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Primeira Leitura

Moradores da Rocinha querem dia do emprego e do saneamento básico

Retrato do Brasil – 1

Em meio à realização do Dia do Carinho, iniciativa da ONG Viva Rio, que levou cerca de 250 voluntários, entre celebridades e socialites, para demonstrar solidariedade aos moradores da Rocinha, um tiroteio na favela deixou um traficante morto e dois policiais militares feridos.

Retrato do Brasil – 2

Os voluntários levados à Rocinha pela ONG foram hostilizados pelos moradores, que disseram querer o “dia do emprego” e o “dia do saneamento básico”.

Nos EUA...

Alan Greenspan, presidente do Fed (banco central americano), deu mais uma lição de competência. Em depoimento ao Congresso, ele comprometeu-se com um diagnóstico — “Como já observei antes, a taxa [de juros] deverá subir em algum momento para evitar pressões para que os preços venham eventualmente a subir” —, mas manteve a liberdade de atuação, ao não definir uma data para o ajuste.

...e aqui

No Brasil, o BC faz o oposto. Sua avaliação sobre os riscos inflacionários se choca com a decisão de cortar a taxa em 0,25 ponto percentual. Assim, enquanto o diagnóstico não justifica a ação, o BC faz exatamente o que o mercado espera.

Em resumo

Enquanto o Fed organiza as expectativas, dá norte e promove o ajuste, o BC brasileiro, a despeito da sua arrogância discursiva e estatística, desorganiza as expectativas e tira credibilidade da política de corte de juro.

No altar do ajuste fiscal

O FMI cobrou medidas de ajuste do governo Bush, disse que o déficit dos EUA é insustentável e que pode pôr em risco o crescimento global. No caso do Brasil, o economista-chefe do Fundo, Raghuram Rajan, disse que o país tomou as medidas necessárias e está “no sólido caminho para a recuperação”.

Sob pressão

Rajan voltou a lembrar, porém, que o Brasil continua a ter “vulnerabilidade significativa” por conta da dívida, particularmente “no caso de uma deterioração nas condições do mercado financeiro” ou de uma interrupção na agenda de reformas.

Retórica do delírio – 1

O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral) recorreu a uma certa “autoridade democrática” para negar que o governo Lula seja leniente com as invasões promovidas pelo MST. “No passado, os movimentos sociais chegaram a ser criminalizados, mas o governo atual respeita a legitimidade dos movimentos”, afirmou.

Retórica do delírio – 2

Já o ministro Aldo Rebelo (Coordenação Política) preferiu recorrer a outra justificativa-padrão: disse que a crise social foi “herdada” pelo governo Lula.

Assim falou... Luiz Inácio Lula da Silva

“Eu, quando vejo minha sogra ir na Caixa Econômica Federal levar a aliancinha dela, levar o colar dela, para penhorar, para ter um dinheirinho para fazer uma coisa extra, isso não vai precisar ser mais feito. Isso vai acabar porque ela pode ir ao banco em que recebe [o benefício do INSS] e pegar um dinheirinho emprestado em suaves prestações.”

Do presidente da República, ao anunciar, pela enésima vez, que vai tomar medidas para baratear o crédito para os aposentados.

Alvo definido

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse ontem estranhar o fato de, na recente onda de invasões promovida por sem-teto na capital paulista, apenas imóveis pertencentes ao Estado terem sido invadidos. Ele evitou acusar diretamente o PT pelas ações, mas frisou que pode haver “politicagem” nas ocupações.

“Só invadiram terreno do Estado, nenhum da Prefeitura. Isso não é uma coisa espontânea. Não estou dizendo que o PT está por trás, mas isso é estranho e precisa ser verificado”, afirmou.

*A coluna é produzida pelo site Primeira Leitura -- www.primeiraleitura.com.br

Revista Consultor Jurídico, 22 de abril de 2004, 15h28

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