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Inclusão insuficiente

Faculdade de Direito da USP recomenda cotas raciais

A Faculdade de Direito do Largo São Francisco aprovou, em reunião realizada na tarde desta quinta-feira (31/5), uma recomendação ao Conselho Universitário da USP para que adote as cotas raciais, sociais e para deficientes físicos. Com isso, o Conselho Universitário irá discutir o tema, mas não é possível prever quando ele entrará na pauta. Representantes do movimento negro participaram da reunião, expondo problemas da exclusão racial. As informações são do site do jornal Estado de S. Paulo e do portal IG.

Atualmente, a USP concede bônus para alunos de escolas públicas no vestibular. No ano passado, foram feitas mudanças no sistema e o percentual de estudantes oriundos da rede pública aumentou para 28,03% do total de vagas, contra 25,84% no ano anterior.

“O sistema de inclusão adotado na USP não foi suficiente para alterar a profunda desigualdade entre brancos e negros no acesso aos seus cursos”, disse o representante da organização Uneafro, Cleyton Borges.

Segundo o professor Marcus Oriene, do departamento de Direito de Trabalho, a discussão começou em 2008, quando o atual reitor da USP João Grandino Rodas era diretor da unidade. Após conflitos dentro da universidade entre movimentos sociais e a polícia militar, a faculdade criou uma comissão para discutir a inclusão social na USP.

Revista Consultor Jurídico, 31 de maio de 2012, 21h29

Comentários de leitores

4 comentários

Cotas raciais demagogia do s.T.F. E universidades

Beto (Advogado Sócio de Escritório)

Estamos no pais da ilegalidade e infelizmente o S.T.F. fez demagogia barata com os negros do Brasil, quando deveria dar cota para pobres. Exemplo, um negro rico entra pelo regime de cotas quando teve em toda sua vida as melhores escolas. Isto está errado em detrimento com um pobre que lutou e obteve notas boas no vestibular e foi excluído por um negro que teve uma vida de rico. Isto é no mínimo uma ilegalidade para não dizer uma inconstitucionalidade ao dar tratamento desigual para iguais, mas o que fazer não é, estamos no pais da ilegalidade institucionalizada. Logo o sistema de cota é falho em seu nascedouro, com o beneplácito do S.T.F. Assim sou a favor de cotas somente para pobres. Espero que isto mude um dia.
E por favor não me venham com outra demagogia barata como a de que "os negros tiveram 300 anos de exploração.." E os pobres que são explorados há mais de 500 anos? Ficam como estão,a margem da lei e do direito?

Porque uns conseguem e outros não?

Pek Cop (Outros)

Caro professor o senhor acha justo uma pessôa branca, de descendência indígena ou oriental, passar por méritos e ser excluído por um contista! não é com injustiça que faremos uma raça que sofreu a mais de cem anos atras ser privilegiada, sem falar que a formação do profissional vai ser inferior a de alguem que passou para o nível superior por mérito, todos nós sabemos que não é com injustiça que remediamos um erro do passado!, a realidade de hoje é que todas as raças tem gente passando fome e morando em comunidade, sendo massacrada pela sociedade que indiferentemente só cuidam de si mesmas...a igualdade social começa com a disputa de ingresso a faculdade sem favorecimentos.

300 anos exploração

claudio cordeiro (Professor)

Caro amigo Jose Luiz as cotas para os negros é necessario devido ao 300 anos de exploração e esclusão que o estado o fez, lei ventre livres deixo as crianças negras ao Deus dará, lei dos sexagenarios liberdade após 65 anos poucos chegaram a essa idade e os que chegaram não podiam competir com os imigrantes

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