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Notas Curtas

Por Leonardo Léllis

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Direito Privado

Com estoques altos, desembargadores se aposentam do TJ-SP

Seis anos antes de completar 70 anos, o desembargador Manoel Mattos Faria aposentou-se do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele era membro da 15ª Câmara de Direito Privado da corte. O magistrado deixa o maior acervo de processos sem julgamento da seção de Direito Privado: 4.650 ações, segundo estatísticas do TJ-SP atualizadas até dezembro de 2014. Junto com Mattos também se aposentou o desembargador Manoel Justino Bezerra Filho, da 28ª Câmara, que completa 70 anos em fevereiro. Com um acervo de 2.514 processos, Justino Filho deixa o quinto maior estoque de ações sem julgamento da seção. É preciso observar, no entanto, que quando assumiu o gabinete, Justino Filho encontrou mais processos do que quando deixou o posto.

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Revista Consultor Jurídico, 30 de janeiro de 2015, 15h06

Comentários de leitores

5 comentários

Fim

Felipe Moreira Maia (Outros)

Um abraço fraternal para todos os funcionários e colegas.

http://www.tjsp.jus.br/Handlers/FileFetch.ashx?id_arquivo=65076

Continuação (04)

Felipe Moreira Maia (Outros)

entre a quantidade de trabalho e o tempo para que este trabalhoseja feito e, este ponto de equilíbrio, infelizmente, ainda não se encontrou. E agora vou terminando.
Com o coração alegre por ter a consciência do dever cumprido, mas com o coraçãotriste pela despedida, dirijo-me aos meus queridos colegas juízes e desembargadores. A
magistratura paulista é exemplar, isto até os nossos mais ferrenhos críticos reconhecem,
e o exercício deste ofício, para mim, foi um constante aprendizado com meus colegas.
Para não ser injusto, nomino apenas os colegas da 28ª Câmara, Celso Pimentel, JúlioVidal, Berenice Marcondes, Cesar Lacerda, Dimas Rubens Fonseca e Gilson Delgado
Miranda, em nome de quem abraço todos; trabalhei na 28ª Câmara como sempretrabalhei na magistratura, ou seja, com dedicação, harmonia, respeito, independência e
cordialidade.
Não poderia deixar de agradecer as “meninas” que trabalharam comigo no gabinete eque propiciaram a possibilidade (lembro novamente) de terminar um acervo anterior de2.000 processos e de diminuir o atual em torno de 1.000 processos. A convivência notrabalho sempre foi mais que cordial, foi carinhosa, sem qualquer prejuízo à
produtividade; se me dessem mais algum tempo, as minhas queridas funcionáriasseriam as minhas parceiras na pulverização de mais um acervo, mas o tempo não
permitiu isto. Um beijo já com saudade, para a Marisa, a Tatícia, a Dione, a Camila, aDébora, a Ana Cláudia e as queridas estagiárias Ana Luísa e Carol.
Da mesma forma o agradecimento aos funcionários e funcionárias do Cartório, o quefaço no nome da querida e eficiente Adriana. E a todos os funcionários do Judiciário
Paulista, sem a dedicação dos quais qualquer trabalho seria impossível.
Um beijo carinhoso para todas vocês.

Continuação (03)

Felipe Moreira Maia (Outros)

época permitia. No entanto, apaixonei-me pelo exercício da magistratura e eis-me aqui,saindo pela compulsória, aos 70 anos. Como se diz, trabalhei 22 anos de graça, ao que
respondo que não trabalhei de graça, e sim trabalhei em estado de graça. O corretoexercício da magistratura traz paz à alma, apaixona por se poder tentar fazer algo de útil
em favor da sociedade, sem nenhum messianismo presunçoso e sim, pelo trabalhoconsciente, diuturno e sem estrépito. Este ofício às vezes pode até ser capaz de ajudar apreencher o angustiante vazio da própria existência humana. E foi desta forma quefiquei aqui e mais ficaria, se pudesse. Mas, dialeticamente, tudo tem começo, meio e
fim; o tempo passou, chegou o fim do tempo e, contra a minha vontade, aqui estou a medespedir.
Na vida, fazemos amigos e inimigos. Fiz grandes amigos na magistratura e, embora otempo remanescente talvez seja eventualmente escasso, vou guardá-los no coração pelo
tempo que resta. O juiz ao cumprir suas obrigações desagrada e, no limite, faz inimigos.Aos que desagradei, lamento; aos que se tornaram inimigos quando o cumprimento deminha obrigação os atingiu, recomendo que continuem inimigos, pois voltaria adecidir da mesma forma que decidi se fosse chamado a isto.
Mais um ponto antes de terminar. Tenho sempre insistido que o magistrado não é“tarefeiro”, que não se pode cumular a um juiz uma quantidade desumana, medieval, detrabalho e pretender que o processo seja julgado em tal prazo. Justiça demorada éjustiça falha, mas injustiça rápida é muito mais falha e maléfica. O juiz não pode ser
obrigado a decidir antes de ter elementos e tempo de avaliação destes elementos, sobpena de julgando rapidamente, arriscar-se a cometer injustiça. É necessário que seencontre o equilíbrio

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