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Adeus no STJ

Corte Especial do STJ despede-se de Luiz Fux

A sessão desta quarta-feira (2/3) da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça marcou a despedida do ministro Luiz Fux. Depois de nove anos, ele deixa o tribunal para compor o quadro de ministros do Supremo Tribunal Federal. O ministro agradeceu todas as homenagens com uma outra homenagem. Emocionado, ele destacou as qualidades dos colegas que compõem o Tribunal da Cidadania.

Escolhido para falar em nome da Corte, o ministro Hamilton Carvalhido relembrou a trajetória profissional do amigo, marcada por méritos e virtudes. “Mas não apenas é notável o seu saber jurídico, mas também a sua conduta irreprochável, como homem – digno, honesto, correto, fino, elegante, cavalheiro, cordial; como juiz – culto, seguro, independente, dedicado, operoso, fluente na pena e na palavra e sensível à dignidade humana e aos valores maiores que presidem o Estado Social e Democrático de Direito; como amigo – leal, solidário, constante, espontâneo, sempre presente nas horas difíceis; como esposo, pai e avô – zeloso, afetuoso e amantíssimo; como filho – afirmo, sem medo de errar, ninguém, mais que você, Luiz Fux, honrou e honra seus queridos pais, Dr. Mendel e D. Lucy, em cujo amor, sabedoria e caráter você se forjou e que fizeram de você um homem de Deus”.

Hamilton Carvalhido destacou que o ministro Luiz Fuz é um juiz completo, com um currículo riquíssimo, que certamente o coloca entre os “ilustres varões de Plutarco”. “Nova e merecida tarefa está à sua frente. Tenho absoluta certeza de que prosseguirá o seu caminho luminoso de serviços prestados à sociedade brasileira”.

Em nome do Ministério Público Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, relembrou a amizade dos dois, que começou em meados da década de 70, no Rio de Janeiro. Destacou a notável produção intelectual do ministro Fux e salientou que ele deixou a marca do seu saber e da sua inteligência na causa pública – marca esta que sempre repetiu ao longo de seu caminho luminoso na magistratura. “Mas muito mais poderia ser facilmente acrescentado para ressaltar as qualidades do magistrado, do professor, do autor de consagradas obras”, finalizou o procurador.

Carlos Eduardo Caputo Bastos, falando pelos advogados, afirmou que a chegada do ministro Luiz Fux na Suprema Corte brasileira revelará um juiz constitucional, preparado, contemporâneo e afinado com uma sociedade em transformação. Ressaltou, ainda, que o compromisso que o ministro tem com as garantias e os direitos fundamentais, com destaque ao processo legal, dá aos advogados a tranquilidade de que ele não infligirá a Carta Magna. Já o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, ressalvou a confiança que deposita no ministro, já que desde novo recebeu a influência, em especial a de seu pai, para entrar na carreira jurídica. Por fim, espera que o ministro imprima no STF o mesmo ritmo que sempre impôs no STJ e que ele, com seu diálogo, diminua a distância entre a população e a Constituição.

Fux agradeceu as homenagens e destacou que seu sonho tão sonhado foi realizado. Segundo ele, a despedida do STJ é o início de uma grande saudade e um recomeço. Ele agradeceu, ainda, aos servidores e disse que sem eles não seria possível alcançar tantos méritos.

O ministro encerrou citando um trecho da carta de Chaplin que diz: “É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai, e não a faceta do raio que destrói. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar à perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de fato. Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram. Olhes para trás... mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te ”. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ

Revista Consultor Jurídico, 2 de março de 2011, 18h10

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