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Mudança no comando

Alexandre de Moraes será o secretário de segurança pública de SP em 2015

Dr. Alexandre de MoraesO advogado Alexandre de Moraes (foto) será o secretário de Segurança Pública de São Paulo em 2015. Ele substituirá o procurador Fernando Grella Vieira, que está no cargo desde novembro de 2012.

Colunista da revista eletrônica Consultor Jurídico, Alexandre de Moraes já atuou no governo paulista entre 2002 e 2005, durante a gestão de Geraldo Alckmin, quando foi secretário de Justiça do estado. Ele deixou o cargo ao ser nomeado conselheiro do Conselho Nacional de Justiça.

Entre 2007 e 2010, durante gestão do prefeito Gilberto Kassab, Moraes acumulou os cargos de secretário municipal dos Transportes e de Serviços, chefe da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da SPTrans.

Atualmente, o advogado que atuou por 11 anos como promotor do Ministério Público é chefe do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito Universidade de São Paulo (Fadusp). Além disso é livre-docente em Direito Constitucional pela USP e pelo Mackenzie.

Revista Consultor Jurídico, 17 de dezembro de 2014, 12h19

Comentários de leitores

1 comentário

Meio acadêmico precisa se reestruturar

Marcos Alves Pintar (Advogado Autônomo - Previdenciária)

Penso que tal tipo de situação é incompatível com o regime republicano. Alexandre de Moraes é chefe do Departamento de Direito do Estado da Faculdade de Direito Universidade de São Paulo. É agente do Estado, que recebe dinheiro dos contribuintes, e sua função na Universidade é coordenar a produção de material científico que possa, também, prejudicar os interesses do famigerado Governo Paulista. Essa de receber de presente cargo comissionado de livre nomeação e exoneração pelo Executivo Estadual, com todas as suas vantagens, acaba sendo um forte incentivo a seguir uma orientação doutrinária que atenda apenas aos interesses do Estado, relegando a segundo plano o direito dos cidadãos. A propósito, não conheço o trabalho dele na USP, mas sua coluna aqui na CONJUR se mostra todas as semanas bem "pasteurizada", "morna" por assim dizer, quase nada acrescentando em termos de fundamentação científica em que pese a importância do cargo que ocupa em um grande Instituição de Ensino. A doutrina jurídica no Brasil, como bem vem demonstrando o prof. Lenio Streck, perdeu completamente seu espaço nos últimos anos. Pouco se produz, apesar do grande número de profissionais envolvidos com a área jurídica, e o grande número de ações judiciais e litígios existentes. Creio que é o momento do mundo acadêmico começar a pensar mais em cumprir sua missão, e pensar menos em política e busca por cargos.

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