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Aulas em simulador de direção nas autoescolas passam a ser obrigatórias

A partir deste ano é obrigatório o uso do simulador de direção veicular nas autoescolas para quem vai tirar carteira de motorista e dirigir carros de passeio, na Categoria B. Resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em julho do ano passado, deu prazo até o dia 31 de dezembro de 2015 para que a exigência fosse implantada. Os motoristas que vão adicionar à habilitação a Categoria B também devem ter aulas no simulador.

O candidato que for tirar a primeira habilitação terá que fazer, no mínimo, 25 horas de aula prática. Do total, 20 horas em veículo de aprendizagem, sendo quatro horas no período noturno. As demais cinco horas serão feitas no simulador de direção, sendo uma hora com conteúdo noturno. Quem já tem carteira de motorista e vai adicionar a Categoria B deve fazer 20 horas de aula, sendo cinco horas no simulador.

A ideia é que, com o simulador, os alunos treinem situações como ultrapassagem, mudança de faixa, direção com chuva e manobra em marcha à ré. De acordo com o Contran, numa segunda etapa será obrigatório o uso do simulador para quem dirigir veículos comerciais, caminhão, ônibus e motos.

O prazo acabou sendo adiado depois de protestos de donos de autoescolas. Eles alegavam que o equipamento custava caro, entre R$ 30 mil e R$ 40 mil, e não provocaria grandes benefícios aos alunos. Por meio da Resolução 543, de 15 de julho de 2015, a obrigatoriedade foi retomada. À época, o Contran informou que o pedido para a volta da obrigatoriedade partiu dos Detrans de todo o país. Com informações da Agência Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 3 de janeiro de 2016, 18h05

Comentários de leitores

2 comentários

Escândalo anunciado

Kelsen da Silva (Outros)

Daqui a pouco a PF surgirá com a operação "Ás no volante" apurando esquema de corrupção da empresa do simulador com algum daqueles funcionários públicos do DF.

É isso ai...

Gabriel da Silva Merlin (Estagiário - Trabalhista)

As empresas que vendem esses simuladores agradecem, pois o governo acaba de criar uma baita reserva de mercado para elas. Agora quem paga a conta? Tanto consumidores quanto empresários, os consumidores porque o preço tende a aumentar restringindo ainda mais o acesso, já quanto aos empresário o aumento de preço que terá de ser repassado ao consumidor vai diminuir as receitas pela diminuição na venda do serviço.

O único que acaba ganhando é o produtor desses simuladores, afinal em tempos de crise econômica nada melhor do que conseguir um monopólio para bombar os negócios.

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