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Reprovação em massa

Apenas 24% dos bacharéis goianos passaram no exame da OAB

O presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás, Miguel Cançado, informou o presidente nacional da OAB, Roberto Busato, que o Estado registrou o menor índice de aprovação no exame de Ordem nos últimos seis anos. As estatísticas do último exame em Goiás, feito em dezembro, foram divulgadas neste fim de semana.

Segundo os dados, apenas 24,32% dos 999 bacharéis em Direito que fizeram a prova conseguiram aprovação e vão receber a carteira da OAB. A média de aprovação nos anos anteriores sempre variou entre 38% e 40%.

A seccional goiana manifestou preocupação com o resultado e considera que ele reflete claramente a baixa a qualidade do ensino jurídico em Goiás. "A baixa aprovação no Exame de Ordem denota a importância da campanha que vem sendo promovida pela OAB junto ao Ministério da Educação para que não sejam abertos novos cursos de Direito de má qualidade no nosso Estado e no resto do país", afirmou Miguel Cançado.

Ainda segundo os dados, das onze faculdades que tiveram alunos inscritos no exame, a Universidade Federal de Goiás (UFG) apresentou o maior número de candidatos aprovados. Dos 34 inscritos no exame, 44,12% obtiveram êxito nas provas.

A UFG é a única instituição de ensino de Goiás que figura no "OAB Recomenda", publicação é divulgada pelo Conselho Federal da entidade. Em sua última edição, dos 215 cursos que foram avaliados pela Comissão de Ensino Jurídico, apenas 60 receberam o selo de qualidade da entidade.

A OAB de Goiás está promovendo um novo exame de Ordem. As provas objetivas foram feitas em 28 de março e a prova prática, acessível apenas aos aprovados nos testes objetivos, será no próximo domingo (25/4). (OAB)

Revista Consultor Jurídico, 19 de abril de 2004, 13h54

Comentários de leitores

3 comentários

Sempre fui contrário à preocupação que a OAB te...

Flavio Dias Semim (Advogado Autônomo)

Sempre fui contrário à preocupação que a OAB tem com os cursos jurídicos. Não deveria interferir nesse problema, se o curso ministrado é bom ou ruim, da mesma forma que procedem outras entidades, v.g Ministério Público, Magistratura, Defensoria Pública, etc. Assim como nem todos os estudantes de direito serão juizes, promotores, delegados de polícia, tambem nem todos serão advogados. Portanto, cada qual selecione da melhor forma que lhe aprouver os canditados à exercerem o cargo. Vejo que a OAB/GO está empenhada em selecionar os canditados a advogado com todo o rigor. Merece, por isso, meus aplausos.

Tal citado resultado reflete nada mais que a qu...

Luis F.Barbi ()

Tal citado resultado reflete nada mais que a qualidade do ensino que estes candidatos tiveram, porém, não necessariamente o ensino superior em sí, mas sim, e, principalmente, o ensino fundamental. Bastaria olhar envolta para perceber que a qualidade ou não do profissional não está diretamente vinculada com a instituição que o formou, salvo casos extremos de cursos e faculdades totalmente despreparadas (caça-níqueis), e sim, com a dedicação e interesse em que este cursou sua faculdade. Neste ponto reveste a injustiça de "selos" de qualidade, como este conferido pela OAB, pois por mais criteriosa e imparcial (sem cunho político)que possa ter sido realizada tal avaliação, leva, inconscientemente, à prática de descriminação por algumas pessoas de fácil convencimento. Sobre o estágio profissional, muito embora tenha iniciado juntamente com o início da minha graduação, e perceba certos aspectos positivos de tal ato, acredito que o mesmo só passa a ser interessante para o graduando à partir do 3º ano, onde o aluno já dispõe do conhecimento básico suficiente para interpretar certas situações e aplicar os ensinamentos obtidos em sala de aula, sendo que antes disso, exercerá a função de um verdadeiro "office boy de luxo". Até lá (3º ano), de muito mais valia para o aluno este aprimorar seus estudos, dando ênfase no aprendizado do direito material, para após, ingressar na vertente processual do direito.

A bem da noticia a prova prestada por bachareis...

Alvaro Benedito de Oliveira (Advogado Autônomo)

A bem da noticia a prova prestada por bachareis de Direito junto a OAB, em todo o território nacional, se reveste de caráter capacitatório e comprobatório de estar apto o candidato a exercer o "munus" da advocacia. Assim sendo seu saber jurídico teórico o pode ser suficiente, porem, pouco prático. Desde logo deveriam os candidatos se preocuparem com efetivo estágio durante os últimos anos academicos, vicenciando a pratica e frequentando tribunais, o que fatalmente redundaria em melhor resultado nos exames seletivos e comprobatórios. Bem colocado pelo Dr. Luiz Flavio DUrso presidente da OAB/SP , quando em campanha, que o estagio profissional o deveria se iniciar ao segundo ano da Faculdade. Somente a atuação pratica em estagio pode suprir as deficiencias de ensino

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