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Atividade classista

Se não houver prejuízo jurisdicional, juiz pode tirar licença paga

Se não houver prejuízo jurisdicional, os juízes podem sair em licença remunerada para atuar em cargos de entidades de classe. Assim entendeu o Conselho Nacional de Justiça ao autorizar a juíza do trabalho Maria Rita Manzarra a atuar na diretoria de Prerrogativas e Assuntos Jurídicos da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) do Rio Grande do Norte por um mês.

A decisão foi tomada na terça-feira (14/2), no Procedimento de Controle Administrativo 0006562-93.2016.2.00.0000. No PCA, a Anamatra questionou a negativa, por 4 a 3, do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (RN) à concessão de licença remunerada à juíza do trabalho. A licença associativa é prevista no artigo 1º da Resolução CNJ 133/2011.

Para a associação, o ato não foi ratificado em razão porque alguns desembargadores discordam da resolução editada pelo CNJ. O TRT-21, ao negar a licença, alegou prejuízo à prestação jurisdicional e aos cofres públicos por resultar em “ócio de juízes em Brasília para exercício de política sindical”.

Segundo a juíza do trabalho, a decisão do TRT-21 afrontou a Constituição Federal, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) e a resolução do CNJ. O relator da liminar, conselheiro Luiz Cláudio Allemand, afirmou que o afastamento da magistrada não traria prejuízo ao jurisdicionado, pois a comarca onde ela atua conta com um juiz auxiliar fixo.

Por isso, continuou Allemand, não havia a necessidade de que outro magistrado fosse deslocado durante o mês de afastamento. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

Revista Consultor Jurídico, 16 de fevereiro de 2017, 16h26

Comentários de leitores

1 comentário

iludido Advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

Leia-se em Gênesis, 6 e tire suas conclusões. Dizem que a Bíblia não é chique só para aplicação de neologismo, mas profética e por ai vai. Veja agora o termo suso: Se não houver prejuízo jurisdicional. Faça se puder, um levantamento no judiciário e veja quantos processos que por um simples ato de expediente do escrivão ao juiz, que o ciúme não deixa ver, leva a 8 a 10 anos para citar uma das partes. O judiciário atualmente e sempre, foi retroativo no que pertine à sua dinâmica operacional para o que deveria ter vindo. Falar que um juiz não faz falta à jurisdição, é confundir que não faz falta para o judiciário e portanto, é tema político de interesse profundamente subjetivo e fortemente na contramão de sua situação atual. È meu voto. A posse ad esse non valet consequentia.

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