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Luta pela diversidade

Negra assume presidência da ordem dos advogados dos EUA

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Prioridade de Paulette Brown é atuar pela diversidade e inclusão na Justiça dos EUA
Divulgação/ABA

A advogada trabalhista Paulette Brown assumiu, nesta terça-feira (4/8), o cargo de presidente da American Bar Association (ABA), na cerimônia de encerramento do Encontro Anual da ABA em Chicago.

A advogada, que é sócia da banca Locke Lord LLP, na qual é copresidente do “Comitê Diversidade e Inclusão”, é a primeira mulher negra a exercer o cargo de presidente da ABA. Em seu discurso de posse, ela anunciou as prioridades da ABA em seu mandato de um ano (2015/2016): diversidade na advocacia e inclusão no sistema de Justiça.

E aqui vem uma particularidade do sistema eleitoral da ABA: Paulette Brown foi eleita no Encontro Anual da ABA em agosto do ano passado. Mais exatamente, ela foi “presidente-eleita da ABA”.

Também nesta terça-feira, os delegados do Encontro Anual elegeram a nova “presidente-eleita”, que tomará posse no cargo de presidente em agosto de 2016: a advogada Linda Klein. Em seu discurso de posse, como presidente-eleita, ela disse que “a ABA precisa mudar rapidamente, para se tornar relevante”.

Paulette Brown prometeu se dedicar aos membros da ABA e a valorizar a entidade através de contatos pessoais com advogados e com comunidades em todo o país. Anunciou que vai organizar o evento “E Justiça para Todos: um Dia de Serviço da ABA", em 30 de outubro, que pretende mobilizar milhares de advogados em todos o país, dispostos a prestar serviços jurídicos voluntariamente (ou pro bono) à população pobre.

Diversidade em alta
Porém, sua maior prioridade é impulsionar o trabalho na área de diversidade e inclusão que a ABA já vem fazendo, por meio da “Comissão de Diversidade e Inclusão 360”. A comissão, criada recentemente, irá rever e analisar a diversidade e a inclusão na advocacia, no sistema judicial e na própria ABA.

“A ABA deve exercer um papel importante na reconstrução da confiança na nação em nosso sistema de Justiça”, ela disse em seu discurso. “E trabalhar para eliminar o preconceito e melhorar a diversidade é um de nossos principais objetivos”, declarou. Para isso, ela já fez parcerias com o Departamento de Justiça e com o Centro Nacional de Tribunais Estaduais.

A nova presidente foi incluída na lista do National Law Journal dos “50 advogados de minorias mais influentes dos Estados Unidos”. O New Jersey Law Journal a declarou “uma das mulheres e advogados de minorias mais proeminentes do estado”. O U.S. News a incluiu entre os melhores advogados do país na área de contencioso comercial.

A presidente-eleita Linda Klein disse em seu breve discurso que a relação da ABA com os advogados deve ser uma avenida de suas mãos: eles têm de vir à ABA, mas a ABA também tem de ir ao encontro deles, onde estejam. “Os advogados querem que a ABA esteja na linha de frente, ajudando os profissionais em suas práticas. E querem que haja Justiça para todos”, afirmou.

Com quase 400 mil membros, a American Bar Association é uma das maiores organizações de associação profissional voluntária no mundo, de acordo com o site da própria entidade.

 é correspondente da revista Consultor Jurídico nos Estados Unidos.

Revista Consultor Jurídico, 5 de agosto de 2015, 10h05

Comentários de leitores

3 comentários

Parabéns.

Radar (Bacharel)

A pretexto de não discrminar, muitos cuidam de evitar um problema que deve, sim, ser debatido, até que não mais subsista. Na reportagem não há discriminação, pelo contrário, o que se busca é realçar o que não é ordinário, num país declaradamente racista, de modo que, com o tempo, a ênfase se torne desnecessária. Antes de preconceito, é uma forma de homenagem, pelo feito de alguém que rompe barreiras quase que intransponíveis, bem como um incentivo a que lutem, todos os que não preenchem o "perfil" que habita o imaginário pobre, daqueles que discriminam e rotulam, com base no fenótipo.

Não há preconceito?

Hugo Fanaia de Medeiros (Advogado Autônomo - Consumidor)

No título, caro João, não vislumbro qualquer discriminação. Em que pese o Obama ser negro, ainda chama, sim, muita atenção por parte dos americanos o fato, primeiro, de ser uma mulher e, em segundo, pelo fato desta mulher ser negra. Isto, é claro, infelizmente. Chegará o dia, meu caro, em que não será mais necessário destacar qualquer característica das pessoas ao noticiar qualquer fato. É utópico, mas quem do direito não vive de utopias, certo? Grande abraço!

Nenhuma novidade

Joao Sergio Leal Pereira (Procurador da República de 2ª. Instância)

Não entendi a razão do título da reportagem, que até me pareceu preconceituosa. Afinal, num país que é presidido por um presidente de cor negra, nenhuma novidade tem o fato noticiado.

Comentários encerrados em 13/08/2015.
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