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Direito & Literatura

Ratos e homens, do escritor John Steinbeck

Direito e Literatura: do Fato à Ficção é um programa de televisão apresentado pelo procurador de Justiça do Rio Grande do Sul e professor da Unisinos Lenio Streck, onde se discute, com convidados, uma obra literária e seu diálogo com o Direito. A obra desta edição, que a ConJur reproduz a seguir, é Ratos e homens, de John Steinbeck. Participam do debate Valéria Ribas do Nascimento, professora da Fadisma (Faculdade de Direito de Santa Maria) e da Unisinos, e Jane Brodbeck, diretora do Instituto Amérila das Letras. Veja o programa:

Ratos e homens from Unisinos on Vimeo.

Revista Consultor Jurídico, 19 de outubro de 2012, 8h00

Comentários de leitores

2 comentários

Solidariedade X Individualismo

marcia h carvalho (Advogado Assalariado)

Lennie é quem mantinha o sonho de liberdade vivo em George. Mas, ao mesmo tempo, Lennie era um “peso” burden)que George tinha que aguentar. O irônico nisso tudo é que ao mesmo tempo que Lennie mantinha o sonho vivo ele fazia com que este mesmo sonho ficasse ainda mais distante para George.
De uma perspectiva filosófica, a discussão poderia ser sobre os motivos que levaram George a matar Lennie. Seria por pena? Afinal se ele fosse capturado sua punição seria bem pior (linchamento). Ou seria por puro egoísmo de George? Afinal, desde o início, George deixara bem claro que Lennie o atrapalhava deveras.
Naquele contexto histórico, George teve que fazer uma escolha entre ser solidário/fraterno e ser pragmático/individualista, livrando-se de empecilhos à realização de seu sonho.
Já de uma perspectiva política, a discussão poderia partir para a ideia de “sonho”. Qual era o verdadeiro “sonho” de George? Ser aceito, ou melhor, deixar de ser "rato"? Provavelmente.
Estivessem George e Lennie vivendo em um contexto social mais “justo” a história teria tomado outro rumo? Talvez Lennie tivesse sido assistido por um sistema de saúde e “liberado” George, por exemplo.
Mas, naquele contexto, o sistema econômico e consequentemente o sistema jurídico conspiravam para que George tomasse a atitude que tomou. Certamente viveria uma eterna dor por ter que se livrar do amigo daquela maneira. Da mesma forma que Candy teve que se livrar do seu cão velho e doente, por imposição dos parceiros.
É possível, portanto, traçar um paralelo entre a morte do cão doente e a do Lennie, revelando, pois, um “darvinismo” social abominável, que só existe em um arranjo social onde a força vem do individualismo.
Tudo foi lindamente denunciado pelo autor.

É a nossa Casa Grande e Senzala

Armando do Prado (Professor)

Entretanto, nós continuamos criando ilusões da possibilidade dos ranchos, enquanto a classe média alta tem a sua disposição so 'chopingues' escandalosos como o JK e outros.

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