantagens comparativas”, disse.

Mas e o bolso?

De fato, o Brasil conquistou a imprensa estrangeira e foi pintado com um dos negociadores chave na obtenção do acordo. Falta agora convencer americanos e europeus a realmente meter a mão no bolso. O acordo na OMC é apenas preliminar. É assim uma espécie de promessa sem data certa para ser cumprida. Mas, sim, é um avanço. Antes nem promessa havia.

Assim falou... Henrique Meirelles

“Eu sou uma pessoa focada no resultado. O importante são os resultados concretos que conseguimos.”

Do presidente do Banco Central em evento no qual evitou comentar as denúncias que foram publicadas pelas revistas IstoÉ e Veja.

Dois pesos

Na semana passada, uma notinha publicada no site do PSDB, logo retirada, trazia o título “Dona Marta e seus dois maridos” e afirmava que o senador Eduardo Suplicy, ex-marido da prefeita, fizera um “papelzinho ridículo” ao participar de um ato de campanha. Com a ajuda do colunismo alinhado e/ou politicamente correto, transformou-se uma notinha besta numa grave afronta à vida pessoal da prefeita. Não custa observar que, de fato, a nota é contraproducente e desastrada. Tanto a direção do PSDB como o próprio Serra repudiaram a nota. Sobre o caso, cabe notar uma contradição. Marta Suplicy pode, ela própria chamar Serra de “vampiro”, e isso passa por linguagem corriqueira de campanha eleitoral.

A (des)qualificação tem servido para instruir a militância de rua, que utilizou o bordão para atacar o candidato tucano numa caminhada na Vila Maria. O colunismo sócio do poder e/ou politicamente correto não se indignou. Imaginem um grupo de tucanos, ou de gente paga pelo tucanato, cercando a prefeita na rua aos gritos de “Dona Marta e seus dois maridos!” Seria uma baixaria inaceitável, não é mesmo?

* A coluna é produzida pelo site www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 3 de agosto de 2004, 15h22

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