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Troca de cadeiras

Como deputado, Damous diz que irá defender interesses da advocacia

Wadih Damous (PT-RJ) [Reprodução]O ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e atual presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal da OAB, Wadih Damous (foto), assume nesta terça-feira (19/5) o cargo de deputado federal pelo PT do Rio de Janeiro. “Serei um advogado exercendo a mandato de deputado federal”, disse Damous ao agradecer o apoio recebido do presidente do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho.

“Meu berço é a advocacia e em toda a minha vida profissional sempre procurei me inspirar em figuras exponenciais da classe como Raymundo Faoro, Sobral Pinto, Evandro Lins e Silva entre tantos outros que tanto dignificaram a profissão de advogado”, disse Damous. O novo deputado garante que irá defender com firmeza e de forma decidida as bandeiras históricas da entidade, como Exame de Ordem, prerrogativas dos advogados e tudo aquilo que garanta a dignidade do advogado no exercício da função.

Damous assume a vaga de Fabiano Horta, que se licenciou do cargo de deputado para ser secretário de Desenvolvimento Econômico Solidário na cidade do Rio de Janeiro.

O pedido para Fabiano Horta se licenciar teria partido do ex-presidente Lula em um jantar com o prefeito Eduardo Paes e o governador Luiz Fernando Pezão do Rio, ambos do PMDB. Na ocasião Lula teria pedido que fosse feito um convite a Fabiano Horta para assumir um lugar no secretariado estadual e abrir uma vaga para Damous na Câmara. Segundo o ex-presidente, seria bom para o governo um parlamentar com o perfil de Damous, com formação jurídica.

Perfil
Wadih Damous, 59 anos, é graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) desde 1980 e mestre em Direito Constitucional pela PUC-RJ.

Durante os tempos de faculdade foi presidente do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito e do Diretório Central dos Estudantes. É autor, juntamente com o atual governador do Maranhão — na época juiz federal em Brasília — Flávio Dino do livro Medidas provisórias no Brasil: Origem, evolução e novo regime constitucional (Editora Lumen Juris).

Antes de assumir a chefia da OAB-RJ por dois mandatos consecutivos, foi presidente do Sindicato dos Advogados no estado. Atualmente, é conselheiro federal da OAB pelo Rio de Janeiro, onde ocupa a presidência da Comissão Nacional de Direitos Humanos. É também presidente da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2015, 12h00

Comentários de leitores

8 comentários

é mais conversa fiada...

Menslex (Advogado Assalariado - Administrativa)

Esse Sr. Wadih Damous quando era presidente da OAB-RJ fez publicar no site da OAB-RJ que teria havido mortes quando da desocupação judicial do Pinheirinho, em São José dos Campos --- ESTADO DE SÃO PAULO!!!

Apesar de mil mazelas no estado do Rio de Janeiro para se ocupar fez questão de publicar notícia mentirosa de outro estado, já que não morreu ninguém....

Excelente oportunidade para advocacia

isabel (Advogado Assalariado)

e excelente podermos contar com parlamentares letrados, sobretudo da área do Direito, uma vez que sendo o congresso a "Casa das Leis" convém que entre os legisladores alguns possuam formação jurídica.
Mas o que me deixa mais satisfeita com a posse do novo membro no Legislativo é sua atividade no campo dos Direitos Humanos, tão pouco compreendido até porque desconhecido pela maioria.
A este propósito, tomo a liberdade de sugerir ao novo deputado que procure implementar junto à Comissão de Direitos Humanos algumas medidas de maior esclarecimento da população quanto à gênese da doutrina de Direitos Humanos e seu alcance, e, principalmente, que as balizas da atuação dos Direitos Humanos se restringem aos direitos de seres humanos diante do Estado. Infelizmente, as pessoas em geral ( e mesmo alguns profissionais do Direito) ainda não entenderam que os Direitos Humanos só são invocáveis quando o desrespeito a um direito do ser humano provem do Estado, o que causa grande incompreensão do porquê, os órgãos de direitos humanos só atuam mediante esta condição : de um ser humano estar à mercê do Estado ( como é o caso dos presos, por exemplo) .
De forma que jamais pode se alegar direitos humanos a favor de uma vítima humana de uma ação oriunda de outro ser também humano ( como um assalto, por exemplo).

Defender os interesses do PT, dos mensaleiros, e outros.

Alexandre F Costa (Advogado Autônomo - Civil)

Alçado a deputado por manobra arquitetada por Lula, com certeza vai para a câmara defender a reforma política do PT, os mensaleiros, os petrocorruptos, etc.
É lamentável! Nas próximas eleições será a vez de Marcos Vinicius e Felipe Santa Cruz. A OAB nacional e a OAB do RJ precisam urgentemente mudar o perfil dos seus representantes. Precisam colocar nos cargos pessoas comprometidas com os interesses nacionais e da classe e não preocupados com interesses partidários e com o próprio umbigo.

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