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Cortes abarrotadas

Ministros e pesquisadores debatem o Judiciário em documentário; assista

Como melhorar o andamento dos 100 milhões de processos judiciais no Brasil? Ministros em atividade e aposentados do Supremo Tribunal Federal e outras cortes superiores, desembargadores e pesquisadores foram ouvidos pelo documentário Modernizando o Judiciário Brasileiro.

Disponibilizado pela plataforma multimídia UM BRASIL e desenvolvido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), o filme traz uma série de entrevistas que se propõem a refletir o abarrotamento das cortes.

Leia abaixo trechos dos depoimentos:

Renato Nalini, secretário de Educação do estado de São Paulo e ex-presidente do TJ-SP
“Como a Justiça brasileira é muito lenta, tem muitos recursos, alguns setores entendem que cometer certas ilegalidades pode não ser um mau negócio. Estou falando do poder público, que eventualmente pode ser uma municipalidade, que cobra um tributo que é um pouco inconstitucional, as pessoas vão se revoltar, vão entrar com ações, o município vai perder, mas aí já acabou o mandato. Esses processos seguirão para o próximo mandato. Então há gente que usa estrategicamente o Poder Judiciário para não cumprir com as suas obrigações e isso é o que precisa ser mudado.”

Ives Gandra Martins, presidente do Conselho Superior de Direito da Fecomercio
“Nós ainda não criamos o hábito de discutir mediação para ver se há uma composição ou de procurarmos a arbitragem para desafogarmos o Judiciário.”

Marco Aurélio Mello, ministro do STF
“Por que no setor público não se tem uma negociação para se chegar ao entendimento? Porque se fica com medo da presunção do excepcional que transigindo aquele que é advogado do Estado, será tido como cooptado pela parte contrária, como se todos no Brasil fossem salafrários. E não são.”

Nelson Jobim, ministro aposentado do STF
“Para mexer no sistema judiciário, você tem que entender que estará mexendo no mercado de trabalho e naqueles que não querem ser apenados, portanto, não querem que exista mudança. Então, vamos devagar. Todo mundo fala que temos que azeitar o Judiciário, mas, quando você vai mexer, aparece o que chamamos na política de ‘jabuti no galho’, que mostra o porquê que está lá em cima. Aí entendemos por que existe recurso, por que existe isso e aquilo. Porque tem gente interessada nisso.”

Assista abaixo ao documentário:

Revista Consultor Jurídico, 6 de fevereiro de 2017, 8h24

Comentários de leitores

1 comentário

iludido Advogado autônomo

Iludido (Advogado Autônomo - Civil)

É impressionante como se permanece no erro seja por orgulho ou por ciúme. Do jeito que se encontra, o judiciário será sempre e hoje um grandiosíissimo emprego público pela vantagens que oferece com ou sem retidão de seus membros e é singular nisso. O judiciário, tem que pensar como EMPRESA e não como serviço público que É. Aproveita o momento e consulte a classe dos advogados e terão subsídios fulminantes de como o povo quer ver o judiciário; como uma empresa e não como mordomias de poder. Mas, tem que ser advogado observador e não que tenha muitos processos e amigos, mas aquele que quando vai ao fórum observa o modo de trabalho dos serventuários. Observa com olhos moucos. Observe o olhar de um departamento de produção e serviços de uma empresa e compare. Uma fruta estragada no meio das boas, apodrece as outras. Uma das preocupações do funcionário público é com o próximo aumento salarial, feriado emendado, promoção, entre outros tantos, que não trás produção alguma. Os bíblicos afirmam em Jeremias, 17 que o homem sabe levar o outro se confia nele, portanto................., 10 são bons, 1000 são espertos. Um parafuso ruim, pode quebrar uma caixa de comando veicular. MUITÍISSIMOS DE NÓS SABEMOS DISSO! A própria casa oferece condições para que tudo saia errado

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