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Na pressão

Grevistas vão armar tenda na entrada da Advocacia-Geral da União

A partir de segunda-feira (19/4), os advogados públicos, em greve desde 15 de março, ficarão permanentemente concentrados junto à portaria de acesso ao Edifício Sede da Advocacia-Geral da União, no Setor de Indústrias Gráficas, em Brasília. O início da concentração está marcado para as 11h da manhã.

A comissão de organização da greve instalará a "Tenda do Advogado Público" com toda a infra-estrutura necessária para a sua manutenção – mesas, cadeiras, água e cafezinho, carro de som, entre outros apetrechos. Haverá também estacionamento na lateral da via de acesso ao auditório da Imprensa Nacional e atrás dele.

A tenda será um local de encontro e troca de idéias dos advogados públicos. Ali serão debatidos os rumos da greve, as propostas, contrapropostas e a agenda básica do movimento grevista.

O movimento faz questão de ressaltar que a concentração não trará manifestações hostis a qualquer autoridade pública, mas será "um palco de reivindicação permanente até um desfecho suportável para a greve, com tratamento simétrico entre as carreiras jurídicas da União e em direção à simetria entre as Funções Essenciais à Justiça". (AGU)

Revista Consultor Jurídico, 17 de abril de 2004, 11h13

Comentários de leitores

5 comentários

Essa celeuma e o movimento paredista dos advoga...

Ivan (Advogado Autônomo)

Essa celeuma e o movimento paredista dos advogados da União não me assusta tanto quanto a decisão dos Tribunais Superiores (STF, STJ e TST), que "suspenderam" os prazos processuais enquanto perdurar a greve. E isso me assusta por dois fundamentos insuperáveis: 1) Não há embasamento legal à referida suspensão de prazo, que equivale a objurgável tratamento desigual (nós, advogados comuns, bem sabemos o que acontece se perdermos um prazo); 2) A noção que algum Ministro "inventou", DIGO, invocou - de caso de FORÇA MAIOR - é um engodo jurídico: qualquer pessoa que tenha estudado um pouco de Direito sabe que o caso fortuito e a força maior supõem algum evento para o qual o indivíduo não contribuiu e nem possui condições de evitar. Como sustentar essas premissas se o tal "evento" (greve) É CAUSADO PELO PRÓPRIO BENEFICIÁRIO (o advogado ou procurador grevista)?????? E depois dizem que nossas Cortes Superiores não são POLÍTICAS....

Olhem o que deu no Claudio Humberto de hoje: ...

João Marcos Mayer (Advogado Assalariado - Ambiental)

Olhem o que deu no Claudio Humberto de hoje: Bola sete Após atacar o projeto enviado por Lula ao Congresso, fixando “gratificação de incremento” para Procuradores da Fazenda Nacional, poucos apostam na permanência Álvaro Ribeiro Costa na Advocacia-Geral da União.

Essa história de que "recuperaram" tantos milhõ...

Carlos Eduardo ()

Essa história de que "recuperaram" tantos milhões, data venia, é balela. Fizeram apenas a obrigação e são pagos para isso. Outra coisa que não dá para entender: pelo pouco que entendo de Direito, em todo concurso público o edital é chamado A LEI DO CONCURSO. E todos sabiam previamente qual seria sua remuneração e aceitaram, aderiram ao edital, e assinaram o "contrato" com a União. Então que advocacia em causa própria é essa que quer a aplicação de outras leis, outros critérios, outras "equiparações", etc - sendo que nada disso estava previsto e não faz parte do contrato de trabalho ? Já não chega a estabilidade e a remuneração acima do que paga o mercado de trabalho ? Há tantos advogados desempregados hoje que se abrissem um concurso para procurador com vencimentos pela metade dos atuais, haveria filas quilométricas. Por favor, pessoal - falo como contribuinte que paga impostos além do suportável - receita federal não é para pagar salários e sim para realizar obras e executar serviços de interesse da espoliada e cansada sociedade brasileira. Pensem nisso e voltem ao trabalho ou mudem de ramo.

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