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Sem polêmica

Ayres Britto diz que nunca viu conluios no Judiciário

O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto declarou que nunca detectou contatos irregulares no Judiciário brasileiro. Durante sete meses Ayres Britto presidiu o STF e o Conselho Nacional de Justioça até passar os cargos para Joaquim Barbosa em novembro de 2012. Ele evitou comentar as declarações de Barbosa de que existe conluio entre juízes e advogados. As informações são do jornal O Globo.

Na terça-feira (19/3), Joaquim Barbosa afirmou que "esse conluio entre juízes e advogados é o que há de mais pernicioso" durante julgamento do juiz piauiense João Borges de Souza Filho no CNJ. Ele ainda acrescentou que é preciso “colocar para fora” vários juízes da magistratura.

Ayres Britto declarou que leu “de relance” sobre o depoimento do ministro e não queria entrar na discussão. “No meu período de presidente, nunca identifiquei esse conluio, nem no meu período de ministro. Agora, não quero entrar no mérito desse discussão”, disse.

O antigo ministro foi membro da corte por quase uma década até ser aposentado em novembro de 2012, quando completou 70 anos. Ayres Britto também elogiou a qualidade do Poder Judiciário brasileiro. “Há disfunções? Há distorções? Sem dúvida. E estão paulatinamente sendo objeto de corretivos. E o Conselho Nacional de Justiça cumpre um papel necessário, essencial e eminente na correção desses rumos."

Revista Consultor Jurídico, 21 de março de 2013, 21h22

Comentários de leitores

10 comentários

Conluio entre juízes e advogados

Irani de Souza Araujo Leal Ferreira (Advogado Autônomo)

Com todo respeito ao Ministro Joaquim Babosa, sobre sua infeliz colocação ao afirmar que JUÍZES E ADVOGADOS mantém conluio.
Achei o comentário do Ministro, um tanto quanto, afrontador. Também pudera, o Ministro nunca foi Juiz nem Advogado.
Reiterando, com todo o respeito ao Ministro Joaquim Babosa, as palavras de Vossa Excelência, são ofensivas. Pelo fato de ser Ministro-Presidente da Côrte Suprema do País, não deve dizer o que pensa; pois quando o faz, sempre ofende as pessoas o que diga-se de passagem é lamentável e triste.
IRANI DE SOUZA ARAÚJO LEAL FERREIRA - ADVOGADA EM BRASÍLIA.

Senso crítico e equilíbrio

André (Professor Universitário)

Parece que para alguns advogados falar mal de juiz é esporte corriqueiro. Todos sabem que existem juízes violadores da legalidade, que há alguns juizes que atendem favores de advogados-amigos, como há advogados corruptos, etc., mas a questão é generalizar. O que a AJUFE fez - diga-se acompanhado das associações de advogados - foi repudiar a generalização feita pelo Min. Joaquim, quem passa a impressão para a população de que advogado e juiz são todos vagabundos, que processo só se resolve no conchavo etc. Sejam razoáveis e tenham senso crítico, nos tribunais onde advogam, no ramo da justiça onde atuam não conhecem algum juiz que seja sério, comprometido e ético? Não conhecem advogados sérios, incapazes de pedir favor para o juiz, ainda que tenham sido colegas de faculdade? Chegarão a conclusão que a maioria é honesta, nas duas profissões.
O Min. Ayres sempre foi um modelo de retidão, de humidade, quem o conhece minimamente revolta-se em ouvir acusações despropositadas. Evidente que para a maioria dos juízes e advogados sérios NUNCA identificaram com eles práticas de favorecimento e conchavos, exatamente o que disse o Min. Ayres. Eu pessoalmente posso afirmar que jamais comigo presenciei sequer tentativa de conchavo para resolver processo judicial.

Deus meu...

Directus (Advogado Associado a Escritório)

Não saber que o Ministro Ayres Britto JAMAIS foi Juiz, e sim veio da Advocacia, é de uma ignorância indesculpável para alguém que se diz advogado.
Ignorância ainda pior é pensar que o juiz, presidente do processo, destinatário da prova e sujeito processual responsável pelas decisões e sentenças, não tenha experiência com lides forenses - se ele as elucida diariamente...
Talvez, isso sim, a maioria deles, assim como a maioria dos advogados, não tenha experiência é com conluios criminosos para o desfecho dos processos, certo?

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