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Aparição na mídia

OAB discute proibir contratação de assessoria de imprensa por advogados

A aparição de advogados na imprensa está preocupando a Ordem dos Advogados do Brasil. Durante a reunião do Conselho Pleno da OAB neste domingo (16/8), quando eram discutidas as regras para publicidade no novo Código de Ética da Advocacia, o debate tomou novos rumos e conselheiros federais da OAB sugeriram proibir a contratação de assessorias de imprensa por escritórios de advocacia.  A discussão foi acalorada, mas não houve votação sobre o assunto. O que ficou decidido é que os casos que chamem a atenção da OAB devem ser analisados pelos tribunais de ética, como já são.

Entre o que já foi aprovado na manhã deste domingo para a reforma do Código de Ética está a vedação a qualquer publicidade de escritórios em veículos como rádio, cinema e televisão. Os conselheiros também decidiram que os advogados que publicarem artigos na imprensa não poderão divulgar seus contatos, nem mesmo e-mail. Outro ponto aprovado na manhã de domingo foi a vedação à remessa de mala direta, distribuição de panfletos ou formas assemelhadas de publicidade com o objetivo de captação de clientela.

A reunião do Conselho Pleno foi interrompida para almoço, mas será retomada ainda neste domingo.

Revista Consultor Jurídico, 16 de agosto de 2015, 15h00

Comentários de leitores

9 comentários

Duas questões

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Eu não tenho experiência em casos de grande repercussão, mas duas coisas são certas: a) a imagem da advocacia está totalmente abalada pela forma como que a imprensa trata a profissão; b) todos os demais (magistrados, membros do Ministério Público, defensores e advogados públicos) possuem seus bons marqueteiros trabalhando nos bastidores visando cuidar da imagem.

Uma dose ainda maior de veneno.

Diogo Duarte Valverde (Advogado Associado a Escritório)

A OAB é o que pensávamos que ela era: uma instituição que se esforça bastante para ser atrasada. Essas normas draconianas de publicidade sendo impostas em pleno ano 2015 são de causar vergonha. Em vez de tentar mudar algo com o fito de revitalizar e modernizar a advocacia, a OAB prefere introduzir uma dose ainda maior de veneno.

Mas ALTERNÂNCIA na direção da OAB não deveria ser REGRA?

Eduardo.Oliveira (Advogado Autônomo)

Recebi este "informativo", quando TODOS os demais que desejem renovação dos quadros diretivos ficam impedidos de se manifestarem, sob pena de julgamento pelo TED.
Essa atuação propagandeada como algo supostamente maravilhoso não deveria ser OBRIGAÇÃO de qualquer um que se dispusesse a dirigir a OAB? Trata-se de uma "bolsa", é isso?
E quem disse que a alternância não propiciaria uma superação de expectativas?
Publicidade não podemos fazer; tentar a renovação com a apresentação de uma visão diferente - e até divergente - é proibida, sob pena de processo pelo TED.
Ora, precisamos repensar a OAB. Precisamos de renovação, porque tudo que se faça de BOM e RELEVANTE na direção de uma entidade representativa é OBRIGAÇÃO, não favor.

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