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OAB faz ranking de faculdades

OAB-SP divulga ranking das melhores faculdades paulistas

Pela primeira vez as faculdades de Direito do estado de São Paulo foram submetidas a uma avaliação objetiva, ainda que por método indireto. A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil divulgou, em pesquisa inédita, o ranking das instituições que tiveram maior número de ex-alunos aprovados no 107º Exame de Ordem, realizado em dezembro do ano passado. Foram consideradas, para a formação do ranking, as escolas que tiveram acima de oitenta bacharéis inscritos entre os mais de 15 mil candidatos.

A campeã em aprovações foi a Universidade de São Paulo, que apresentou excelente nível de aproveitamento. De cada 100 inscritos formados pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco 93 foram aprovados na 1ª fase do exame. A segunda posição coube à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que obteve aprovação de 89% dos ex-alunos inscritos. Em terceiro aparece o Mackenzie, outra tradicional universidade da capital, com 77% de aprovação.

Coube à Universidade de Guarulhos o pior desempenho entre as faculdades com mais de oitenta alunos inscritos. De cada 100 bacharéis formados pela UnG apenas 19 passaram para a 2ª fase do exame. A penúltima colocação ficou com a Uniban, com um índice de pouco mais de 20% de aprovação.

Na estatística geral o resultado continua fortemente desfavorável às escolas particulares de Direito. No placar geral, apenas 46,86% do total de inscritos foram habilitados a prosseguir para a 2ª fase do exame. Enquanto a USP, PUC-SP e Campinas, Mackenzie e Unesp aprovaram 81,90%, as outras 40 faculdades avaliadas, a maioria particulares, aprovaram em média 44% de seus bacharéis. O resultado final do exame será divulgado pela entidade no dia 12 de março. Houve, no entanto, uma pequena melhora em sobre o exame anterior, quando o índice de reprovação geral foi de 70%.

"Usina de bacharéis"

Os números endossam recente crítica feita pelo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Reginaldo de Castro, que definiu a precária qualidade da maioria das escolas de direito no país como "usina de bacharéis". Castro tem se mostrado temeroso com o aumento desenfreado do número de faculdades de direito e com a baixa qualidade dos cursos ministrados por essas instituições.

O problema será levado pelo presidente da OAB, na próxima terça-feira (9/2), ao ministro da Educação Paulo Renato de Souza. Uma das sugestões de Castro é que o governo adote critérios mais rigorosos para a abertura dos cursos de Direito, que formaram mais de 44 mil bacharéis no ano passado. Desse total, menos da metade foram aprovados nos exames da OAB.

De acordo com dados da Ordem, existem cerca de 300 cursos de Direito no Brasil, quase o dobro do que existe nos Estados Unidos, que tem 181 cursos, mesmo com uma população muito maior.

Para Reginaldo de Castro o excesso de faculdades está deteriorando a qualidade dos advogados e, em conseqüência, da própria Justiça. "Montar uma faculdade de Direito é um negócio muito bom; é melhor do que vender contrabando de eletrônicos nas ruas. A coisa chegou a tal ponto que no Piauí tentaram criar um curso de Direito pré-matutino, com aulas das 4 às 7h da manhã", alertou Castro.

Veja a relação das Instituições e a porcentagem de candidatos aprovados em cada uma delas.

USP - 93,07%

PUC-SP - 89,40%

Mackenzie - 77,84%

PUC- Campinas - 74,83%

Universidade Estadual Paulista - 74,39%

Araraquara - 65,93%

São Bernardo do Campo - 63,33%

Bauru - 63,08%

Universidade Católica de Santos - 62,99%

Sorocaba - 62,41%

Franca - 61,73%

Presidente Prudente - 58,45%

Marília - 58,45%

FMU - 53,31%

Padre Anchieta de Jundiaí - 52,74%

Alta Paulista- Tupã - 51,92%

Araçatuba - 51,76%

Itu - 51,18%

Faculdades Integradas - 50,99%

São Judas Tadeu - 50,41%

Universidade de Taubaté - 49,33%

Univ. Metodista de Piracicaba - 48,13%

Universidade Paulista - 46,94%

Itapetininga - 46%

Pinhal - 45,60%

Osasco - 45,10%

Fundação Octavio Bastos - 43,02%

Universidade Metrotolitana Santos - 42,86%

Univ. Camilo Castelo Branco - 41,88%

USF- SP - 41,08%

Universidade de Ribeirão Preto - 39,72%

Universidade de Marília - 39,25%

Vale do Paraíba São José dos Campos - 38,28%

Universidade Ibirapuera - 37,19%

USF- Bragança - 36,79%

São Carlos - 36,53%

Unicsul - 35,40%

Univ. da Cidade de São Paulo - 34,39%

Universidade Oeste Paulista - 33,21%

Braz Cubas - 30,01%

Fac. Integradas de Guarulhos - 29,04%

Universidade de Mogi das Cruzes - 23,30%

Universidade do Grande ABC - 21,18%

Uniban- SP - 20,75%

Universidade de Guarulhos - 19,19%.

Revista Consultor Jurídico, 5 de fevereiro de 1999, 0h00

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