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Respeito mútuo

“Lula sabe que não me prestaria a fazer pedidos”

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence, afirmou no sábado (26/5) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva jamais falou com ele sobre qualquer processo judicial, muito menos sobre o mensalão. “Ele sabe que eu não me prestaria a fazer pedido à ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, nem ela aceitaria qualquer conversa minha a propósito. Por esse respeito mútuo, é que somos tão amigos”, disse Pertence ao site Direito Global.

Sepúlveda Pertence falou depois da reportagem da revista Veja que chegou às bancas no fim de semana, que relata uma tentativa de pressão do ex-presidente sobre ministros do Supremo para adiar o julgamento do mensalão para depois das eleições municipais de 2012. “Lamento que um ministro do Supremo se tenha posto, supostamente, a dar declaração sobre conversas, reais ou não, que tenha tido com um ex-presidente da República no escritório de um político e advogado”, disse Pertence.

De acordo com Veja, o ministro Gilmar Mendes foi convidado para um encontro com Lula no escritório de Nelson Jobim, advogado, ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa do governo petista. Lula disse a Mendes que é inconveniente que o mensalão seja julgado antes das eleições. Também afirmou que teria o controle político da CPI do Cachoeira. Ou seja, poderia proteger Gilmar Mendes.

Circulam na CPI informações sobre um encontro entre Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) em Berlim, em viagem paga por Carlinhos Cachoeira. Mendes reagiu: “Vou a Berlim como você vai a São Bernardo do Campo. Minha filha mora lá. Vá fundo na CPI”. À revista Veja, Gilmar Mendes confirmou o encontro com Demóstenes na Alemanha, mas disse que pagou as despesas da viagem de seu bolso.

De acordo com a reportagem, Lula disse a Gilmar Mendes que iria pedir ao ministro Sepúlveda Pertence para “cuidar”da ministra Cármen Lúcia. Segundo o ministro aposentado, o ex-presidente da República jamais falou com ele sobre o chamado processo do “mensalão”.

Leia o comentário publicado no site Direito Global:
1 – Apesar das velhas relações pessoais de amizade, o ex-presidente Lula jamais falou comigo sobre processo judicial algum: exceto, muito antes de ser presidente da República, quando se tratava dos processos contra o Lula, líder sindical, naqueles processos a que respondeu na Justiça Militar, em que tive a honra de participar de sua defesa.

2 – Particularmente sobre matéria da revista Veja, o ex-presidente da República jamais me falou sobre o chamado processo do “mensalão”: ele sabe que eu não me prestaria a fazer pedido à ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, nem ela aceitaria qualquer conversa minha a propósito. Por esse respeito mútuo, é que somos tão amigos.

3 – Lamento que um ministro do Supremo se tenha posto, supostamente, a dar declaração sobre conversas, reais ou não, que tenha tido com um ex-presidente da República no escritório de um político e advogado.

Revista Consultor Jurídico, 28 de maio de 2012, 9h55

Comentários de leitores

9 comentários

O dono do mundo

Fernando José Gonçalves (Advogado Sócio de Escritório)

Senhor Ministro, Lula disse que o senhor lhe "Pertence".
Informou à G. Mendes que consigo já estava tudo acertado e que V. Excia. iria ,inclusive, cuidar da Min. Carmem Lúcia, sua afilhada no STF. Quanto a Toffoli, esse nem precisava receber qquer. recado. Ele sabe fazer a lição de casa conforme o determinado. Afinal foi só para isso que Lula o colocou lá.

Encontro (secreto) no escritório de um advogado.

alvarojr (Advogado Autônomo - Consumidor)

Os que fazem insinuações quanto ao que motivou a ida o ministro Gilmar Mendes ao escritório de Nelson Jobim para se encontrar com Lula deveriam ler reportagem deste Conjur que faz referência a outra resportagem de O Globo. A princípio seria apenas uma visita ao ex-presidente que deveria ter sido feita quando este estava no hospital Sírio Libanês para se submeter a uma cirurgia.
Agora que outros jornais e revistas estão apurando o que de fato ocorreu no tal encontro, os que desqualificam o relato do ministro Gilmar Mendes ficarão sem argumentos pois sua retórica se resume ao discurso das mentiras da Veja e da mídia golpista.
Dá um certo alento que pelo menos alguns comentaristas como o advogado Ademilson Pereira Diniz tenham percebido que o que é realmente lamentável é (pelo menos a possibilidade de) Lula ter feito tais insinuações ao ministro Gilmar Mendes e não a divulgação dessas insinuações, que como disse o comentarista, foi corretíssima.

Mendes, o mendaz e o que 'veja' oculta

Armando do Prado (Professor)

Lula, Nelson Jobim e Gilmar Mendes se encontraram no escritório do segundo no dia 26 de abril. Dos três, um deles, Gilmar Mendes, narra um diálogo em um ambiente (a cozinha do escritório) que os outros dois negam. Jobim o faz enfaticamente: não houve conversa na cozinha e não ocorreu o tal diálogo, declarou o ex-ministro da Justiça de FHC e ex-presidente do STF entre 2004 e 2006, um personagem reconhecidmente insuspeito de simpatias petistas [...]
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