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Endereço errado

Polícia invade residência por engano e é condenada

A União terá de pagar indenização moral de R$ 25 mil a um homem cuja casa foi invadida pela Polícia Federal por engano. O autor da ação foi constrangido diante da vizinhança e passou, segundo o desembargador federal Jirair Meguerian, relator do caso na 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, por um grande dissabor. A Turma negou apelação da União.

O caso chegou à Justiça Federal com pedido do autor de R$ 83 mil a título de indenização por danos morais, uma vez que foi rendido pelos policiais e imobilizado sob a mira de armas, no chão da própria residência e na frente de sua mulher e seu filho.

Embora a União tenha apresentado, no processo, cópia de mandado de busca e apreensão expedido pela 4ª Vara Criminal de Juiz de Fora (MG), no qual se vê o endereço completo a que se destinava a determinação, consta também dos autos que, por ausência de numeração afixada nas portas, os policiais concluíram que o apartamento do autor fosse aquele citado no documento. Após negativa do morador de abrir o apartamento, os federais arrombaram a porta e imobilizaram-no. Policiais que acompanhavam a operação e conheciam o procurado atestaram imediatamente que não se tratava dele.

O juiz de primeira instância condenou a União a pagar ao autor indenização de R$ 15 mil. A União apelou ao TRF-1, alegando que agiu dentro da legalidade, e pediu a reforma da sentença. O homem também recorreu, pedindo aumento do valor a ser pago.

O relator do processo, desembargador federal, Jirair Meguerian, entendeu que, tendo a polícia arrombado a porta da casa do autor sem autorização judicial e tendo havido tudo o que se seguiu com a família, é natural que o autor tenha ficado assustado e constrangido diante da vizinhança, e passado por um grande dissabor. Por isso, o desembargador negou provimento ao recurso e deu parcial provimento a recurso do autor, majorando a verba a ser paga para o valor de R$ 25 mil. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-1.

Processo 200938010013157

Revista Consultor Jurídico, 31 de outubro de 2012, 15h51

Comentários de leitores

4 comentários

Duas Castas Bem Distintas

Paulo Cesar Flaminio (Advogado Autônomo)

Segundo o Jornal Eletrônico Flit, o Juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, ex-titular da Vara de Infância e Juventudade de Jundiaí(SP), moveu 11 processos contra diversas empresas jornalísticas, as quais foram condenadas a pagar um total de cerca de R$ 9,2 milhões (isso mesmo, milhões), por danos morais. Algumas ações foram encerradas com acordos, outras ainda estão tramitando. As acusações contra o Juiz surgiram em 1998, por supostas irregularidades em processos relaionados à Vara da Infância de Juventude. Em dezembro de 2001, o Juiz foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Fica clara a diferença entre o cidadão comum e o cidadão de primeira qualidade.

Duas Castas Bem Distintas

Paulo Cesar Flaminio (Advogado Autônomo)

Segundo o Jornal Eletrônico Flit, o Juiz Luiz Beethoven Giffoni Ferreira, ex-titular da Vara de Infância e Juventudade de Jundiaí(SP), moveu 11 processos contra diversas empresas jornalísticas, as quais foram condenadas a pagar um total de cerca de R$ 9,2 milhões (isso mesmo, milhões), por danos morais. Algumas ações foram encerradas com acordos, outras ainda estão tramitando. As acusações contra o Juiz surgiram em 1998, por supostas irregularidades em processos relaionados à Vara da Infância de Juventude. Em dezembro de 2001, o Juiz foi absolvido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Fica clara a diferença entre o cidadão comum e o cidadão de primeira qualidade.

José R (Advogado Autônomo)

Observador.. (Economista)

Perfeito seu comentário.Nos tornamos uma sociedade de castas; e quem reclama, alguns tolos acham que é por "inveja, ciúme ou despeito".Não.É porquê é errado mesmo.E salta aos olhos.
Um exemplo recente: um concurso, para Receita Federal, está sendo apurado porque alguém percebeu que 4 ( quatro ) membros da família de um servidor ( entre eles 2 filhos ) tiveram notas iguais (todas muito altas)nas provas.
Não falaram em cancelar, em suspender.Apenas em apurar.Não posso afirmar,mas, provavelmente, a poeira abaixando, nada ocorrerá.
A burocracia brasileira é fechada, se protege e é hereditária.
As indenizações e outros privilégios só refletem isto.

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